Fala pessoal,
A notícia mais bacana do tênis nesta semana, além do título do Bruno Soares, foi a vinda do Rafal Nadal ao Brasil.
A informação foi recebida com bastante alarde pela imprensa (não era para menos), mas o que me chamou um pouco a atenção foi as opiniões sobre o impacto que esta visita pode ter no esporte nacional.
Discordando da maioria dos ótimos especialistas que li (ex: Paulo Cleto: http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2013/01/16/paralelos/#comments ; Fabricio Gallas: http://blogs.lancenet.com.br/tenis/2013/01/15/nadal-no-brasil-muito-bom-mas-em-quais-condicoes-ele-vem/), acho que as visitas de Federer e Nadal por aqui não trazem muitos benefícios.
Como amante do tênis eu acho fenomenal a oportunidade de ver os caras de perto. Mas o efeito que isso traz para o esporte em si, eu já não sei...
Discordo dos mestres por alguns motivos.
Primeiro, acho que Federer/Nadal no Brasil são aproveitados apenas por uma casta elitizada, em função, principalmente, dos preços dos ingressos. Isso significa que os eventos são pra poucos, que tem grana pra pagar o ingresso - isso não é uma crítica a quem tem grana, ou à organização do evento, porque eu acho que eles tem que fazer o que dá dinheiro mesmo, afinal são empresários; eu estou discordando do impacto do evento pro esporte!
Segundo, acho que só prestará atenção ao evento que JÁ gosta de tênis, infelizmente. Acho que, em razão da maneira como o evento é anunciado e promovido, poucos "não interessados" vão aproveitar, ou seja, o público alvo não aumenta em nada - são os mesmos amantes, porém ao invés de verem Rogerinho e Bellucci jogar, verão Nadal. Mais uma vez, não é crítica ao evento!
Como um argumento à minha opinião, basta lembrar de quantos eventos um tenista número 1 jogou no país, e que efeito isto deve no esporte? Nenhum. Estou falando de Guga. Sim, ele disputou torneios no Ibirapuera, no Harmonia, na Costa do Sauípe e em Floripa, só pra exemplificar.
Em minha opinião, eventos com grandes tenistas servem a propósitos imediatos. A empresa promotora ganha dinheiro, a imprensa ganha matéria, e os JÁ fãs ganham autógrafos. Mas, passando isto, o que sobra?
Não acredito que isto aumente o interesse pelo esporte no Brasil, pois, como já disse, quem olha pra esse evento é quem já faz parte da base de interessados.
Não acredito que o evento crie uma atmosfera de competitividade boa, digo, um ambiente sadio para os atletas locais se motivarem, pois, como todos sabem, essa é uma iniciativa pontual (no ano que vem Federer não volta pra outro Tour, muito menos Nadal, que escolheu São Paulo pela chance de jogar um pouco mais em sua recuperação, e não arriscar torneios difíceis logo de cara).
Falei.
Abraços!
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Aposentadoria
Fala pessoal,
Aproveitando o gancho do ultimo post do Blog do Fininho (http://espn.estadao.com.br/post/285026_hoje-o-papo-e-sobre-aposentadoria-ate-quando-jogar), pensei em falar sobre aposentadoria dos atletas.
Quem já passou por aqui sabe que tenho um olhar bem pessoal sobre a vida de atletas no que diz respeito ao cuidado com as suas finanças pessoais.
E é aqui que já fixo um ponto diferente do que sempre leio por aí.
Estamos acostumados a ler que um atleta deve parar "por cima" ou "enquanto ainda está no auge". Eu pessoalmente, acho que esse conselho não tem nada a ver, na maioria dos casos, e me explico.
Na minha opinião, o que o atleta tem que levar em condideração na hora de parar é sua vida financeira pós-quadra/campo/pista.
Veja só.
Para o atleta que vive seu auge aos 30 e poucos anos, talvez realmente valha a pena parar enquanto está bem, mas por um motivo claro: a imagem de fixada no fim de carreira pode lhe render mais frutos do que a decisão de jogar 1 ou 2 anos a mais - ele pode ganhar uma boa grana em torneios nesses 2 anos, ou nem tanto, mas correr o risco de se aposentar sem uma imagem tão bacana; se decidir parar, no entanto, pode virar comentarista por 10 anos, ser contratado como garoto propaganda de alguma marca, virar técnico, etc.
