Pessoal,
Segue a entrevista para quem não viu:
http://espn.uol.com.br/video/479202_questionado-sobre-tragedia-de-oruro-gobbi-se-irrita-e-ataca-voces-cobram-do-dirigente-o-que-cabe-ao-estado
Olha, apesar do tom desnecessariamente agressivo do presidente Mario Gobbi, ele está certo em muita coisa que falou.
De fato, não tem nada a ver relacionar a defesa que o presidente fez aos presos de Oruro com o que eles fizeram depois de serem soltos.
A pergunta "você se arrepende do que fez por eles por conta de eles terem brigado depois?" é simplesmente absurda em si mesma. Por que o cara se arrependeria de ter defendido 12 pessoas que todo mundo soube que não tinham nada a ver com o lançamento do luminoso???
Uma coisa não tem nada a ver com a outra, realmente.
Os jornalistas ali, na minha opinião, erraram feio.
E, de fato, ficou difícil debater assuntos jurídicos com os jornalistas se apoiando em conhecimentos populares de Direito. Deu pra ver que a base técnica do Mario Gobbi falou mais alto, e muito teve de fato a ver com o despreparo dos jornalistas para o assunto.
Até.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
O ovo ou a galinha?
Fala pessoal,
Ontem o Fernando Meligeni escreveu o seguinte post: http://espn.uol.com.br/post/478895_respeito-ao-tenis-brasileiro.
Basicamente, a discussão girou em torno da reclamação de alguns telespectadores da ESPN pelo fato de o canal ter decidido passar a partida do Marcelo Melo e não a da Serena.
E aí, o que dá pra dizer disso?
O Fininho se apoia muito no argumento de que temos que apoiar o tênis quando temos a oportunidade, afinal, somos quase que por imposição o país do futebol. Não discordo disso.
O que eu fico me perguntando é: será que realmente esse "apoio" da ESPN (ao televisionar o jogo) tem algum efeito sobre o crescimento ou fortalecimento DO TÊNIS no Brasil?
Claro, pro Melo é ótimo. Para os patrocinadores dele também. Para a ESPN talvez também seja, porque a audiência TALVEZ seja melhor do que a do jogo da Serena (mesmo que este não seja o motivo da tomada de decisão).
Mas... e para o tênis mesmo? Será que passar o jogo do Melo ajuda de alguma forma a trazer mais praticantes para a modalidade? Será que as pessoas impactadas pelo jogo não são só as pessoas que JÁ GOSTAM do tênis?
Vejam, estou analisando apenas e tão somente o fato de televisionar o jogo.
Acho que tenho uma visão um pouco diferente do Meligeni, e aqui vão alguns breves motivos.
Primeiro, não vejo um impacto imediato sobre o tênis brasileiro com a transmissão dos jogos do Marcelo Melo (ou de qualquer outro brasileiro, vale dizer). Isso porque a massa (volume, mercado consumidor, etc) de pessoas que assistem tênis na TV, via de regra, já é feita de pessoas que curtem bastante o esporte, ou seja, não estão tomando gosto pelo negócio porque está passando na TV.
Segundo, acho que o impacto da transmissão é muito bom para os atletas de ponta do Brasil, mas talvez seja só.
Explico: o Marcelo Melo, quando for negociar um contrato de patrocínio vai poder falar "adidas/nike/head/centauro, meus jogos são televisionados, a marca de vocês vai chegar pra mais gente, etc". Excelente pra ele, e excelente pros nossos atletas de ponta. Nada errado com isso. Mas isso não melhora o tênis, do mesmo jeito que o futebol brasileiro não está melhorando POR CAUSA dos salários de um milhão de reais que estão distribuindo por aí.
O que significa o "esporte crescer e se fortalecer"? Sério.
Significa o top5 do Brasil ganhar mais dinheiro? Significa os materiais esportivos de tênis venderem mais no Brasil? Significa os jogos de tênis darem mais audiência?
Pra mim "crescer e se fortalecer" talvez tenha outro significado.
Eu vejo crescimento e fortalecimento com outras característica: mais gente praticando o esporte, mais gente vivendo do esporte, mais qualidade nos jogos jogados no território nacional, mais eventos realizados, mais simbiose entre esporte e educação...e por acaso alguém vê relação direta entre essas coisas e o jogo do Marcelo Melo passando na televisão?
Pra não parecer apenas contestador, eu digo que vejo benefícios para o Tênis com a transmissão sim, mas de maneira diferente do Meligeni (acho). E por quê? Porque pra mim os benefícios existem, mas são somente indiretos para o esporte. E muuuito indiretos.
Como? Dou alguns exemplos.
O jogo passa na televisão. O Melo ganha mais dinheiro. Garoto que quer profissionalizar gosta que dá pra ganhar mais dinheiro com o esporte no Brasil. Garoto se esforça mais. Vários garotos se esforçam mais. O esporte cresceu.
Ou
Garoto vê o jogo na televisão. Garoto pede para os pais para jogar pela primeira vez, ou corre atrás. Garoto joga tênis pela primeira vez. O esporte cresceu.
Olha como o benefício é indireto. Não consigo fazer uma relação direta entre o jogo passar na televisão é o "esporte crescer e se fortalecer".
Longe de achar que estou certo, esta é só uma humilde e bem contestável opinião.
Fico por aqui.
Abraços!
Ontem o Fernando Meligeni escreveu o seguinte post: http://espn.uol.com.br/post/478895_respeito-ao-tenis-brasileiro.
Basicamente, a discussão girou em torno da reclamação de alguns telespectadores da ESPN pelo fato de o canal ter decidido passar a partida do Marcelo Melo e não a da Serena.
E aí, o que dá pra dizer disso?
O Fininho se apoia muito no argumento de que temos que apoiar o tênis quando temos a oportunidade, afinal, somos quase que por imposição o país do futebol. Não discordo disso.
O que eu fico me perguntando é: será que realmente esse "apoio" da ESPN (ao televisionar o jogo) tem algum efeito sobre o crescimento ou fortalecimento DO TÊNIS no Brasil?
Claro, pro Melo é ótimo. Para os patrocinadores dele também. Para a ESPN talvez também seja, porque a audiência TALVEZ seja melhor do que a do jogo da Serena (mesmo que este não seja o motivo da tomada de decisão).
Mas... e para o tênis mesmo? Será que passar o jogo do Melo ajuda de alguma forma a trazer mais praticantes para a modalidade? Será que as pessoas impactadas pelo jogo não são só as pessoas que JÁ GOSTAM do tênis?
Vejam, estou analisando apenas e tão somente o fato de televisionar o jogo.
Acho que tenho uma visão um pouco diferente do Meligeni, e aqui vão alguns breves motivos.
Primeiro, não vejo um impacto imediato sobre o tênis brasileiro com a transmissão dos jogos do Marcelo Melo (ou de qualquer outro brasileiro, vale dizer). Isso porque a massa (volume, mercado consumidor, etc) de pessoas que assistem tênis na TV, via de regra, já é feita de pessoas que curtem bastante o esporte, ou seja, não estão tomando gosto pelo negócio porque está passando na TV.
Segundo, acho que o impacto da transmissão é muito bom para os atletas de ponta do Brasil, mas talvez seja só.
Explico: o Marcelo Melo, quando for negociar um contrato de patrocínio vai poder falar "adidas/nike/head/centauro, meus jogos são televisionados, a marca de vocês vai chegar pra mais gente, etc". Excelente pra ele, e excelente pros nossos atletas de ponta. Nada errado com isso. Mas isso não melhora o tênis, do mesmo jeito que o futebol brasileiro não está melhorando POR CAUSA dos salários de um milhão de reais que estão distribuindo por aí.
O que significa o "esporte crescer e se fortalecer"? Sério.
Significa o top5 do Brasil ganhar mais dinheiro? Significa os materiais esportivos de tênis venderem mais no Brasil? Significa os jogos de tênis darem mais audiência?
Pra mim "crescer e se fortalecer" talvez tenha outro significado.
Eu vejo crescimento e fortalecimento com outras característica: mais gente praticando o esporte, mais gente vivendo do esporte, mais qualidade nos jogos jogados no território nacional, mais eventos realizados, mais simbiose entre esporte e educação...e por acaso alguém vê relação direta entre essas coisas e o jogo do Marcelo Melo passando na televisão?
Pra não parecer apenas contestador, eu digo que vejo benefícios para o Tênis com a transmissão sim, mas de maneira diferente do Meligeni (acho). E por quê? Porque pra mim os benefícios existem, mas são somente indiretos para o esporte. E muuuito indiretos.
Como? Dou alguns exemplos.
O jogo passa na televisão. O Melo ganha mais dinheiro. Garoto que quer profissionalizar gosta que dá pra ganhar mais dinheiro com o esporte no Brasil. Garoto se esforça mais. Vários garotos se esforçam mais. O esporte cresceu.
Ou
Garoto vê o jogo na televisão. Garoto pede para os pais para jogar pela primeira vez, ou corre atrás. Garoto joga tênis pela primeira vez. O esporte cresceu.
Olha como o benefício é indireto. Não consigo fazer uma relação direta entre o jogo passar na televisão é o "esporte crescer e se fortalecer".
Longe de achar que estou certo, esta é só uma humilde e bem contestável opinião.
Fico por aqui.
Abraços!
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Eu já tinha avisado: tocedores do Corinthians presos pelo crime de quadrilha
Fala pessoal,
Hoje vejo a notícia de que os torcedores do Corinthians que invadiram o CT foram presos.
Aparentemente (peço desculpa pela imprecisão e desconhecimento total dos fatos), a polícia de São Paulo cumpriu mandados de prisão na noite de hoje.
Segundo esta notícia do GLOBO.COM, os torcedores responderão por crime de quadrilha.
