Fala pessoal,
Todo mundo sabe qual foi o fiasco da noite de ontem.
Achei muito engraçado, no entanto, que várias vozes tenham se erguido contra a intromissão da política argentina no futebol em razão desse fato.
Claro, existem várias (várias mesmo) críticas a se fazer pelo aproveitamento político do futebol. Eu sou bem contra, pra deixar claro.
O problema é querer associar o apagão a isso.
Claro, é verdade que o jogo foi marcado num estádio sem a devida estrutura por causa dos interesses políticos nacionais daquele país, não discordo. A questão é que um apagão poderia ter ocorrido em qualquer estádio! Simplesmente porque não foi algo previsível. Se acontecesse o mesmo na Bombonera ou no Morumbi ninguém falaria nada...
Claro, essa é a minha posição diante dos fatos que conhecemos! Se amanhã surgir uma informação de que o estádio não recebia manutenção há anos, ou que compraram os geradores mais baratos para a realização do jogo naquela localidade, ok, darei o braço a torcer.
Mas o fato do apagão não justifica, por si só, as críticas que tem sido feitas, na minha opinião.
Abraços
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Brasil x EUA - Feminino
Fala pessoal,
Nesta segunda-feira a seleção feminina de basquete jogou contra os EUA, em partida amistosa preparatória para os jogos olímpicos.
A derrota por 99x67 foi mais do que justa, na minha opinião. Achei o time brasileiro surpreendentemente inferior ao americano. Claro, favoritismo sempre haverá, mas achei que o time brasileiro foi atropelado "demais".
Desde o começo do jogo o Brasil sentiu demais a marcação pressão feita na quadra inteira pelas americanas. Mas, numa boa, time profissional tomar sufoco em marcação pressão é dureza. Parecia que o time tinha sido surpeendido com a postura defensiva americana, o que não é tolerável jamais.
Para deixar bem claro, o que não acho tolerável é a surpresa, não a derrota. Acredito que um time que quer vencer, especialmente num ano olímpico, deve estar preparado pra tudo.
Fora isso, vi algumas coisas que eu, pessoalmente, não gostei, e dou alguns exemplos.
Mesmo com a dificuldade de levar a bola até a quadra de ataque, não vi nenhuma vez uma pivô "escoltar" a armadora para o ataque, quando esta estava sendo marcada individualmente. E isso é a coisa mais básica do basquete! Uma pivô, no mínimo, tem que fazer uma sombra sobre a armadora adversária para ajudar a nossa armadora a chegar no ataque.
Também não gostei de não ter visto corta-luz algum fora da linha dos três na nossa ofensiva. Vi sim muitos corta-luzes feitos lá embaixo, no garrafão, com o intuito principal de propiciar às nossas alas receberem a bola com mais espaço, mas não vi nenhum feito para ajudar nossa armadora a trabalhar a bola menos abafada na região da cabeça do garrafão.
Detalhes como esse, na minha opinião, fizeram com que cada vez mais as jogadores chutassem desequilibradas, o que, obviamente, aumenta o percentual de erros.
Por último, destaco a "pressa" do time.
O ritmo imposto em jogos nesse nível é muito rápido, e a transição defesa-ataque dos dois times geralmente é muito forte. Mas o time não pode confundir a velocidade com a pressa! Uma vez que temos a bola na quadra de ataque, é tarefa da jogadora definir de forma equilibrada, seja antes dos 10 segundos de posse de bola (contra-ataque), seja perto dos 24 segundos.
Exemplo do que disse no último parágrafo foi uma jogada da Iziane no primeiro quarto, quando, num contra-ataque em que tinha duas companheiras livres, ou a opção de ir para a bandeja no 1x1, ela fez uma "parada brusca" e chutou da cabeça do garrafão. Errou.
Sobre esse jogo era o que tinha a dizer. Agora vou voltar ao jogo masculino, liderado, por enquanto pelo Brasil.
Toma essa, Obama!
Abraços
Nesta segunda-feira a seleção feminina de basquete jogou contra os EUA, em partida amistosa preparatória para os jogos olímpicos.
A derrota por 99x67 foi mais do que justa, na minha opinião. Achei o time brasileiro surpreendentemente inferior ao americano. Claro, favoritismo sempre haverá, mas achei que o time brasileiro foi atropelado "demais".
Desde o começo do jogo o Brasil sentiu demais a marcação pressão feita na quadra inteira pelas americanas. Mas, numa boa, time profissional tomar sufoco em marcação pressão é dureza. Parecia que o time tinha sido surpeendido com a postura defensiva americana, o que não é tolerável jamais.
Para deixar bem claro, o que não acho tolerável é a surpresa, não a derrota. Acredito que um time que quer vencer, especialmente num ano olímpico, deve estar preparado pra tudo.
Fora isso, vi algumas coisas que eu, pessoalmente, não gostei, e dou alguns exemplos.