Na maioria das vezes, no entanto, o conselho de "parar enquanto está bem" não valeria a pena, na minha opinião. Uso como exemplo o caso do tenista. Na minha opinião, o cara não podia parar justamente quando estava bem, porque sua vida financeira dependia daquela boa fase. Infelizmente, por motivos ainda não muito claros para mim, o cara não tinha uma grande repercussão de mídia, patrocinadores, etc.
Como você vai chegar num cara desse e falar: "olha, aposente-se agora que você está ganhando uma grana legal, para enquanto está por cima"??
São casos e casos. Para o Federer, por exemplo, não seria tão mau negócio parar agora. Mesmo inativo, o cara com certeza manteria uma porrada de patrocinadores, viajaria o mundo com tudo pago, receberia inúmeros convites para eventos, etc.
São casos e casos. O problema é que a grande mídia geralmente pega os caras absurdos (Ronaldo, Guga, etc) e fala generalizando "tem que parar quando está por cima".
O negócio não é bem assim...
Abraços!
Aproveitando o gancho do ultimo post do Blog do Fininho (http://espn.estadao.com.br/post/285026_hoje-o-papo-e-sobre-aposentadoria-ate-quando-jogar), pensei em falar sobre aposentadoria dos atletas.
Quem já passou por aqui sabe que tenho um olhar bem pessoal sobre a vida de atletas no que diz respeito ao cuidado com as suas finanças pessoais.
E é aqui que já fixo um ponto diferente do que sempre leio por aí.
Estamos acostumados a ler que um atleta deve parar "por cima" ou "enquanto ainda está no auge". Eu pessoalmente, acho que esse conselho não tem nada a ver, na maioria dos casos, e me explico.
Na minha opinião, o que o atleta tem que levar em condideração na hora de parar é sua vida financeira pós-quadra/campo/pista.
Veja só.
Para o atleta que vive seu auge aos 30 e poucos anos, talvez realmente valha a pena parar enquanto está bem, mas por um motivo claro: a imagem de fixada no fim de carreira pode lhe render mais frutos do que a decisão de jogar 1 ou 2 anos a mais - ele pode ganhar uma boa grana em torneios nesses 2 anos, ou nem tanto, mas correr o risco de se aposentar sem uma imagem tão bacana; se decidir parar, no entanto, pode virar comentarista por 10 anos, ser contratado como garoto propaganda de alguma marca, virar técnico, etc.
Na maioria das vezes, no entanto, o conselho de "parar enquanto está bem" não valeria a pena, na minha opinião. Uso como exemplo o caso do tenista. Na minha opinião, o cara não podia parar justamente quando estava bem, porque sua vida financeira dependia daquela boa fase. Infelizmente, por motivos ainda não muito claros para mim, o cara não tinha uma grande repercussão de mídia, patrocinadores, etc.
Como você vai chegar num cara desse e falar: "olha, aposente-se agora que você está ganhando uma grana legal, para enquanto está por cima"??
São casos e casos. Para o Federer, por exemplo, não seria tão mau negócio parar agora. Mesmo inativo, o cara com certeza manteria uma porrada de patrocinadores, viajaria o mundo com tudo pago, receberia inúmeros convites para eventos, etc.
São casos e casos. O problema é que a grande mídia geralmente pega os caras absurdos (Ronaldo, Guga, etc) e fala generalizando "tem que parar quando está por cima".
O negócio não é bem assim...
Abraços!
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
De volta, com Roddick
Fala pessoal,
Depois de um longo período longe do blog, estamos de volta.
Volto para falar de um dos assuntos mais comentados do dia: a aposentadoria do Andy Roddick.
O tenista anunciou no US Open sua despedida, em entrevista coletiva: http://www.youtube.com/watch?v=HWSIvhDDdYA .