Pelo que vi, e como já tinha avisado, é o único crime que, em tese, poderia gerar a expedição de um mandado de prisão, por causa da pena máxima que a lei atriu a ele (a pena é muito baixa para o crime de dano, por exemplo, então não podem prender alguém por este crime antes de uma sentença).
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2014/02/policia-cumpre-mandados-de-prisao-contra-invasores-do-ct-do-corinthians.html
Para quem não viu o outro post em que expliquei um pouco do que poderia acontecer com os torcedores, vale a leitura:
http://esporteeminhaamante.blogspot.com.br/2014/02/possibilidade-unica-de-punicao-aos.html
Um abraço!
Hoje vejo a notícia de que os torcedores do Corinthians que invadiram o CT foram presos.
Aparentemente (peço desculpa pela imprecisão e desconhecimento total dos fatos), a polícia de São Paulo cumpriu mandados de prisão na noite de hoje.
Segundo esta notícia do GLOBO.COM, os torcedores responderão por crime de quadrilha.
Pelo que vi, e como já tinha avisado, é o único crime que, em tese, poderia gerar a expedição de um mandado de prisão, por causa da pena máxima que a lei atriu a ele (a pena é muito baixa para o crime de dano, por exemplo, então não podem prender alguém por este crime antes de uma sentença).
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2014/02/policia-cumpre-mandados-de-prisao-contra-invasores-do-ct-do-corinthians.html
Para quem não viu o outro post em que expliquei um pouco do que poderia acontecer com os torcedores, vale a leitura:
http://esporteeminhaamante.blogspot.com.br/2014/02/possibilidade-unica-de-punicao-aos.html
Um abraço!
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Invasão e rolezinho são a mesma coisa?
Fala pessoal,
Hoje a ESPN divulgou esta notícia:
http://espn.uol.com.br/noticia/386791_para-delegado-invasao-de-ct-corintiano-tem-cara-de-rolezinho
Na minha opinião, pelos motivos que já expliquei no post anterior, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Invasão criminosa, com formação de quadrilha, é bem diferente de "rolezinho".
A invasão do Corinthians teve como precedente uma "combinação" para que outros crimes sérios fossem praticados, enquanto o rolezinho pode ser definido até por seus maiores críticos como "baderna". Baderna é bem diferente de crime.
Espero muito que a invasão seja investigada de uma forma diferente dos rolezinhos.
Ainda não ouço nada sobre investigação específica de crime de quadrilha. Nem por parte da polícia, nem por parte do Ministério Público.
Hoje a ESPN divulgou esta notícia:
http://espn.uol.com.br/noticia/386791_para-delegado-invasao-de-ct-corintiano-tem-cara-de-rolezinho
Na minha opinião, pelos motivos que já expliquei no post anterior, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Invasão criminosa, com formação de quadrilha, é bem diferente de "rolezinho".
A invasão do Corinthians teve como precedente uma "combinação" para que outros crimes sérios fossem praticados, enquanto o rolezinho pode ser definido até por seus maiores críticos como "baderna". Baderna é bem diferente de crime.
Espero muito que a invasão seja investigada de uma forma diferente dos rolezinhos.
Ainda não ouço nada sobre investigação específica de crime de quadrilha. Nem por parte da polícia, nem por parte do Ministério Público.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Possibilidade única de punição aos invasores do Corinthians. Eles praticaram o crime de quadrilha. Análise jurídica do caso.
Fala pessoal,
Tudo bom?
Seguinte, diante dos lamentáveis
acontecimentos ocorridos neste último final de semana, resolvi escrever aqui.
Percebi que muita gente está falando besteira, então fui atrás de uma advogada
criminalista para esclarecer algumas coisas, especialmente a respeito das
medidas que poderiam ou deveriam ser tomadas a partir de agora, tanto pelo clube
Corinthians (e seu presidente) como pelas autoridades competentes.
Vamos lá?
Primeiro: o Corinthians, a polícia e o
Ministério Público têm nas mãos uma oportunidade única de dar o exemplo para as
torcidas organizadas, prendendo vários de seus membros pela prática de crimes
mais graves, como a formação de quadrilha.
Bastante gente se pergunta como ainda
existem torcidas organizadas. Como a polícia, o Ministério Público e o governo
deixam esses caras que só fazem confusão existirem e continuarem aí, soltos?
O grande problema, na maioria dos casos,
está na impossibilidade de “fechar” uma torcida organizada (uma pessoa jurídica
- associação civil), por causa de atitudes de pessoas físicas que não as
representam legalmente (os associados). Vale dizer: a pessoa do associado não
se confunde com a pessoa da associação.
Outro problema é este: os crimes
praticados pelos torcedores tem penas muito baixas geralmente (máximo de 2
anos).
O “B.O” (boletim de ocorrência)
dificilmente resulta em prisão, porque esses crimes de penas baixas (lesão
corporal, promoção de tumulto, dano, ameaça, etc) permitem um “acordo”, por
meio do qual o criminoso paga uma multa, cumpre serviços comunitários ou sofre
outros tipos de pequenas restrições.
Assim, geralmente a polícia, o
Ministério Público e o Judiciário ficam de mãos atadas. A lei não permite a
punição rigorosa.
Acontece que NESTE CASO DA INVASÃO, é
possível dizer que várias das pessoas envolvidas também praticaram crimes bem
mais graves do que estes aí de cima. Crimes que podem leva-los de verdade à
prisão.
Claro, a “Associação Torcida Organizada”
não deixaria de existir, até porque não é responsável por atos de seus membros,
mas perderia bastante força seu lado “reprovável” com a punição dos membros que
SÃO EFETIVAMENTE bagunceiros (os de boas intenções não são punidos).
Querem ver?
O crime de quadrilha, que hoje se chama “crime
de Associação Criminosa”, está no Artigo 288 do Código Penal, e diz assim:
Associarem-se
3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: Pena
- reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
Em todos os
casos envolvendo torcidas organizadas, o problema sempre foi com este trechinho
da lei “fim específico de cometer crimes”, porque por mais que os organizados
fossem no estádio juntos, considera-se que eles não se juntaram especificamente
pra brigar ou para praticar crimes.
Mas neste
caso específico da invasão, é muito claro que aquelas pessoas que se reuniram e
invadiram o Corinthians tinham sim o fim específico de cometer crimes (no
plural).
Os crimes
seriam: ameaça, dano, constrangimento ilegal, violação de domicílio, esbulho
possessório e lesão corporal, no mínimo. Não vou falar do furto de celulares,
porque, ao menos em tese, os caras não entraram no clube com este fim
específico.
Fica claro,
então, que ao menos desta vez existe uma claríssima oportunidade de punir mais
rigorosamente os briguentos invasores. Eles teriam praticado o crime de
quadrilha.
E sabem o
que é bom? O Corinthians não precisaria mover uma palha para que os invasores
fossem punidos pelo crime de quadrilha, pois a polícia é obrigada a investigar
esse crime, queira o Corinthians ou não. Juridicamente: o crime não depende de
representação (o que acontece com vários dos outros crimes: lesão corporal,
dano, etc).
Para que a
polícia investigue o crime de quadrilha, basta que chegue a ela uma “notícia”
de que tal crime foi praticado. O mesmo com o crime de constrangimento ilegal,
por exemplo.
Assim, por
mais que o Corinthians não precise fazer nada, seria de muito bom tom que
apresentasse, junto com a petição que o presidente Mario Gobbi falou que vai
apresentar, um pedido de apuração do crime de quadrilha também.
Vamos falar
de outras coisas jurídicas que cercam o caso?
O
presidente Mario Gobbi falou que vai tomar todas as atitudes que cabem a ele e
ao Corinthians.
Acontece
que em casos criminais, muitas vezes a atuação da polícia e do Ministério
Público dependem da vontade da vítima. Ou seja, estes dois órgãos só podem
atuar se a vítima “representar” a vontade de que seus agressores sejam punidos.
Gostaria de
saber se o presidente do Corinthians, como representante da vítima (clube), vai
apresentar uma representação pelo crime de dano (artigo 163 do Código Penal)
por exemplo? Isso não ficou claro em sua entrevista.
Gostaria de
saber também se o presidente vai propor uma ação de reparação de danos
materiais contra os invasores que forem identificados? Claro, além dos danos
físicos que o clube sofreu (grade arrebentada, no mínimo), o clube também
sofreu um dano à sua imagem com a invasão ilícita. Isso não ficou claro em sua
entrevista.
Também tenho
perguntas para a polícia e para o Ministério Público, vejam:
Houve crime
de constrangimento ilegal durante a invasão? Há inquérito instaurado, ou
requisição do Ministério Público para que se investigue este crime?
Os
policiais que entraram no clube presenciaram algum fato criminoso? Se sim,
houve alguma prisão em flagrante? Por quê?
Vou
concluir agora.
A punição
aos envolvidos na invasão é um fato que deve ser analisado isoladamente aos
olhos da lei. Tanto faz se quem estava lá é da torcida organizada, se estava em
Oruro ou se estava em outra briga de torcidas.
O simples
fato de ter se associado especificamente para cometer crimes é digno de
punição. O simples fato de ameaçar é digno de punição. O simples fato de
danificar algo que pertence a outra pessoa é digno de punição.
Isso não
tem nada a ver com torcedores organizados em si, ou com torcedores de um clube
específico. Tem a ver com pessoas que praticaram alguns crimes. E que devem ser
punidas.
Pelo bem do
nosso futebol, e pelo respeito ao Estado em que vivemos.
Abraços.
Zacha.
Marcadores:
advogado,
ameaça,
análise jurídica,
Corinthians,
crime,
dano,
fim de semana,
invasão,
prisão,
punição,
quadrilha,
sábado,
torcida organizada
sábado, 25 de maio de 2013
Corinthians e Miami Heat
Fala pessoal,
Tudo certo?