Mesmo com a dificuldade de levar a bola até a quadra de ataque, não vi nenhuma vez uma pivô "escoltar" a armadora para o ataque, quando esta estava sendo marcada individualmente. E isso é a coisa mais básica do basquete! Uma pivô, no mínimo, tem que fazer uma sombra sobre a armadora adversária para ajudar a nossa armadora a chegar no ataque.
Também não gostei de não ter visto corta-luz algum fora da linha dos três na nossa ofensiva. Vi sim muitos corta-luzes feitos lá embaixo, no garrafão, com o intuito principal de propiciar às nossas alas receberem a bola com mais espaço, mas não vi nenhum feito para ajudar nossa armadora a trabalhar a bola menos abafada na região da cabeça do garrafão.
Detalhes como esse, na minha opinião, fizeram com que cada vez mais as jogadores chutassem desequilibradas, o que, obviamente, aumenta o percentual de erros.
Por último, destaco a "pressa" do time.
O ritmo imposto em jogos nesse nível é muito rápido, e a transição defesa-ataque dos dois times geralmente é muito forte. Mas o time não pode confundir a velocidade com a pressa! Uma vez que temos a bola na quadra de ataque, é tarefa da jogadora definir de forma equilibrada, seja antes dos 10 segundos de posse de bola (contra-ataque), seja perto dos 24 segundos.
Exemplo do que disse no último parágrafo foi uma jogada da Iziane no primeiro quarto, quando, num contra-ataque em que tinha duas companheiras livres, ou a opção de ir para a bandeja no 1x1, ela fez uma "parada brusca" e chutou da cabeça do garrafão. Errou.
Sobre esse jogo era o que tinha a dizer. Agora vou voltar ao jogo masculino, liderado, por enquanto pelo Brasil.
Toma essa, Obama!
Abraços
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Brasil x Argentina
Fala pessoal,
Estou aqui vendo o jogo Brasil x Argentina de Basquete no Sportv, e houve um início de confusão na quadra.
Em primeiro lugar, posso estar bem enganado, mas se alguém está vendo pode me corrigir: os dois pontos da bandeja do Huertas que antecederam a confusão não foram computados!!! O placar manteve-se parado em 31 pontos pro Brasil!
Mudando o foco, falo do motivo que me fez vir para o computador.
Já deixo bem claro que sou contra qualquer tipo de violência ou agressão no esporte, e quem já frequentou esse blog sabe disso.
O início de briga na quadra teve grande participação do Nenê, que chegou empurrando todo mundo que estava no caminho entre ele e o Marcelinho Machado.
Apesar de ser uma atitude clara de violência, a atitude do Nenê pode render bons frutos dentro do grupo brasileiro, na minha opinião.
Nenê foi um jogador sobre o qual pairaram dúvidas na preparação para os jogos olímpicos, pelo fato de não ter feito parte da trajetória do time "em tempo integral". Em suma, a vaga olímpica foi conquistada em sua ausência, por motivos alheio ao esporte em si.
A atitude reprovável do ponto de vista esportivo, pelo bem ou pelo mal, pode trazer bons resultados dentro do grupo que se forma para o campeonato olímpico, pois posso assegurar que dentro de uma equipe esportiva, independentemente de juízo de "atitude certa/atitude errada", a atitude do Nenê sempre vai ser vista como uma atitude "de grupo", pois o cara saiu em defesa do seu companheiro.
Coisas dos esportes coletivos, que quem já praticou pode referendar!
Abraços!
Estou aqui vendo o jogo Brasil x Argentina de Basquete no Sportv, e houve um início de confusão na quadra.
Em primeiro lugar, posso estar bem enganado, mas se alguém está vendo pode me corrigir: os dois pontos da bandeja do Huertas que antecederam a confusão não foram computados!!! O placar manteve-se parado em 31 pontos pro Brasil!
Mudando o foco, falo do motivo que me fez vir para o computador.
Já deixo bem claro que sou contra qualquer tipo de violência ou agressão no esporte, e quem já frequentou esse blog sabe disso.
O início de briga na quadra teve grande participação do Nenê, que chegou empurrando todo mundo que estava no caminho entre ele e o Marcelinho Machado.
Apesar de ser uma atitude clara de violência, a atitude do Nenê pode render bons frutos dentro do grupo brasileiro, na minha opinião.
Nenê foi um jogador sobre o qual pairaram dúvidas na preparação para os jogos olímpicos, pelo fato de não ter feito parte da trajetória do time "em tempo integral". Em suma, a vaga olímpica foi conquistada em sua ausência, por motivos alheio ao esporte em si.
A atitude reprovável do ponto de vista esportivo, pelo bem ou pelo mal, pode trazer bons resultados dentro do grupo que se forma para o campeonato olímpico, pois posso assegurar que dentro de uma equipe esportiva, independentemente de juízo de "atitude certa/atitude errada", a atitude do Nenê sempre vai ser vista como uma atitude "de grupo", pois o cara saiu em defesa do seu companheiro.
Coisas dos esportes coletivos, que quem já praticou pode referendar!
Abraços!
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