Sem dúvida nenhuma, o tênis tem bastante a perder com o fim da carreira desse cara, que assombrou o esporte quando apareceu sacando a mais de 230 km/h. Lembro de uma entrevista dada pelo Guga na época em que os dois se enfrentavam, em que o brasileiro disse que o problema maior não era nem o primeiro serviço, já que muitos jogadores tinham canhões nos braços, mas o segundo serviço, visto que o saque do americano mantinha uma velocidade altíssima na segunda tentativa.
Roddick, como todos sabem, foi o último americano a liderar o ranking mundial,e pode-se dizer até que representou o início do fim da dinastia americana no esporte (que vinha de Sampras, Agassi, Courier, Chang, Martin, entre muitos outros).
Como bem disse o Alexandre Cossenza no seu blog, o cara pode não ser um mito do esporte, mas o que dizer de um jogador que terminou 9 temporadas consecutivas no Top 10?
Fora isso, impossível dizer que ele não trazia um brilho a mais no "extra" quadra. Basta ver as entrevistas dele. Eu gosto muito dos caras que fogem do padrão nas respostas, e o Roddick é um gênio nesse aspecto. Deem uma olhada aí:
http://www.youtube.com/watch?v=wF_C7x78o8U
Abraços!
Obs: na sua última coletiva o cara mandou umas pérolas do tipo "obrigado pela pergunta, eu não queria terminar sem respoder algo sobre a comparação direta com o Roger"
Depois de um longo período longe do blog, estamos de volta.
Volto para falar de um dos assuntos mais comentados do dia: a aposentadoria do Andy Roddick.
O tenista anunciou no US Open sua despedida, em entrevista coletiva: http://www.youtube.com/watch?v=HWSIvhDDdYA .
Sem dúvida nenhuma, o tênis tem bastante a perder com o fim da carreira desse cara, que assombrou o esporte quando apareceu sacando a mais de 230 km/h. Lembro de uma entrevista dada pelo Guga na época em que os dois se enfrentavam, em que o brasileiro disse que o problema maior não era nem o primeiro serviço, já que muitos jogadores tinham canhões nos braços, mas o segundo serviço, visto que o saque do americano mantinha uma velocidade altíssima na segunda tentativa.
Roddick, como todos sabem, foi o último americano a liderar o ranking mundial,e pode-se dizer até que representou o início do fim da dinastia americana no esporte (que vinha de Sampras, Agassi, Courier, Chang, Martin, entre muitos outros).
Como bem disse o Alexandre Cossenza no seu blog, o cara pode não ser um mito do esporte, mas o que dizer de um jogador que terminou 9 temporadas consecutivas no Top 10?
Fora isso, impossível dizer que ele não trazia um brilho a mais no "extra" quadra. Basta ver as entrevistas dele. Eu gosto muito dos caras que fogem do padrão nas respostas, e o Roddick é um gênio nesse aspecto. Deem uma olhada aí:
http://www.youtube.com/watch?v=wF_C7x78o8U
Abraços!
Obs: na sua última coletiva o cara mandou umas pérolas do tipo "obrigado pela pergunta, eu não queria terminar sem respoder algo sobre a comparação direta com o Roger"
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Tênis Olímpico
Fala pessoal,
O Brasil pegou um péssimo chaveamento no torneio olímpico de tênis.
Bellucci pega Tsonga, que tem um excelente retrospecto na grama. A dupla Bellucci/Sá pega os irmão Bryant, de quem não precisamos nem falar. E a dupla Melo/Soares tem o jogo mais "tranquilo" contra Roddick/Isner, dois caras com canhões nas mãos.
Ao invés de ficar falando meias verdades, vou dizer que acho que não passamos de nenhuma primeira rodada, infelizmente. Acho os brasileiros muito bons, apenas acho que os outros serão melhores.
Abraços!
O Brasil pegou um péssimo chaveamento no torneio olímpico de tênis.
Bellucci pega Tsonga, que tem um excelente retrospecto na grama. A dupla Bellucci/Sá pega os irmão Bryant, de quem não precisamos nem falar. E a dupla Melo/Soares tem o jogo mais "tranquilo" contra Roddick/Isner, dois caras com canhões nas mãos.
Ao invés de ficar falando meias verdades, vou dizer que acho que não passamos de nenhuma primeira rodada, infelizmente. Acho os brasileiros muito bons, apenas acho que os outros serão melhores.