Ontem (sexta-feira) duas análises esportivas me chamaram muito a atenção.
A primeira foi feita por um comentarista estrangeiro (Bruce Bowen) que participava do programa "The book is on the table" da ESPN. A segunda foi feita pelo Tite, em entrevista coletiva que ouvi na CBN/FM de madrugada, salvo engano.
O primeiro analisou o último lance da partida dos playoffs entre Miami Heat e Indiana Pacers. A bola decisiva foi colocada na mão de Lebron James, e ele não decepcionou.
Tite, por sua vez, não viu problema em dizer aos jornalistas qual seria seu time titular.
E o que estes dois fatos tem a ver?
Os dois demonstraram certa indiferença ao "elemento supresa", teoricamente valorizado no esporte.
Bruce Bowen, o comentarista gringo, foi mais claro ao defender o belo lance de Lebron James.
Perguntado sobre a inexistência de um pivô importante na defesa dos Pacers na hora da jogada, e se isto poderia ter feito diferença, Bowen disse: "todo mundo sabia que a bola ia para as mãos de Lebron, a questão era saber quão boa seria a execução da jogada".
Conclusão: seja no Heat, seja no Corinthians, muitas vezes a coisa mais importante não é saber o que o time vai fazer, mas sim se conseguirá fazer bem feito, pois isso é o relevante.
Todo mundo sabe como Tite escalará o time, e, em tese, como esse time deve ser marcado. O importante, na verdade, é saber como será a execução das jogadas que o time sempre faz (o Danilo executará bem o passe para o Fabio Santos na linha de fundo? O Emerson conseguirá cortar bem para o meio antes de bater no gol?).
Tal análise abre os olhos para a importância concorrente da tática com a técnica. Não adianta um time estar perfeito taticamente se a técnica (responsável pela execução de qualquer jogada) não funcionar.
Percepções simples que às vezes passam batidas.
Abraços!
Tudo certo?
Ontem (sexta-feira) duas análises esportivas me chamaram muito a atenção.
A primeira foi feita por um comentarista estrangeiro (Bruce Bowen) que participava do programa "The book is on the table" da ESPN. A segunda foi feita pelo Tite, em entrevista coletiva que ouvi na CBN/FM de madrugada, salvo engano.
O primeiro analisou o último lance da partida dos playoffs entre Miami Heat e Indiana Pacers. A bola decisiva foi colocada na mão de Lebron James, e ele não decepcionou.
Tite, por sua vez, não viu problema em dizer aos jornalistas qual seria seu time titular.
E o que estes dois fatos tem a ver?
Os dois demonstraram certa indiferença ao "elemento supresa", teoricamente valorizado no esporte.
Bruce Bowen, o comentarista gringo, foi mais claro ao defender o belo lance de Lebron James.
Perguntado sobre a inexistência de um pivô importante na defesa dos Pacers na hora da jogada, e se isto poderia ter feito diferença, Bowen disse: "todo mundo sabia que a bola ia para as mãos de Lebron, a questão era saber quão boa seria a execução da jogada".
Conclusão: seja no Heat, seja no Corinthians, muitas vezes a coisa mais importante não é saber o que o time vai fazer, mas sim se conseguirá fazer bem feito, pois isso é o relevante.
Todo mundo sabe como Tite escalará o time, e, em tese, como esse time deve ser marcado. O importante, na verdade, é saber como será a execução das jogadas que o time sempre faz (o Danilo executará bem o passe para o Fabio Santos na linha de fundo? O Emerson conseguirá cortar bem para o meio antes de bater no gol?).
Tal análise abre os olhos para a importância concorrente da tática com a técnica. Não adianta um time estar perfeito taticamente se a técnica (responsável pela execução de qualquer jogada) não funcionar.
Percepções simples que às vezes passam batidas.
Abraços!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O Zizão tá lendo
Fala pessoal,
Finalmente algo bem bacana de se ver.
O Corinthians conseguiu criar um video rápido, engraçado e muito, mas muito interessante pros seus patrocinadores.
Pra quem não viu: http://www.youtube.com/watch?v=ug_YoQsh9PA
Muito boa a iniciativa do time por diversos motivos: usa os jogadores do time (o que é muito pouco comum de se ver no Brasil, infelizmente), aproveita a "desvantagem" do chinês gente boa, pega o vácuo das piadinhas que já circulavam na web, cita nominalmente os patrocinadores do clube, etc.
Parabéns ao criador da idéia.
Abraços
Finalmente algo bem bacana de se ver.
O Corinthians conseguiu criar um video rápido, engraçado e muito, mas muito interessante pros seus patrocinadores.
Pra quem não viu: http://www.youtube.com/watch?v=ug_YoQsh9PA
Muito boa a iniciativa do time por diversos motivos: usa os jogadores do time (o que é muito pouco comum de se ver no Brasil, infelizmente), aproveita a "desvantagem" do chinês gente boa, pega o vácuo das piadinhas que já circulavam na web, cita nominalmente os patrocinadores do clube, etc.
Parabéns ao criador da idéia.
Abraços
domingo, 5 de maio de 2013
Neymar e o "prejuízo" do Santos
Fala pessoal,
Faço uma breve reflexão sobre o pavor que supostamente está surgindo nos corredores do Santos.
Dizem (sim, "dizem" na terceira pessoa do plural mesmo, porque a imprensa toda publica isso, mas eu nunca soube qual é a fonte) que há a preocupação no Santos de que o Neymar sairia do clube apenas ao final de seu termo contratual, o que faria o clube sair de mãos abanando numa eventual negociação.
Há de se dizer que, geralmente, o clube ganha dinheiro na transferência de um jogador pois ele não cumpre o seu contrato até o final. Assim, como "rompe" o seu contrato, o jogador tem que pagar uma multa prevista ali (normalmente é o clube contratante que paga, p. ex. Real Madrid, Barcelona, etc).
Cumprindo seu contrato até o final, Neymar não vai descumprir nada, e vai fazer o que quiser.
É muito interessante notar que essa discussão somente tomou a dimensão que tomou por ser Neymar. E também por muitos jornalistas desconhecerem a lógica da negociação de um contrato de jogadores de futebol.
Explico.
Bom, vamos pensar num jogador de 18 anos chegando num clube como o Santos, ok?
Basicamente, ele chega lá como um "Zé Ninguém", como uma promessa, geralmente.
Por um lado, o clube não vai querer pagar um salário muito alto para o jogador nem firmar um compromisso muito longo, uma vez que pode ficar "preso" por contrato ao jogador que se revele fraco, ou que tenha problemas de relacionamento, por exemplo (casos muitos identificados com essas situações são os de Lulinha, no Corinthians, e Fábio Costa, no Santos - a despeito da minha opinião pessoal sobre os dois, ok?).
Por outro lado, o clube não vai poder pagar tão pouco assim ou firmar um contrato muito curto, porque se aquele jogador "explode", vai ser muito barato para outro clube aparecer por ali e levar o jogador embora - pagando a multa contratual (que será baixa) ou esperando o final do contrato (que será rápido).
Pensando pelo lado do jogador agora.
O jogador de 18 anos recém chegado ao Santos, em princípio, não vai querer ganhar pouco (óbvio) nem ter um contrato curto. Salário alto é muito bom, e contrato longo dá uma segurança a mais para a vida financeira do jogador (imagina se ele destrói o joelho e o contrato dele é de 6 meses? Vai ser difícil arranjar outro clube que o contrate).
Por outro lado, o jogador sabe que se tiver um salário muito alto e um contrato muito longo, será bem difícil conseguir um clube novo que o contrate caso ele queira sair do Santos no meio da vigência contratual - a multa contratual seria muito alta.
A menos que esse cara fosse o Neymar.
Vamos ver o caso dele um pouco mais de perto. E vamos imaginar o Neymar (seus agentes, na verdade) sentado numa mesa de negociação.
Neymar é um jogador especial. Rende muito dentro de campo, atrai muitos patrocinadores, e é esperança do país para a Copa do Mundo.
Isso significa que sempre (ou por um booom tempo) haverá forte demanda pelo "produto" Neymar.
Basicamente, ele tem muita força na mesa de negociação.
Se o Santos oferecer um salário baixo para ele ele vai embora. Tem quem queira.
Se o Santos oferecer um contrato curto, e ele quiser um longo, ele vai embora. Tem quem queira.
Se o Santos oferecer um contrato longo, e ele quiser um curto, ele vai embora. Tem quem queira.
Viram a dificuldade para o Santos?
Não é difícil imaginar, portanto, como foi custoso para o Santos manter o craque por aqui.
Agora, com o contrato se aproximando do fim, chovem críticas. Dizem que deveriam ter prorrogado o contrato antes, ou que não deveriam ter pago tanto, etc, etc.
Mas a maioria dos críticos deixa de perceber algumas coisas. O lado forte da negociação, diferentemente da maior parte das negociações envolvendo jogadores de futebol, era Neymar. E, principalmente, não percebem que uma grande parte do que o Santos deixar de receber nessa negociação ao final do contrato será percebida justamente durante a vigência do contrato (com patrocínios, exposição da marca, etc).
Vejo muitas críticas. Pouca observação ao caso específico.
Abraços
Faço uma breve reflexão sobre o pavor que supostamente está surgindo nos corredores do Santos.
Dizem (sim, "dizem" na terceira pessoa do plural mesmo, porque a imprensa toda publica isso, mas eu nunca soube qual é a fonte) que há a preocupação no Santos de que o Neymar sairia do clube apenas ao final de seu termo contratual, o que faria o clube sair de mãos abanando numa eventual negociação.
