Fala pessoal,
A notícia mais bacana do tênis nesta semana, além do título do Bruno Soares, foi a vinda do Rafal Nadal ao Brasil.
A informação foi recebida com bastante alarde pela imprensa (não era para menos), mas o que me chamou um pouco a atenção foi as opiniões sobre o impacto que esta visita pode ter no esporte nacional.
Discordando da maioria dos ótimos especialistas que li (ex: Paulo Cleto: http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2013/01/16/paralelos/#comments ; Fabricio Gallas: http://blogs.lancenet.com.br/tenis/2013/01/15/nadal-no-brasil-muito-bom-mas-em-quais-condicoes-ele-vem/), acho que as visitas de Federer e Nadal por aqui não trazem muitos benefícios.
Como amante do tênis eu acho fenomenal a oportunidade de ver os caras de perto. Mas o efeito que isso traz para o esporte em si, eu já não sei...
Discordo dos mestres por alguns motivos.
Primeiro, acho que Federer/Nadal no Brasil são aproveitados apenas por uma casta elitizada, em função, principalmente, dos preços dos ingressos. Isso significa que os eventos são pra poucos, que tem grana pra pagar o ingresso - isso não é uma crítica a quem tem grana, ou à organização do evento, porque eu acho que eles tem que fazer o que dá dinheiro mesmo, afinal são empresários; eu estou discordando do impacto do evento pro esporte!
Segundo, acho que só prestará atenção ao evento que JÁ gosta de tênis, infelizmente. Acho que, em razão da maneira como o evento é anunciado e promovido, poucos "não interessados" vão aproveitar, ou seja, o público alvo não aumenta em nada - são os mesmos amantes, porém ao invés de verem Rogerinho e Bellucci jogar, verão Nadal. Mais uma vez, não é crítica ao evento!
Como um argumento à minha opinião, basta lembrar de quantos eventos um tenista número 1 jogou no país, e que efeito isto deve no esporte? Nenhum. Estou falando de Guga. Sim, ele disputou torneios no Ibirapuera, no Harmonia, na Costa do Sauípe e em Floripa, só pra exemplificar.
Em minha opinião, eventos com grandes tenistas servem a propósitos imediatos. A empresa promotora ganha dinheiro, a imprensa ganha matéria, e os JÁ fãs ganham autógrafos. Mas, passando isto, o que sobra?
Não acredito que isto aumente o interesse pelo esporte no Brasil, pois, como já disse, quem olha pra esse evento é quem já faz parte da base de interessados.
Não acredito que o evento crie uma atmosfera de competitividade boa, digo, um ambiente sadio para os atletas locais se motivarem, pois, como todos sabem, essa é uma iniciativa pontual (no ano que vem Federer não volta pra outro Tour, muito menos Nadal, que escolheu São Paulo pela chance de jogar um pouco mais em sua recuperação, e não arriscar torneios difíceis logo de cara).
Falei.
Abraços!
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Newport Casino
Fala pessoal,
Como os amantes do tênis bem sabem, Guga vai ser homenageado essa semana, entrando para o Hall da Fama do tênis.
Ao invés de ficar falando e falando por aqui, vou recomendar pra quem quiser o blog do Alexandre Cossenza, que é o melhor blog de tênis que eu conheço.
O cara começou muito bem as matérias feitas diretamente de lá, com uns detalhes incríveis do lugar.
Vale muito a pena visitar o blog, especialmente nessa semana.
http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio/
Abraços!
Como os amantes do tênis bem sabem, Guga vai ser homenageado essa semana, entrando para o Hall da Fama do tênis.
Ao invés de ficar falando e falando por aqui, vou recomendar pra quem quiser o blog do Alexandre Cossenza, que é o melhor blog de tênis que eu conheço.
O cara começou muito bem as matérias feitas diretamente de lá, com uns detalhes incríveis do lugar.
Vale muito a pena visitar o blog, especialmente nessa semana.
http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio/
Abraços!
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Guga e Fininho da Davis
Olha a coincidência!
Ontem falei sobre os duelos históricos na Davis.
Hoje o Globo.com exibe um vídeo mostrando uma reportagem feita nas partidas entre Brasil e Espanha, em 1998.
Pelo Brasil jogaram os dois jogadores mais populares da história do país, Guga e Meligeni. Pela Espanha, dois caras feras, o Corretja e o Moyá, que chegou a ser número 1 do mundo.
Muito bom lembrar dessa época.
http://globoesporte.globo.com/bau-do-esporte/videos/v/bau/1861051
Abraço!
Ontem falei sobre os duelos históricos na Davis.
Hoje o Globo.com exibe um vídeo mostrando uma reportagem feita nas partidas entre Brasil e Espanha, em 1998.