Abraços!
terça-feira, 24 de julho de 2012
O óbvio jornalismo esportivo
Fala pessoal,
Tudo certo?
Como amante do esporte, esse é um tema sobre o qual sempre quis falar, porque me incomoda absurdo: a obviedade dos jornalistas esportivos, seja em alguma entrevista, algum comentário durante um transmissão ou um artigo em jornal.
Quantas mil vezes você (leitor, telespectador, etc) não ouviu a veeeelha pergunta "como é o sentimeno dessa vitória?".
Como diria o Neto, é brincadeira né?
Toda vez que um cara ganha um torneio, ou que um time é campeão, sempre vem aquele reporter fazer a pergunta do sentimento. Poxa, eu respondo por aqui pra que esses caras tem um "Copiar e colar": o sentimento é o melhor possível, foi muito duro, e isso é resultado de muito trabalho e dedicação.
Chega né! O cara tem dias e dias pra pensar numa pergunta bacana e manda um "qual é o sentimento?". Fala sério.
Nas transmissões de tênis também é muito clichê frases como "ah, ele tem que pegar a bola mais na frente do corpo", "não pode cometer erros bobos", "tem que por a bola na quadra", "tem que melhorar o aproveitamento de primeiro serviço", "não pode deixar o adversário crescer na partida", entre outros.
Aí eu te pergunto: alguém não sabe que não pode deixar o adversário crescer na partida? Alguém acha que o tenista não quer melhorar o aproveitamento de primeiro serviço?
Os jornalistas responsáveis por essas pérolas tem que saber que o que vai diferenciá-los é dizer COMO o cara poderia melhorar o aproveitamento de primeiro serviço (mudando a empunhadura, fazendo um toss mais alto, direcionando o corpo para determinada direção no movimento do saque, etc).
Eu fico triste porque sei que existem profissionais que saberiam muito bem falar sobre isso, e eles não estão na televisão, no jornal, ou nos grandes veículos de mídia.
Um deles é o Paulo Murilo, que tem um dos melhores blogs de basquete que eu já vi (antes que falem alguma coisa, eu nem conheço ele, só leio o blog). O cara, ao invés de usar os clichês, tipo "falta personalidade ao time", ensina o basquete: o armador tem que jogar perto do seu marcador para abrir espaços, etc.
Outro cara que entende muito de tênis mas que não tem muita fama é o Carlos Chabagoilty, um treinador que, de fato, faz milagres com os garotos que treina. Eu vi com meus próprios olhos ele olhar para um garoto em treinamento na quadra por 3 minutos e fazer o aproveitamento de saque dele melhorar com uma frase. Isso eu digo porque eu vi (e ouvi) ele reensinando o garoto, que era federado por um grande clube.
A diferença desses caras é não usar aqueles "lenga-lengas" que quaquer um que já levou o esporte mais a sério já ouviu na vida. Frases que todo treinador meia boca repete sem saber que o que falou não tem sentido prático nenhum.
Todo mundo sabe que você tem que jogar com "raça", "personalidade", "dedicação", "vontade", "sangue nos olhos", etc. O que poucos sabem (e esses são os bons) é como melhorar um atleta sem se basear nesses incentivos de lugar comum.
Da mesma forma que fazem os treinadores, fazem os jornalistas.
Esse post é um desabafo mesmo, porque essas frases prontas irritam mesmo!
Vamos a algumas delas?
"Você vem para ser titular ou para compor o elenco?"
"Você acha que tem espaço nesse elenco do XX?"
"Agora é a hora de não errar" (qual é a hora de errar, mesmo?)
"Qual time vocês preferem pegar na final?" (essa é a que dá nos nervos!! Alguma dúvida de que a resposta será sempre que o time que ser campeão não escolhe adversário?
"Qual a emoção de jogar essa final?"
"Vocês tem chance de ganhar o campeonato?" (queria ver um dia o Loco Abreu falando na lata um "não!")
"Não pode perder a concentração"
Quem lembrar de mais alguma pode mandar aí!
Abraços!
Tudo certo?