Há de se dizer que, geralmente, o clube ganha dinheiro na transferência de um jogador pois ele não cumpre o seu contrato até o final. Assim, como "rompe" o seu contrato, o jogador tem que pagar uma multa prevista ali (normalmente é o clube contratante que paga, p. ex. Real Madrid, Barcelona, etc).
Cumprindo seu contrato até o final, Neymar não vai descumprir nada, e vai fazer o que quiser.
É muito interessante notar que essa discussão somente tomou a dimensão que tomou por ser Neymar. E também por muitos jornalistas desconhecerem a lógica da negociação de um contrato de jogadores de futebol.
Explico.
Bom, vamos pensar num jogador de 18 anos chegando num clube como o Santos, ok?
Basicamente, ele chega lá como um "Zé Ninguém", como uma promessa, geralmente.
Por um lado, o clube não vai querer pagar um salário muito alto para o jogador nem firmar um compromisso muito longo, uma vez que pode ficar "preso" por contrato ao jogador que se revele fraco, ou que tenha problemas de relacionamento, por exemplo (casos muitos identificados com essas situações são os de Lulinha, no Corinthians, e Fábio Costa, no Santos - a despeito da minha opinião pessoal sobre os dois, ok?).
Por outro lado, o clube não vai poder pagar tão pouco assim ou firmar um contrato muito curto, porque se aquele jogador "explode", vai ser muito barato para outro clube aparecer por ali e levar o jogador embora - pagando a multa contratual (que será baixa) ou esperando o final do contrato (que será rápido).
Pensando pelo lado do jogador agora.
O jogador de 18 anos recém chegado ao Santos, em princípio, não vai querer ganhar pouco (óbvio) nem ter um contrato curto. Salário alto é muito bom, e contrato longo dá uma segurança a mais para a vida financeira do jogador (imagina se ele destrói o joelho e o contrato dele é de 6 meses? Vai ser difícil arranjar outro clube que o contrate).
Por outro lado, o jogador sabe que se tiver um salário muito alto e um contrato muito longo, será bem difícil conseguir um clube novo que o contrate caso ele queira sair do Santos no meio da vigência contratual - a multa contratual seria muito alta.
A menos que esse cara fosse o Neymar.
Vamos ver o caso dele um pouco mais de perto. E vamos imaginar o Neymar (seus agentes, na verdade) sentado numa mesa de negociação.
Neymar é um jogador especial. Rende muito dentro de campo, atrai muitos patrocinadores, e é esperança do país para a Copa do Mundo.
Isso significa que sempre (ou por um booom tempo) haverá forte demanda pelo "produto" Neymar.
Basicamente, ele tem muita força na mesa de negociação.
Se o Santos oferecer um salário baixo para ele ele vai embora. Tem quem queira.
Se o Santos oferecer um contrato curto, e ele quiser um longo, ele vai embora. Tem quem queira.
Se o Santos oferecer um contrato longo, e ele quiser um curto, ele vai embora. Tem quem queira.
Viram a dificuldade para o Santos?
Não é difícil imaginar, portanto, como foi custoso para o Santos manter o craque por aqui.
Agora, com o contrato se aproximando do fim, chovem críticas. Dizem que deveriam ter prorrogado o contrato antes, ou que não deveriam ter pago tanto, etc, etc.
Mas a maioria dos críticos deixa de perceber algumas coisas. O lado forte da negociação, diferentemente da maior parte das negociações envolvendo jogadores de futebol, era Neymar. E, principalmente, não percebem que uma grande parte do que o Santos deixar de receber nessa negociação ao final do contrato será percebida justamente durante a vigência do contrato (com patrocínios, exposição da marca, etc).
Vejo muitas críticas. Pouca observação ao caso específico.
Abraços
Lucio na reserva
Fala pessoal,
Voltando brevemente à ativa.
A imprensa de hoje já está anunciando Lucio no banco contra o Corinthians.
Impressionante como parecem criar drama com tudo.
Será que simplesmente não é uma forma de "aquecer" o time para o próximo jogo da Libertadores, que não contará com a presenção do zagueirão?
Pode ser. Pode não ser.
Mas o que impressiona é a constante escolha da imprensa pela versão que rende mais fofocas.
Abraços!
Voltando brevemente à ativa.
A imprensa de hoje já está anunciando Lucio no banco contra o Corinthians.
Impressionante como parecem criar drama com tudo.
Será que simplesmente não é uma forma de "aquecer" o time para o próximo jogo da Libertadores, que não contará com a presenção do zagueirão?
Pode ser. Pode não ser.
Mas o que impressiona é a constante escolha da imprensa pela versão que rende mais fofocas.
Abraços!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Neymar e as firulas
Fala pessoal,
Mais uma vez as firulas e dribles do Neymar em campo viram notícia.
Minha opinião não muda: o cara tem todo o direito de fazer o que quiser com a bola rolando (seja drible ou firula), da mesma maneira que o jogador adversário tem o direito de fazer a falta que entender por bem.
Parece contraditório, certo? Eu me explico!
O drible E a firula são recursos totalmente legítimos e permitidos pela regra. Eu entendo que o cara tem todo o direito de brincar com a bola, seja com objetividade ou não (aqui acho que me diferencio de comentaristas em geral, que falam em "falta de respeito").
Todo mundo sempre diz que o objetivo do drible tem que ser o gol, ou seja, se o cara dribla "pra trás", é possível dizer que ele está desrespeitando. Acho que o entendimento tem que ser outro. O drible, para mim, tem que ser visto tanto como uma maneira de buscar o gol como de provocar legitimamente o adversário. Se o cara perder a cabeça e agredir o driblador, ótimo para o driblador!
Aí está outra diferença do meu pensamento.
O Globo Esporte, por exemplo, defendeu o fair play do adversário que não fez a falta em Neymar. Ok. Mas se ele fizesse, não acho que teriamos que condená-lo, afinal, falta por falta, o cara está utilizando um recurso também permitido pela regra: FAZER FALTA. O problema, na minha opinião, seria o juiz não marcar a falta, ou dar um eventual cartão, nos casos mais fortes.
O problema é que a visão que sempre temos sobre lances "firuleiros" é viciada.
Sempre que o driblador começa a driblar, o marcador perde a cabeça porque acha que vai ficar desmoralizado se não fizer algo contra o desrespeito contra sua pessoa. E sempre que o driblador sofre a falta faz um teatro e dá entrevistas falando sobre a falta de esportividade do outro.
Que tal seria se o driblador driblasse, o marcador fizesse a falta, os dois levantassem e saissem jogando normalmente??
Acho que ainda falarei mais sobre isso!
Abraços
Mais uma vez as firulas e dribles do Neymar em campo viram notícia.
Minha opinião não muda: o cara tem todo o direito de fazer o que quiser com a bola rolando (seja drible ou firula), da mesma maneira que o jogador adversário tem o direito de fazer a falta que entender por bem.
Parece contraditório, certo? Eu me explico!
O drible E a firula são recursos totalmente legítimos e permitidos pela regra. Eu entendo que o cara tem todo o direito de brincar com a bola, seja com objetividade ou não (aqui acho que me diferencio de comentaristas em geral, que falam em "falta de respeito").
Todo mundo sempre diz que o objetivo do drible tem que ser o gol, ou seja, se o cara dribla "pra trás", é possível dizer que ele está desrespeitando. Acho que o entendimento tem que ser outro. O drible, para mim, tem que ser visto tanto como uma maneira de buscar o gol como de provocar legitimamente o adversário. Se o cara perder a cabeça e agredir o driblador, ótimo para o driblador!
Aí está outra diferença do meu pensamento.
O Globo Esporte, por exemplo, defendeu o fair play do adversário que não fez a falta em Neymar. Ok. Mas se ele fizesse, não acho que teriamos que condená-lo, afinal, falta por falta, o cara está utilizando um recurso também permitido pela regra: FAZER FALTA. O problema, na minha opinião, seria o juiz não marcar a falta, ou dar um eventual cartão, nos casos mais fortes.
O problema é que a visão que sempre temos sobre lances "firuleiros" é viciada.
Sempre que o driblador começa a driblar, o marcador perde a cabeça porque acha que vai ficar desmoralizado se não fizer algo contra o desrespeito contra sua pessoa. E sempre que o driblador sofre a falta faz um teatro e dá entrevistas falando sobre a falta de esportividade do outro.
Que tal seria se o driblador driblasse, o marcador fizesse a falta, os dois levantassem e saissem jogando normalmente??
Acho que ainda falarei mais sobre isso!
Abraços
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O impacto de Federer e Nadal no Brasil
Fala pessoal,
A notícia mais bacana do tênis nesta semana, além do título do Bruno Soares, foi a vinda do Rafal Nadal ao Brasil.
A informação foi recebida com bastante alarde pela imprensa (não era para menos), mas o que me chamou um pouco a atenção foi as opiniões sobre o impacto que esta visita pode ter no esporte nacional.
Discordando da maioria dos ótimos especialistas que li (ex: Paulo Cleto: http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2013/01/16/paralelos/#comments ; Fabricio Gallas: http://blogs.lancenet.com.br/tenis/2013/01/15/nadal-no-brasil-muito-bom-mas-em-quais-condicoes-ele-vem/), acho que as visitas de Federer e Nadal por aqui não trazem muitos benefícios.
Como amante do tênis eu acho fenomenal a oportunidade de ver os caras de perto. Mas o efeito que isso traz para o esporte em si, eu já não sei...
Discordo dos mestres por alguns motivos.
Primeiro, acho que Federer/Nadal no Brasil são aproveitados apenas por uma casta elitizada, em função, principalmente, dos preços dos ingressos. Isso significa que os eventos são pra poucos, que tem grana pra pagar o ingresso - isso não é uma crítica a quem tem grana, ou à organização do evento, porque eu acho que eles tem que fazer o que dá dinheiro mesmo, afinal são empresários; eu estou discordando do impacto do evento pro esporte!