Pelo Brasil jogaram os dois jogadores mais populares da história do país, Guga e Meligeni. Pela Espanha, dois caras feras, o Corretja e o Moyá, que chegou a ser número 1 do mundo.
Muito bom lembrar dessa época.
http://globoesporte.globo.com/bau-do-esporte/videos/v/bau/1861051
Abraço!
terça-feira, 3 de abril de 2012
Brasil na Davis
Fala Pessoal,
O Brasil enfrenta a Colômbia neste final de semana pela Copa Davis.
Sobre o confronto, indico a vocês o melhor blog que conheço sobre tênis, o Saque e Voleio (http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio).
Acredito muito na vitória do Brasil, afinal, na minha visão tem tanto o melhor tenista entre os dois times (o que, em tese, garante 2 pontos), quanto a melhor dupla.
Claro que se existe um torneio de tênis em que uma zebra pode acontecer, esse torneio é a Davis. Nessa Copa do Mundo dos países o esporte se tranforma. Para quem já teve a oportunidade de ver uma partida in loco, não preciso nem explicar. Pra quem nunca viu, pode ter certeza que a coisa ali é brava.
Primeiro que a torcida se comporta de maneira totalmente diferente. São muito comuns os gritos em momentos "inadequados", e a comemoração é absurda a cada ponto em muitos casos. A emoção às vezes fica tão à flor da pele que episódios tristes podem acontecer, como esse aqui http://www.youtube.com/watch?v=rsoXrNyFArE .
Mas, para mim, o que fica muito diferente nas partidas de Copa Davis são os jogadores.
Imagina só você que já jogou alguma partida num torneio interclubes, o que deve ser representar o país no "campo" adversário, com alguns milhares gritando o tempo inteiro na sua orelha. Deve ser uma soma pesada de fatores: cobrança pelo resultado, pressão quando você é o melhor ranqueado do confronto, pressão da torcida...
Lembro bem quando o Brasil estava numa época "melhor" no tênis, com Guga, Meligeni, Oncins e outros. Os confrontos eram históricos. Contra a Suécia de Muster e a Austrália de Hewitt são os que eu mais me lembro.
Pode ser só minha impressão, mas o Jaime Oncins muitas vezes travava bonito na hora de sacar. Do olhar de um Amador que já passou por isso algumas vezes, ficava parecendo muito que aquilo era a pressão do momento. O mais legal é que sempre que isso acontecia, o parceiro dele, geralmente o Guga, "puxava-o" incansavelmente o resto do jogo, mostrando o que o esporte realmente é. Esse é o tipo de coisa que faz a Davis ser o que é.
Abraço!
O Brasil enfrenta a Colômbia neste final de semana pela Copa Davis.
Sobre o confronto, indico a vocês o melhor blog que conheço sobre tênis, o Saque e Voleio (http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio).
Acredito muito na vitória do Brasil, afinal, na minha visão tem tanto o melhor tenista entre os dois times (o que, em tese, garante 2 pontos), quanto a melhor dupla.
Claro que se existe um torneio de tênis em que uma zebra pode acontecer, esse torneio é a Davis. Nessa Copa do Mundo dos países o esporte se tranforma. Para quem já teve a oportunidade de ver uma partida in loco, não preciso nem explicar. Pra quem nunca viu, pode ter certeza que a coisa ali é brava.
Primeiro que a torcida se comporta de maneira totalmente diferente. São muito comuns os gritos em momentos "inadequados", e a comemoração é absurda a cada ponto em muitos casos. A emoção às vezes fica tão à flor da pele que episódios tristes podem acontecer, como esse aqui http://www.youtube.com/watch?v=rsoXrNyFArE .
Mas, para mim, o que fica muito diferente nas partidas de Copa Davis são os jogadores.
Imagina só você que já jogou alguma partida num torneio interclubes, o que deve ser representar o país no "campo" adversário, com alguns milhares gritando o tempo inteiro na sua orelha. Deve ser uma soma pesada de fatores: cobrança pelo resultado, pressão quando você é o melhor ranqueado do confronto, pressão da torcida...
Lembro bem quando o Brasil estava numa época "melhor" no tênis, com Guga, Meligeni, Oncins e outros. Os confrontos eram históricos. Contra a Suécia de Muster e a Austrália de Hewitt são os que eu mais me lembro.
Pode ser só minha impressão, mas o Jaime Oncins muitas vezes travava bonito na hora de sacar. Do olhar de um Amador que já passou por isso algumas vezes, ficava parecendo muito que aquilo era a pressão do momento. O mais legal é que sempre que isso acontecia, o parceiro dele, geralmente o Guga, "puxava-o" incansavelmente o resto do jogo, mostrando o que o esporte realmente é. Esse é o tipo de coisa que faz a Davis ser o que é.
Abraço!
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