Como amante do esporte, esse é um tema sobre o qual sempre quis falar, porque me incomoda absurdo: a obviedade dos jornalistas esportivos, seja em alguma entrevista, algum comentário durante um transmissão ou um artigo em jornal.
Quantas mil vezes você (leitor, telespectador, etc) não ouviu a veeeelha pergunta "como é o sentimeno dessa vitória?".
Como diria o Neto, é brincadeira né?
Toda vez que um cara ganha um torneio, ou que um time é campeão, sempre vem aquele reporter fazer a pergunta do sentimento. Poxa, eu respondo por aqui pra que esses caras tem um "Copiar e colar": o sentimento é o melhor possível, foi muito duro, e isso é resultado de muito trabalho e dedicação.
Chega né! O cara tem dias e dias pra pensar numa pergunta bacana e manda um "qual é o sentimento?". Fala sério.
Nas transmissões de tênis também é muito clichê frases como "ah, ele tem que pegar a bola mais na frente do corpo", "não pode cometer erros bobos", "tem que por a bola na quadra", "tem que melhorar o aproveitamento de primeiro serviço", "não pode deixar o adversário crescer na partida", entre outros.
Aí eu te pergunto: alguém não sabe que não pode deixar o adversário crescer na partida? Alguém acha que o tenista não quer melhorar o aproveitamento de primeiro serviço?
Os jornalistas responsáveis por essas pérolas tem que saber que o que vai diferenciá-los é dizer COMO o cara poderia melhorar o aproveitamento de primeiro serviço (mudando a empunhadura, fazendo um toss mais alto, direcionando o corpo para determinada direção no movimento do saque, etc).
Eu fico triste porque sei que existem profissionais que saberiam muito bem falar sobre isso, e eles não estão na televisão, no jornal, ou nos grandes veículos de mídia.
Um deles é o Paulo Murilo, que tem um dos melhores blogs de basquete que eu já vi (antes que falem alguma coisa, eu nem conheço ele, só leio o blog). O cara, ao invés de usar os clichês, tipo "falta personalidade ao time", ensina o basquete: o armador tem que jogar perto do seu marcador para abrir espaços, etc.
Outro cara que entende muito de tênis mas que não tem muita fama é o Carlos Chabagoilty, um treinador que, de fato, faz milagres com os garotos que treina. Eu vi com meus próprios olhos ele olhar para um garoto em treinamento na quadra por 3 minutos e fazer o aproveitamento de saque dele melhorar com uma frase. Isso eu digo porque eu vi (e ouvi) ele reensinando o garoto, que era federado por um grande clube.
A diferença desses caras é não usar aqueles "lenga-lengas" que quaquer um que já levou o esporte mais a sério já ouviu na vida. Frases que todo treinador meia boca repete sem saber que o que falou não tem sentido prático nenhum.
Todo mundo sabe que você tem que jogar com "raça", "personalidade", "dedicação", "vontade", "sangue nos olhos", etc. O que poucos sabem (e esses são os bons) é como melhorar um atleta sem se basear nesses incentivos de lugar comum.
Da mesma forma que fazem os treinadores, fazem os jornalistas.
Esse post é um desabafo mesmo, porque essas frases prontas irritam mesmo!
Vamos a algumas delas?
"Você vem para ser titular ou para compor o elenco?"
"Você acha que tem espaço nesse elenco do XX?"
"Agora é a hora de não errar" (qual é a hora de errar, mesmo?)
"Qual time vocês preferem pegar na final?" (essa é a que dá nos nervos!! Alguma dúvida de que a resposta será sempre que o time que ser campeão não escolhe adversário?
"Qual a emoção de jogar essa final?"
"Vocês tem chance de ganhar o campeonato?" (queria ver um dia o Loco Abreu falando na lata um "não!")
"Não pode perder a concentração"
Quem lembrar de mais alguma pode mandar aí!
Abraços!
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Newport Casino
Fala pessoal,
Como os amantes do tênis bem sabem, Guga vai ser homenageado essa semana, entrando para o Hall da Fama do tênis.
Ao invés de ficar falando e falando por aqui, vou recomendar pra quem quiser o blog do Alexandre Cossenza, que é o melhor blog de tênis que eu conheço.
O cara começou muito bem as matérias feitas diretamente de lá, com uns detalhes incríveis do lugar.