Segundo, acho que só prestará atenção ao evento que JÁ gosta de tênis, infelizmente. Acho que, em razão da maneira como o evento é anunciado e promovido, poucos "não interessados" vão aproveitar, ou seja, o público alvo não aumenta em nada - são os mesmos amantes, porém ao invés de verem Rogerinho e Bellucci jogar, verão Nadal. Mais uma vez, não é crítica ao evento!
Como um argumento à minha opinião, basta lembrar de quantos eventos um tenista número 1 jogou no país, e que efeito isto deve no esporte? Nenhum. Estou falando de Guga. Sim, ele disputou torneios no Ibirapuera, no Harmonia, na Costa do Sauípe e em Floripa, só pra exemplificar.
Em minha opinião, eventos com grandes tenistas servem a propósitos imediatos. A empresa promotora ganha dinheiro, a imprensa ganha matéria, e os JÁ fãs ganham autógrafos. Mas, passando isto, o que sobra?
Não acredito que isto aumente o interesse pelo esporte no Brasil, pois, como já disse, quem olha pra esse evento é quem já faz parte da base de interessados.
Não acredito que o evento crie uma atmosfera de competitividade boa, digo, um ambiente sadio para os atletas locais se motivarem, pois, como todos sabem, essa é uma iniciativa pontual (no ano que vem Federer não volta pra outro Tour, muito menos Nadal, que escolheu São Paulo pela chance de jogar um pouco mais em sua recuperação, e não arriscar torneios difíceis logo de cara).
Falei.
Abraços!
A notícia mais bacana do tênis nesta semana, além do título do Bruno Soares, foi a vinda do Rafal Nadal ao Brasil.
A informação foi recebida com bastante alarde pela imprensa (não era para menos), mas o que me chamou um pouco a atenção foi as opiniões sobre o impacto que esta visita pode ter no esporte nacional.
Discordando da maioria dos ótimos especialistas que li (ex: Paulo Cleto: http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2013/01/16/paralelos/#comments ; Fabricio Gallas: http://blogs.lancenet.com.br/tenis/2013/01/15/nadal-no-brasil-muito-bom-mas-em-quais-condicoes-ele-vem/), acho que as visitas de Federer e Nadal por aqui não trazem muitos benefícios.
Como amante do tênis eu acho fenomenal a oportunidade de ver os caras de perto. Mas o efeito que isso traz para o esporte em si, eu já não sei...
Discordo dos mestres por alguns motivos.
Primeiro, acho que Federer/Nadal no Brasil são aproveitados apenas por uma casta elitizada, em função, principalmente, dos preços dos ingressos. Isso significa que os eventos são pra poucos, que tem grana pra pagar o ingresso - isso não é uma crítica a quem tem grana, ou à organização do evento, porque eu acho que eles tem que fazer o que dá dinheiro mesmo, afinal são empresários; eu estou discordando do impacto do evento pro esporte!
Segundo, acho que só prestará atenção ao evento que JÁ gosta de tênis, infelizmente. Acho que, em razão da maneira como o evento é anunciado e promovido, poucos "não interessados" vão aproveitar, ou seja, o público alvo não aumenta em nada - são os mesmos amantes, porém ao invés de verem Rogerinho e Bellucci jogar, verão Nadal. Mais uma vez, não é crítica ao evento!
Como um argumento à minha opinião, basta lembrar de quantos eventos um tenista número 1 jogou no país, e que efeito isto deve no esporte? Nenhum. Estou falando de Guga. Sim, ele disputou torneios no Ibirapuera, no Harmonia, na Costa do Sauípe e em Floripa, só pra exemplificar.
Em minha opinião, eventos com grandes tenistas servem a propósitos imediatos. A empresa promotora ganha dinheiro, a imprensa ganha matéria, e os JÁ fãs ganham autógrafos. Mas, passando isto, o que sobra?
Não acredito que isto aumente o interesse pelo esporte no Brasil, pois, como já disse, quem olha pra esse evento é quem já faz parte da base de interessados.
Não acredito que o evento crie uma atmosfera de competitividade boa, digo, um ambiente sadio para os atletas locais se motivarem, pois, como todos sabem, essa é uma iniciativa pontual (no ano que vem Federer não volta pra outro Tour, muito menos Nadal, que escolheu São Paulo pela chance de jogar um pouco mais em sua recuperação, e não arriscar torneios difíceis logo de cara).
Falei.
Abraços!
Jornalismo esportivo
Fala pessoal,
Tudo certo?
Já falamos muito por aqui a respeito do marketing esportivo, e, na maioria das vezes, com um olhar bem crítico. Ultimamente me deu vontade de fazer o mesmo com o jornalismo no esporte.
Bom, sem maiores demoras, passemos ao assunto.
A crítica principal aqui é para a maneira como é feita a divulgação de esportes e atletas no Brasil.
Um livro muito interessante que tenho lido, à respeito da criação e cultivo de marcas (ou "branding", pra quem preferir), explora o caso da ESPN norte-americana, e como este veículo de comunicação se tornou uma máquina de criar fãs, ídolos, entretenimento, notícia, e, claro, dinheiro.
É bem interessante a maneira como a ESPN trata seu produto e veicula sua imagem, afinal, a publicidade do canal é feita não por meio de anúncios, mas pelo próprio conteúdo de seus canais (televisão, revista, site, etc).
Comparando o caso da ESPN americana com a brasileira, acho que é possível perceber um pouco mais fácil o que falta na nossa mídia jornalística e, consequentemente, na publicidade esportiva.
Por lá, desde o começo, valorizou-se muito a produção de um conteúdo que destacasse os méritos da conquista individual esportiva. Veja, aproveitando-se da valorização capitalista da meritocracia, e da idolatria da imagem do "self made man", a ESPN transportou para o mundo dos esportes o paradigma do homem vencedor.
Assim, ganhou espaço na mídia aquele atleta que conseguiu personalizar o sonho do homem comum americano, qual seja, o homem que incorpora o valor do trabalho duro e dedicado, e que busca se superar a cada dia em seu ambiente de trabalho. Esse era o sonho da população, e esse foi o atleta que a ESPN buscou divulgar.
Por aqui, infelizmente, não se vê uma simbiose entre o conteúdo da programação e os desejos e valores buscados pelo espectador esportivo. Por aqui, o que vemos, infelizmente, são matérias geralmente "pasteurizadas" sobre futebol e grandes eventos de outras modalidades.
Como grande consumidor da ESPN e de todo material esportivo que há, acho que posso dizer tranquilamente que queríamos mais. Queriamos a exploração do perfil detalhado de cada atleta, conhecer sua história, suas motivações, suas pequenas vitórias no cotidiano, sua vida fora do campo, etc.
Infelizmente, nem a ESPN nem os "players" do mercado esportivo se abrem ao escrutínio.
Nenhuma atleta quer abrir sua intimidade. Nenhum empresário quer mostrar seu trabalho. Ninguém quer mudar a forma de fazer jornalismo.
Motivos para esta inércia são inúmeros.
Os atletas não tem interesse nenhum em abrir o jogo, para que possamos conhecê-los. Isto implicaria mostrar seu cotidiano de baladas, vida desregrada fora dos gramados (no caso do futebol), vida de luxo (o que não é pecado, na minha opinião, afinal o atleta que venceu merece a recompensa). Fora isso, abrir-se seria um risco, pois aquele atleta pouco preparado e pouco instruido talvez mostrasse pouca ou nenhuma conexão com o público, por falta de carisma, falta de história, ou falta de eloquência.
Os empresários (aqui incluídos clubes, marcas esportivas e agentes) não querem mudar pois do jeito que está se ganha um bom dinheiro, então por que arriscar? Por que mudar?
Os jornalistas não mudam também por comodismo. A audiência se encontra distribuída de forma cômoda à maioria dos veículos e dinossauros que vemos por aí. Os formatos dos programas não comportam grandes mudanças, pois poucos se adaptariam a isso, seja por incompetência, seja por falta de vontade - e além disso, o medo de mudar e perder audiência é certo, como já falou Tiago Leifert nesta palestra: http://www.youtube.com/watch?v=_sNEn_Fjwc0 )
Quem perde com isso são todos os envolvidos.
É só ver a magnitude que é dada ao esporte no mercado americano, por exemplo. Todos os dias temos jogos, emoção, histórias. É isso que deixa inquieto o fã, que cria memórias inesquecíveis, que gera interesse perene, e, enfim, que gera receita.
O maior argumento da mesmice é o de que o Brasil é o país de um único esporte, o futebol, e que a produção de um conteúdo diferente (sobre basquete, handebol, etc, não daria audiência ou receita).
Bom, isso é uma defesa para a restrição do conteúdo, não do formato, pra começar. Mesmo falando apenas sobre futebol, poderíamos ter programas melhores e diferentes, como o documentário que a própria ESPN fez sobre o futebol de areia.
Não obstante, acho que existe sim espaço para outros esportes, sem que se perdesse audiência ou interesse dos fãs de futebol. Acredito que uma boa história será sempre uma boa história. Ou por acaso algum amante de futebol não se interessou pela frustração do Diego Hipólito nas Olímpiadas ou a consagração do Arthur Zanetti? Ou pela eleição da Alessandra como a melhor jogadora de Hand do mundo? Ou pela peregrinação do Pedro Zerbini, entrevistado por aqui, pra tentar chegar nas cabeças do tênis?
O problema é que ninguém dá atenção para os esportes "menores", então fica muito difícil descobrir essas pequenas grandes histórias fora da época de Olímpiadas, por exemplo. No caso americano, qualquer eventozinho esportivo tem uma câmera, há interesse. Assim, sempre aparece uma imagem de um garoto de 15 anos fazendo uma cesta de 3 pontos a 1 segundo do final da partida, ou um garoto de little league fazendo 3 home runs numa partida.