Vale muito a pena visitar o blog, especialmente nessa semana.
http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio/
Abraços!
Como os amantes do tênis bem sabem, Guga vai ser homenageado essa semana, entrando para o Hall da Fama do tênis.
Ao invés de ficar falando e falando por aqui, vou recomendar pra quem quiser o blog do Alexandre Cossenza, que é o melhor blog de tênis que eu conheço.
O cara começou muito bem as matérias feitas diretamente de lá, com uns detalhes incríveis do lugar.
Vale muito a pena visitar o blog, especialmente nessa semana.
http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio/
Abraços!
domingo, 17 de junho de 2012
O piti do Nalbandian
Fala pessoal!
Pra quem não viu, o tenista argentino David Nalbandian foi desclassificado na final do torneio de Queen´s após dar uma bica numa placa que acertou a canela do juiz de linha, fazendo-o sangrar na hora.
Pois é, o cara perdeu a final por conta disso.
Na hora, a tocida parece que reprovou a desclassificação. Claro, eles queriam ver mais tênis.
Eu reprovo absurdamente esse tipo de comportamento por parte de qualquer atleta, porque pra mim essa é uma daquelas situações em que o cara colocou na cabeça dele que é "tudo bem" perder um ponto e dar um chute numa placa...
É meio que um comportamento de frustração que é tolerado durante anos, até chegar nesse ponto (como é quebrar uma raquete, isolar uma bolinha, etc).
Não é "tudo bem". É um comportamento a ser combatido, porque nada tem a ver com a prática esportiva.
Vejam, o problema é que desde os 12 anos, o garoto que joga torneios de federação, assistindo os mais velhos jogarem, começam a gritar em quadra, bater a raquete no chão, e coisas afins. E ninguém faz nada.
Claro, quando chega aos 30 anos, esse garoto, que pode ser um profissional, como o Nalbandian, vai achar que é normal esse comportamento que teve por muitos anos.
Bom, voltando ao caso do Nalbandian.
Depois de ter a certeza da justiça da desclassificação do argentino, fiquei tendo minhas dúvidas...
Será que ele deveria ter sido eliminado mesmo?
Fiquei um pouco com a pulga atrás da orelha pensando nos torcedores. Poxa, eles pagaram ingresso (provavelmente caro) e receberam um produto "pela metade".
Em nenhum momento eu acho que a punição deve ser esquecida, ou que o episódio passe em branco... mas será que não seria melhor algum outro tipo de sanção, a fim de não prejudicar o próprio espetáculo, o esporte e o futuro dos eventos esportivos?
Não sei, ACHO que talvez fosse melhor aplicar um gancho de alguns meses, uma multa pesada (tipo a perda de toda a premiação naquele torneio mais alguma coisa). Assim aqueles que foram assistir o jogo não se frustariam, e o argentino receberia uma lição, ao mesmo tempo.
Mas juro que não cheguei em uma conclusão pessoal ainda.
Abraços!
Pra quem não viu, o tenista argentino David Nalbandian foi desclassificado na final do torneio de Queen´s após dar uma bica numa placa que acertou a canela do juiz de linha, fazendo-o sangrar na hora.
Pois é, o cara perdeu a final por conta disso.
Na hora, a tocida parece que reprovou a desclassificação. Claro, eles queriam ver mais tênis.
Eu reprovo absurdamente esse tipo de comportamento por parte de qualquer atleta, porque pra mim essa é uma daquelas situações em que o cara colocou na cabeça dele que é "tudo bem" perder um ponto e dar um chute numa placa...
É meio que um comportamento de frustração que é tolerado durante anos, até chegar nesse ponto (como é quebrar uma raquete, isolar uma bolinha, etc).
Não é "tudo bem". É um comportamento a ser combatido, porque nada tem a ver com a prática esportiva.
Vejam, o problema é que desde os 12 anos, o garoto que joga torneios de federação, assistindo os mais velhos jogarem, começam a gritar em quadra, bater a raquete no chão, e coisas afins. E ninguém faz nada.
Claro, quando chega aos 30 anos, esse garoto, que pode ser um profissional, como o Nalbandian, vai achar que é normal esse comportamento que teve por muitos anos.