Como mudar?
Ainda não sei, mas quando descobrir eu aviso.
Abraços
Tudo certo?
Já falamos muito por aqui a respeito do marketing esportivo, e, na maioria das vezes, com um olhar bem crítico. Ultimamente me deu vontade de fazer o mesmo com o jornalismo no esporte.
Bom, sem maiores demoras, passemos ao assunto.
A crítica principal aqui é para a maneira como é feita a divulgação de esportes e atletas no Brasil.
Um livro muito interessante que tenho lido, à respeito da criação e cultivo de marcas (ou "branding", pra quem preferir), explora o caso da ESPN norte-americana, e como este veículo de comunicação se tornou uma máquina de criar fãs, ídolos, entretenimento, notícia, e, claro, dinheiro.
É bem interessante a maneira como a ESPN trata seu produto e veicula sua imagem, afinal, a publicidade do canal é feita não por meio de anúncios, mas pelo próprio conteúdo de seus canais (televisão, revista, site, etc).
Comparando o caso da ESPN americana com a brasileira, acho que é possível perceber um pouco mais fácil o que falta na nossa mídia jornalística e, consequentemente, na publicidade esportiva.
Por lá, desde o começo, valorizou-se muito a produção de um conteúdo que destacasse os méritos da conquista individual esportiva. Veja, aproveitando-se da valorização capitalista da meritocracia, e da idolatria da imagem do "self made man", a ESPN transportou para o mundo dos esportes o paradigma do homem vencedor.
Assim, ganhou espaço na mídia aquele atleta que conseguiu personalizar o sonho do homem comum americano, qual seja, o homem que incorpora o valor do trabalho duro e dedicado, e que busca se superar a cada dia em seu ambiente de trabalho. Esse era o sonho da população, e esse foi o atleta que a ESPN buscou divulgar.
Por aqui, infelizmente, não se vê uma simbiose entre o conteúdo da programação e os desejos e valores buscados pelo espectador esportivo. Por aqui, o que vemos, infelizmente, são matérias geralmente "pasteurizadas" sobre futebol e grandes eventos de outras modalidades.
Como grande consumidor da ESPN e de todo material esportivo que há, acho que posso dizer tranquilamente que queríamos mais. Queriamos a exploração do perfil detalhado de cada atleta, conhecer sua história, suas motivações, suas pequenas vitórias no cotidiano, sua vida fora do campo, etc.
Infelizmente, nem a ESPN nem os "players" do mercado esportivo se abrem ao escrutínio.
Nenhuma atleta quer abrir sua intimidade. Nenhum empresário quer mostrar seu trabalho. Ninguém quer mudar a forma de fazer jornalismo.
Motivos para esta inércia são inúmeros.
Os atletas não tem interesse nenhum em abrir o jogo, para que possamos conhecê-los. Isto implicaria mostrar seu cotidiano de baladas, vida desregrada fora dos gramados (no caso do futebol), vida de luxo (o que não é pecado, na minha opinião, afinal o atleta que venceu merece a recompensa). Fora isso, abrir-se seria um risco, pois aquele atleta pouco preparado e pouco instruido talvez mostrasse pouca ou nenhuma conexão com o público, por falta de carisma, falta de história, ou falta de eloquência.
Os empresários (aqui incluídos clubes, marcas esportivas e agentes) não querem mudar pois do jeito que está se ganha um bom dinheiro, então por que arriscar? Por que mudar?
Os jornalistas não mudam também por comodismo. A audiência se encontra distribuída de forma cômoda à maioria dos veículos e dinossauros que vemos por aí. Os formatos dos programas não comportam grandes mudanças, pois poucos se adaptariam a isso, seja por incompetência, seja por falta de vontade - e além disso, o medo de mudar e perder audiência é certo, como já falou Tiago Leifert nesta palestra: http://www.youtube.com/watch?v=_sNEn_Fjwc0 )
Quem perde com isso são todos os envolvidos.
É só ver a magnitude que é dada ao esporte no mercado americano, por exemplo. Todos os dias temos jogos, emoção, histórias. É isso que deixa inquieto o fã, que cria memórias inesquecíveis, que gera interesse perene, e, enfim, que gera receita.
O maior argumento da mesmice é o de que o Brasil é o país de um único esporte, o futebol, e que a produção de um conteúdo diferente (sobre basquete, handebol, etc, não daria audiência ou receita).
Bom, isso é uma defesa para a restrição do conteúdo, não do formato, pra começar. Mesmo falando apenas sobre futebol, poderíamos ter programas melhores e diferentes, como o documentário que a própria ESPN fez sobre o futebol de areia.
Não obstante, acho que existe sim espaço para outros esportes, sem que se perdesse audiência ou interesse dos fãs de futebol. Acredito que uma boa história será sempre uma boa história. Ou por acaso algum amante de futebol não se interessou pela frustração do Diego Hipólito nas Olímpiadas ou a consagração do Arthur Zanetti? Ou pela eleição da Alessandra como a melhor jogadora de Hand do mundo? Ou pela peregrinação do Pedro Zerbini, entrevistado por aqui, pra tentar chegar nas cabeças do tênis?
O problema é que ninguém dá atenção para os esportes "menores", então fica muito difícil descobrir essas pequenas grandes histórias fora da época de Olímpiadas, por exemplo. No caso americano, qualquer eventozinho esportivo tem uma câmera, há interesse. Assim, sempre aparece uma imagem de um garoto de 15 anos fazendo uma cesta de 3 pontos a 1 segundo do final da partida, ou um garoto de little league fazendo 3 home runs numa partida.
Como mudar?
Ainda não sei, mas quando descobrir eu aviso.
Abraços
Lance Armstrong, o trapaceiro
Fala pessoal,
Ontem foi sepultado de vez o mito Lance Armstrong.
O símbolo do ciclismo assumiu toda a responsabilidade pelos anos que competiu dopado, enganando todos os fãs que acreditavam na sua história de superação.
O Juca Kfouri publicou um post curto sobre o caso, e o que me espantou foram algumas respostas que recebeu. Quem quiser, vai lá e dá uma olhada: http://blogdojuca.uol.com.br/2013/01/armstrongs/
Eu concordo plenamente com ele. O cara é o símbolo de tudo o que o esporte não é, e de tudo o que o esporte não deve ser. Não se pode justificar o doping com a "vontade de vencer a todo custo". Peraí, voltemos ao significado do que é o esporte, e do que é um esportista.
Acho incrível que algumas pessoas se manifestem dizendo "poxa, mas a culpa não é dele, todo mundo se dopava, não foi ele que inventou o doping, a culpa foi das entidades de fiscalização que não pegaram ele, etc...". Na boa, o cara que trapaceia não tem desculpas. Eu amo e assisto todo tipo de esporte porque quero ver o que um ser humano nascido na mesma espécie de todos os reles mortais consegue fazer com dedicação, treino e força de vontade.
Admiramos atletas porque eles conseguem ser superiores em sua capacidade física, técnica e mental. A partir do momento em que a capacidade física do cara é resultado não de sua dedicação (ou dádiva divina, que seja) mas de um mecanismo trapaceiro e mentiroso, ele está rindo da minha cara e pervertendo tudo o que o esporte simboliza, que é a vitória do melhor.
Se todos faziam, TODOS estavam errados, são uns trapaceiros, não esportistas. Ah, e usar o doping em treino ou competição dá na mesma hem, porque a vitória é construída justamente no treino, especialmente no ciclicsmo, que é esporte de resistência!
Culpar as agências anti-doping também é piada. Quer dizer que se um bandido mata alguém e a polícia não o captura, a culpa do crime e do sofrimento da família é da polícia que não o flagrou?
O pior de tudo nessa história, para mim, é o tapa na cara que recebem os atletas de verdade, ou aqueles 5 que não competiam dopados, segundo Armstrong. Afinal, enquanto o mentiroso ganhava fortunas, fama e todo tipo de oportunidades, eles, os verdadeiros esportistas, ficavam nas sombras, ignorados pelo público e com todo seu verdadeiro esforço desprezado, para que o mundo inteiro ficasse de joelhos para um trapaceiro.
Ah, eu assisto ao ciclismo sim, viu, só pra deixar claro. Porque parece que se você não comenta sobre o ciclismo frequentemente, você não tem o direito de criticar um atleta desse esporte...
Abraços
Ontem foi sepultado de vez o mito Lance Armstrong.
O símbolo do ciclismo assumiu toda a responsabilidade pelos anos que competiu dopado, enganando todos os fãs que acreditavam na sua história de superação.
O Juca Kfouri publicou um post curto sobre o caso, e o que me espantou foram algumas respostas que recebeu. Quem quiser, vai lá e dá uma olhada: http://blogdojuca.uol.com.br/2013/01/armstrongs/
Eu concordo plenamente com ele. O cara é o símbolo de tudo o que o esporte não é, e de tudo o que o esporte não deve ser. Não se pode justificar o doping com a "vontade de vencer a todo custo". Peraí, voltemos ao significado do que é o esporte, e do que é um esportista.
Acho incrível que algumas pessoas se manifestem dizendo "poxa, mas a culpa não é dele, todo mundo se dopava, não foi ele que inventou o doping, a culpa foi das entidades de fiscalização que não pegaram ele, etc...". Na boa, o cara que trapaceia não tem desculpas. Eu amo e assisto todo tipo de esporte porque quero ver o que um ser humano nascido na mesma espécie de todos os reles mortais consegue fazer com dedicação, treino e força de vontade.
Admiramos atletas porque eles conseguem ser superiores em sua capacidade física, técnica e mental. A partir do momento em que a capacidade física do cara é resultado não de sua dedicação (ou dádiva divina, que seja) mas de um mecanismo trapaceiro e mentiroso, ele está rindo da minha cara e pervertendo tudo o que o esporte simboliza, que é a vitória do melhor.