Bom, voltando ao caso do Nalbandian.
Depois de ter a certeza da justiça da desclassificação do argentino, fiquei tendo minhas dúvidas...
Será que ele deveria ter sido eliminado mesmo?
Fiquei um pouco com a pulga atrás da orelha pensando nos torcedores. Poxa, eles pagaram ingresso (provavelmente caro) e receberam um produto "pela metade".
Em nenhum momento eu acho que a punição deve ser esquecida, ou que o episódio passe em branco... mas será que não seria melhor algum outro tipo de sanção, a fim de não prejudicar o próprio espetáculo, o esporte e o futuro dos eventos esportivos?
Não sei, ACHO que talvez fosse melhor aplicar um gancho de alguns meses, uma multa pesada (tipo a perda de toda a premiação naquele torneio mais alguma coisa). Assim aqueles que foram assistir o jogo não se frustariam, e o argentino receberia uma lição, ao mesmo tempo.
Mas juro que não cheguei em uma conclusão pessoal ainda.
Abraços!
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Sharapova
Fala pessoal,
Como não escrevi nada sobre o final do torneio em Paris, faço um breve post sobre uma coisa que me deixou um pouco indignado.
Um dia após a vitória da Sharapova, vi alguns jornais falando que a russa, com a sua vitória, colocava seu nome na história do tênis, implicitamente deixando no ar que seu nome não estava na história antes de "fechar" o Grand Slam.
Li e reli algumas vezes um desses jornais, pra não ser injusto, mas posso garantir que era esse o espírito da reportagem.
Sério, quem acha que ela só entrou para a história com esse título tá viajando.
Eu não estou querendo dizer que ela é uma das maiores jogadoras da história, muito longe disso.
Mas pera lá! A mulher já tinha ganhado outroSSS torneios de Grand Slam!!
Na minha humilde opinião, qualquer tenista que ganha um "mísero" Grand Slam já fez história, ou não? Até parece que é fácil.
Vai você falar pra qualquer tenista por aí que é fácil, vai...
Abraço
Como não escrevi nada sobre o final do torneio em Paris, faço um breve post sobre uma coisa que me deixou um pouco indignado.
Um dia após a vitória da Sharapova, vi alguns jornais falando que a russa, com a sua vitória, colocava seu nome na história do tênis, implicitamente deixando no ar que seu nome não estava na história antes de "fechar" o Grand Slam.
Li e reli algumas vezes um desses jornais, pra não ser injusto, mas posso garantir que era esse o espírito da reportagem.
Sério, quem acha que ela só entrou para a história com esse título tá viajando.
Eu não estou querendo dizer que ela é uma das maiores jogadoras da história, muito longe disso.
Mas pera lá! A mulher já tinha ganhado outroSSS torneios de Grand Slam!!
Na minha humilde opinião, qualquer tenista que ganha um "mísero" Grand Slam já fez história, ou não? Até parece que é fácil.
Vai você falar pra qualquer tenista por aí que é fácil, vai...
Abraço
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Guga e Fininho da Davis
Olha a coincidência!
Ontem falei sobre os duelos históricos na Davis.
Hoje o Globo.com exibe um vídeo mostrando uma reportagem feita nas partidas entre Brasil e Espanha, em 1998.
Pelo Brasil jogaram os dois jogadores mais populares da história do país, Guga e Meligeni. Pela Espanha, dois caras feras, o Corretja e o Moyá, que chegou a ser número 1 do mundo.
Muito bom lembrar dessa época.
http://globoesporte.globo.com/bau-do-esporte/videos/v/bau/1861051
Abraço!
Ontem falei sobre os duelos históricos na Davis.
Hoje o Globo.com exibe um vídeo mostrando uma reportagem feita nas partidas entre Brasil e Espanha, em 1998.
Pelo Brasil jogaram os dois jogadores mais populares da história do país, Guga e Meligeni. Pela Espanha, dois caras feras, o Corretja e o Moyá, que chegou a ser número 1 do mundo.
Muito bom lembrar dessa época.
http://globoesporte.globo.com/bau-do-esporte/videos/v/bau/1861051
Abraço!
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