Se todos faziam, TODOS estavam errados, são uns trapaceiros, não esportistas. Ah, e usar o doping em treino ou competição dá na mesma hem, porque a vitória é construída justamente no treino, especialmente no ciclicsmo, que é esporte de resistência!
Culpar as agências anti-doping também é piada. Quer dizer que se um bandido mata alguém e a polícia não o captura, a culpa do crime e do sofrimento da família é da polícia que não o flagrou?
O pior de tudo nessa história, para mim, é o tapa na cara que recebem os atletas de verdade, ou aqueles 5 que não competiam dopados, segundo Armstrong. Afinal, enquanto o mentiroso ganhava fortunas, fama e todo tipo de oportunidades, eles, os verdadeiros esportistas, ficavam nas sombras, ignorados pelo público e com todo seu verdadeiro esforço desprezado, para que o mundo inteiro ficasse de joelhos para um trapaceiro.
Ah, eu assisto ao ciclismo sim, viu, só pra deixar claro. Porque parece que se você não comenta sobre o ciclismo frequentemente, você não tem o direito de criticar um atleta desse esporte...
Abraços
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Role Tide War Eagle
Pessoal,
Mais um filme animal da coletânea "30 for 30" passou na ESPN ontem.
O nome: Role Tide War Eagle, sobre a rivalidade no futebol americano entre as Universidades da Alabama e Auburn.
Simplesmente sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=0ROiJGvKiP8
Abraços
Mais um filme animal da coletânea "30 for 30" passou na ESPN ontem.
O nome: Role Tide War Eagle, sobre a rivalidade no futebol americano entre as Universidades da Alabama e Auburn.
Simplesmente sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=0ROiJGvKiP8
Abraços
As grandes contratações do futebol
Fala pessoal,
Faz um tempo que não escrevo por aqui, então peço desculpas.
Seguinte, já podemos perceber que o Campeonato Brasileiro deste ano estará rechado de craques, apesar de algumas saídas de peso (Vagner Love, por exemplo).
O que eu fico pensando aqui é no real valor que as grandes contratações trazem aos clubes.
Eu acho que o maior ganho, na verdade, é uma expectativa apenas: o valor da venda futura (como é o caso do Ganso no São Paulo, na minha opinião).
Está generalizada a crença de que o "marketing" envolvido na contratação dos jogadores caros compensa. Não sei se é bem assim viu.
Temos o "case" do Ronaldo. Esse foi fenômeno, claro. Não tem discussão.
Porém acho que o retorno que ele trouxe em marketing está muito mais ligado a um aspecto que vai além das suas qualidades técnicas, que é o que realmente move o torcedor: a emoção envolvida no esporte.
Na minha opinião, não há muito valor de marketing em trazer nomes como Pato, Vargas ou Montillo. E explico.
Ronaldo, Robinho e Luis Fabianos, por exemplo, trazem ao torcedor algo que não é medido em gols, assistênciasou potencial dentro de campo. Eles estão diretamente conectados ao sentimento do torcedor, e sua relação com as sensações que o futebol já lhe proporcionou. Veja, Ronaldo foi o grande ídolo da seleção por mais de uma década. Robinho é o símbolo do ressurgimento do Santos e o seu futebol alegre. Luis Fabiano foi o jogador "top" numa época não muito vitoriosa do São Paulo.
Enxergo nesses jogadores um potencial bem grande para atrair torcedores, justamente porque "falam" ao torcedor de uma maneira única, praticamente inexplicável por argumentos matématicos (apesar de ser mensuráveis em termos mercadológicos).
Agora, pensando nos outros casos, como Pato, Vargas e Montillo, vejo um potencial muito maior dos caras pra trazer pontos, vitórias e títulos do que receitas de marketing. Não estou ignorando que títulos trazem mais visibilidade ao clube, mas acho que deu pra entender que o argumento "compensa no marketing" não seria aplicável, mas sim o argumento "compensa no campo, e quem sabe, com isso, compensará com a visibilidade".
Não?
Abraços!
Faz um tempo que não escrevo por aqui, então peço desculpas.
Seguinte, já podemos perceber que o Campeonato Brasileiro deste ano estará rechado de craques, apesar de algumas saídas de peso (Vagner Love, por exemplo).
O que eu fico pensando aqui é no real valor que as grandes contratações trazem aos clubes.
Eu acho que o maior ganho, na verdade, é uma expectativa apenas: o valor da venda futura (como é o caso do Ganso no São Paulo, na minha opinião).
Está generalizada a crença de que o "marketing" envolvido na contratação dos jogadores caros compensa. Não sei se é bem assim viu.
Temos o "case" do Ronaldo. Esse foi fenômeno, claro. Não tem discussão.
Porém acho que o retorno que ele trouxe em marketing está muito mais ligado a um aspecto que vai além das suas qualidades técnicas, que é o que realmente move o torcedor: a emoção envolvida no esporte.
Na minha opinião, não há muito valor de marketing em trazer nomes como Pato, Vargas ou Montillo. E explico.
Ronaldo, Robinho e Luis Fabianos, por exemplo, trazem ao torcedor algo que não é medido em gols, assistênciasou potencial dentro de campo. Eles estão diretamente conectados ao sentimento do torcedor, e sua relação com as sensações que o futebol já lhe proporcionou. Veja, Ronaldo foi o grande ídolo da seleção por mais de uma década. Robinho é o símbolo do ressurgimento do Santos e o seu futebol alegre. Luis Fabiano foi o jogador "top" numa época não muito vitoriosa do São Paulo.
Enxergo nesses jogadores um potencial bem grande para atrair torcedores, justamente porque "falam" ao torcedor de uma maneira única, praticamente inexplicável por argumentos matématicos (apesar de ser mensuráveis em termos mercadológicos).
Agora, pensando nos outros casos, como Pato, Vargas e Montillo, vejo um potencial muito maior dos caras pra trazer pontos, vitórias e títulos do que receitas de marketing. Não estou ignorando que títulos trazem mais visibilidade ao clube, mas acho que deu pra entender que o argumento "compensa no marketing" não seria aplicável, mas sim o argumento "compensa no campo, e quem sabe, com isso, compensará com a visibilidade".
Não?
Abraços!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Contratações do Palmeiras
Fala pessoal,
Com a queda do Palmeiras para a Série B muito vem se falando da montagem do time para o ano que vem.
A maioria das opiniões que eu tenho lido na mídia é a de que o Palmeiras tem que "tomar cuidado", pois tem que balancear o elenco com jogadores "para Libertadores" e "jogadores para a Série B".
Nunca entendi esse papo.
Os comentaristas sempre surgem com o argumento de que jogar Série B é diferente. E que jogar Libertadores é diferente também. E que jogar Campeonato Paulista é diferente também, e Copa do Brasil e Brasileirão...
Minha opinião não é essa. Um time de futebol precisa de jogador bom, ponto final. Não existe essa história de "jogador de Série B". Acho que se o cara é bom pra jogar Libertadores, obviamente ele vai ser bom pra jogar Série B... qual seria a lógica de dizer o contrário? É a mesma coisa que dizer: "olha, o cara é bom pra ser jogador da Seleção Brasileira, mas ele não pode ser titular do Ituano" (com todo respeito ao time de Itu).
Colocando um extremo, só pra exemplificar. Imagina que o Palmeiras tivesse muita grana. Aí resolvesse trazer Montillo, Fred, Dedé, Paulinho, etc. Vc iria dizer o quê? Que esses caras não servem pra jogar Série B?
Gostaria muito de entender a lógica, mas é bem difícil.
Pra não dizer impossível.
Abraços
Com a queda do Palmeiras para a Série B muito vem se falando da montagem do time para o ano que vem.
A maioria das opiniões que eu tenho lido na mídia é a de que o Palmeiras tem que "tomar cuidado", pois tem que balancear o elenco com jogadores "para Libertadores" e "jogadores para a Série B".
Nunca entendi esse papo.
Os comentaristas sempre surgem com o argumento de que jogar Série B é diferente. E que jogar Libertadores é diferente também. E que jogar Campeonato Paulista é diferente também, e Copa do Brasil e Brasileirão...
Minha opinião não é essa. Um time de futebol precisa de jogador bom, ponto final. Não existe essa história de "jogador de Série B". Acho que se o cara é bom pra jogar Libertadores, obviamente ele vai ser bom pra jogar Série B... qual seria a lógica de dizer o contrário? É a mesma coisa que dizer: "olha, o cara é bom pra ser jogador da Seleção Brasileira, mas ele não pode ser titular do Ituano" (com todo respeito ao time de Itu).
Colocando um extremo, só pra exemplificar. Imagina que o Palmeiras tivesse muita grana. Aí resolvesse trazer Montillo, Fred, Dedé, Paulinho, etc. Vc iria dizer o quê? Que esses caras não servem pra jogar Série B?
Gostaria muito de entender a lógica, mas é bem difícil.
Pra não dizer impossível.
Abraços
Quebrados
Fala pessoal,
Já falei um tempo atrás sobre o "verdadeiro salário dos jogadores de futebol".
Basicamente, tentei mostrar por meio de números como um jogador "top" ganha muito menos do que imaginamos quando dividimos seus salários por sua expectativa de vida - o cara ganha dinheiro dos 20 aos 35, mas vive até os 75...
Encontrei aqui um vídeo da série "30 for 30" feita pela ESPN Americana (da qual também já falamos) que fala sobre a mesma questão. Claro que o trabalho deles é muito mais minucioso, e conta com um elemento precioso: o depoimento dos próprios jogadores.
Entre outras questões associadas à falência financeira dos atletas, o filme aponta os gastos médicos "pós-carreira" e os gastos com divórcios e pensões alimentícias com que muitos atletas arcam.
Fica a dica de mais um filme sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=Vh79Cz6SNiM
Abraços
Já falei um tempo atrás sobre o "verdadeiro salário dos jogadores de futebol".
Basicamente, tentei mostrar por meio de números como um jogador "top" ganha muito menos do que imaginamos quando dividimos seus salários por sua expectativa de vida - o cara ganha dinheiro dos 20 aos 35, mas vive até os 75...
Encontrei aqui um vídeo da série "30 for 30" feita pela ESPN Americana (da qual também já falamos) que fala sobre a mesma questão. Claro que o trabalho deles é muito mais minucioso, e conta com um elemento precioso: o depoimento dos próprios jogadores.
Entre outras questões associadas à falência financeira dos atletas, o filme aponta os gastos médicos "pós-carreira" e os gastos com divórcios e pensões alimentícias com que muitos atletas arcam.
Fica a dica de mais um filme sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=Vh79Cz6SNiM
Abraços
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
A culpa da Diretoria na queda do Palmeiras
Fala pessoal,
A queda do Palmeiras está sendo creditada por muitos na conta da Diretoria do clube.
Eu tenho uma opinião um pouco diferente.
Todo mundo criticando o Presidente por ser omisso, por estar na praia no dia seguinte ao rebaixamento, etc.
Mas eu fico pensando aqui: afinal, qual é o papel dos diretores e de um presidente de clube de futebol, e quais as responsabilidades deles?
A principal responsabilidade dos cartolas, na minha opinião, é pagar os salários em dia para os jogadores e para a comissão técnica. E nisso, até onde sei, o Palmeiras não pecou.
Aí vem um pessoal dizendo que o presidente foi omisso, que faltou pulso firme. Ora, é curioso que esse mesmo pessoal critique quando o presidente escala o time, ou quando dá ordens ao treinador, como costuma acontecer no São Paulo com o Juvenal Juvência, por exemplo.
Uai, o presidente tem que interferir ou não?
A minha opinião é clara. O presidente não tem que interferir! Quem tem que mandar dentro de campo é quem o clube contratou pra mandar dentro de campo: o técnico e a comissão técnica. Se fosse o contrário, qual seria o papel do treinador e de seus auxiliares.
Acho que falta um "organograma" para os clubes de futebol. Isso evitaria atribuirem culpas a torto e a direito sob os interessor do emissor da mensagem. Com as funções bem definidas previamente, ninguém poderia falar "o presidente foi omisso" se o organograma dissesse que a ele não cabe dar ordens ao "intra campo".
O que eu acho que pode ser atribuído ao presidente são as más contratações e a falta de uma estratégia sólida de geração de receitas para o clube, pois isso sim está dentro de suas atribuições.
O resto, sinto muito, tenho muita dificuldade em atribuir à cartolagem.
Abraços!
A queda do Palmeiras está sendo creditada por muitos na conta da Diretoria do clube.
Eu tenho uma opinião um pouco diferente.
Todo mundo criticando o Presidente por ser omisso, por estar na praia no dia seguinte ao rebaixamento, etc.
Mas eu fico pensando aqui: afinal, qual é o papel dos diretores e de um presidente de clube de futebol, e quais as responsabilidades deles?
A principal responsabilidade dos cartolas, na minha opinião, é pagar os salários em dia para os jogadores e para a comissão técnica. E nisso, até onde sei, o Palmeiras não pecou.
Aí vem um pessoal dizendo que o presidente foi omisso, que faltou pulso firme. Ora, é curioso que esse mesmo pessoal critique quando o presidente escala o time, ou quando dá ordens ao treinador, como costuma acontecer no São Paulo com o Juvenal Juvência, por exemplo.
Uai, o presidente tem que interferir ou não?
A minha opinião é clara. O presidente não tem que interferir! Quem tem que mandar dentro de campo é quem o clube contratou pra mandar dentro de campo: o técnico e a comissão técnica. Se fosse o contrário, qual seria o papel do treinador e de seus auxiliares.
Acho que falta um "organograma" para os clubes de futebol. Isso evitaria atribuirem culpas a torto e a direito sob os interessor do emissor da mensagem. Com as funções bem definidas previamente, ninguém poderia falar "o presidente foi omisso" se o organograma dissesse que a ele não cabe dar ordens ao "intra campo".
O que eu acho que pode ser atribuído ao presidente são as más contratações e a falta de uma estratégia sólida de geração de receitas para o clube, pois isso sim está dentro de suas atribuições.
O resto, sinto muito, tenho muita dificuldade em atribuir à cartolagem.
Abraços!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O absurdo da ambulância
Fala pessoal,
Inacreditável o episódio da ambulância no jogo entre Santos e Atlético-MG de ontem.
Imaginem o que aconteceria se fosse o Neymar que precisasse de um atendimento e tivesse sequelas em razão da demora da ambulância pra entrar em campo?
Isso é mais um daqueles eventos que provam a tese que defendemos por aqui, de que quase tudo no esporte nacional é feito no improviso.
Como acreditar que existe um planejamento financeiro e esportivo a longo prazo se o clube não consegue cumprir uma norma de segurança extremamente básica? Cadê o "planejamento" nessas horas?
Os dirigentes não entendem que, neste mundo moderno, em que o futebol é um negócio de proporções gigantescas, toda forma de "contato" com a marca Santos mostra sua história e seus valores. Não precisa nem dizer o que um fiasco televisionado como esse diz da marca, né?
O estádio, a pista, o ginásio, enfim, o local de exposição do clube é uma das principais ferramentas de marketing e de renda para um clube. Hoje todo mundo fala em "arenas", pra simbolizar que o evento esportivo deve ser a ponta do iceberg no que diz respeito ao uso do espaço de um estádio... mas esse conceito parece não ter sido bem digerido pelas bandas de cá, não é verdade?
Infelizmente, o clube que tem um dos jogadores mais brilhantes que eu já vi jogar parece estar deixando a desejar. Eu digo "parece" porque é isso que transparece de fatos como o de ontem...
Abraços!
Inacreditável o episódio da ambulância no jogo entre Santos e Atlético-MG de ontem.
Imaginem o que aconteceria se fosse o Neymar que precisasse de um atendimento e tivesse sequelas em razão da demora da ambulância pra entrar em campo?
Isso é mais um daqueles eventos que provam a tese que defendemos por aqui, de que quase tudo no esporte nacional é feito no improviso.
Como acreditar que existe um planejamento financeiro e esportivo a longo prazo se o clube não consegue cumprir uma norma de segurança extremamente básica? Cadê o "planejamento" nessas horas?
Os dirigentes não entendem que, neste mundo moderno, em que o futebol é um negócio de proporções gigantescas, toda forma de "contato" com a marca Santos mostra sua história e seus valores. Não precisa nem dizer o que um fiasco televisionado como esse diz da marca, né?
O estádio, a pista, o ginásio, enfim, o local de exposição do clube é uma das principais ferramentas de marketing e de renda para um clube. Hoje todo mundo fala em "arenas", pra simbolizar que o evento esportivo deve ser a ponta do iceberg no que diz respeito ao uso do espaço de um estádio... mas esse conceito parece não ter sido bem digerido pelas bandas de cá, não é verdade?
Infelizmente, o clube que tem um dos jogadores mais brilhantes que eu já vi jogar parece estar deixando a desejar. Eu digo "parece" porque é isso que transparece de fatos como o de ontem...
Abraços!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
A apagão no Brasil x Argentina
Fala pessoal,
Todo mundo sabe qual foi o fiasco da noite de ontem.
Achei muito engraçado, no entanto, que várias vozes tenham se erguido contra a intromissão da política argentina no futebol em razão desse fato.
Claro, existem várias (várias mesmo) críticas a se fazer pelo aproveitamento político do futebol. Eu sou bem contra, pra deixar claro.
O problema é querer associar o apagão a isso.
Claro, é verdade que o jogo foi marcado num estádio sem a devida estrutura por causa dos interesses políticos nacionais daquele país, não discordo. A questão é que um apagão poderia ter ocorrido em qualquer estádio! Simplesmente porque não foi algo previsível. Se acontecesse o mesmo na Bombonera ou no Morumbi ninguém falaria nada...
Claro, essa é a minha posição diante dos fatos que conhecemos! Se amanhã surgir uma informação de que o estádio não recebia manutenção há anos, ou que compraram os geradores mais baratos para a realização do jogo naquela localidade, ok, darei o braço a torcer.
Mas o fato do apagão não justifica, por si só, as críticas que tem sido feitas, na minha opinião.
Abraços
Todo mundo sabe qual foi o fiasco da noite de ontem.
Achei muito engraçado, no entanto, que várias vozes tenham se erguido contra a intromissão da política argentina no futebol em razão desse fato.
Claro, existem várias (várias mesmo) críticas a se fazer pelo aproveitamento político do futebol. Eu sou bem contra, pra deixar claro.
O problema é querer associar o apagão a isso.
Claro, é verdade que o jogo foi marcado num estádio sem a devida estrutura por causa dos interesses políticos nacionais daquele país, não discordo. A questão é que um apagão poderia ter ocorrido em qualquer estádio! Simplesmente porque não foi algo previsível. Se acontecesse o mesmo na Bombonera ou no Morumbi ninguém falaria nada...
Claro, essa é a minha posição diante dos fatos que conhecemos! Se amanhã surgir uma informação de que o estádio não recebia manutenção há anos, ou que compraram os geradores mais baratos para a realização do jogo naquela localidade, ok, darei o braço a torcer.
Mas o fato do apagão não justifica, por si só, as críticas que tem sido feitas, na minha opinião.
Abraços
Assinar:
Postagens (Atom)