quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mari e a seleção de Volei

Fala pessoal,

Acho que bastante gente acompanhou a história do corte da Mari pelo técnico Zé Roberto.

Independente das opiniões pessoais de cada um (eu, por exemplo, acho que ela deveria ir), acredito que o assunto vem sendo tratado com bastante transparência, o que deixa a imagem desta grande equipe brasileira mais respeitável ainda.

O técnico já declarou que o corte foi feito por motivos técnicos. A menos que exista um motivo oculto que eu desconheço, esse é um jeito bem bacana de dizer publicamente que a jogadora foi cortada por existirem outras melhores no momento, ou, pelo menos, mais adequadas ao time que o técnico deseja fazer jogar.

Não sou adepto de teorias de conspiração, segundo as quais sempre existe um motivo por trás das palavras do técnico. Pensem bem, o que ele deveria dizer se cortou a jogadora por acha-la pior tecnicamente do que as outras? Imagina só o Zé Roberto falando "cortei a Mari porque ela é pior", ou "cortei a Mari porque ela tá jogando muito mal". Poxa, o cara foi bem delicado ao falar "é uma questão técnica.

A Mari, por sua vez, declarou que achava que ainda podia ajudar o time. Ela está no papel dela. Jogadora sempre quer jogar, e sempre vai achar que merece. E isso é bom, pois evidencia a vontade de jogar, de ganhar. Infelizmente para os jogadores, a decisão cabe ao técnico.

Abraços!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Seleção Feminina de Futebol

Fala pessoal,

Hoje a seleção feminina de futebol derrotou o Canadá por 2 a 1 em jogo que serviu de preparação para as Olimpiadas.

É claro que nessa hora todo mundo está pensando em acertar o time para os Jogos acima de tudo, mas também não é nada mal ganhar nos acréscimos após tomar o empate... nos acréscimos!

Especialmente para um time que tem essa péssima experiência em acréscimos: http://www.youtube.com/watch?v=Z8IBb0FW64s&feature=related

Da minha parte, fiquei com a impressão de já ter visto as meninas jogarem melhor, mas, por outro lado, achei incrível o preparo físico do time inteiro.

Torço absurdo pra esse time, como todo mundo que já passou por aqui sabe, e nas Olimpiadas não vai ser diferente.

Abraços!

A maré do Bellucci

Fala pessoal,

Quem tá acompanhando o tênis nas duas últimas semanas sabe que o Bellucci, além de ter ganhado bastantes jogos, está jogando um tênis bacana de ver.

Fico aqui me perguntando o que aconteceu para que ele melhorasse substancialmente.

Digo "substancialmente" porque, pessoalmente, acho que o Bellucci realmente evoluiu nessas últimas semanas, não foi apenas um golpe de sorte ele ter ganhado. Acho mesmo que ele mudou algumas coisas em seu jogo que fizeram ele aumentar seu aproveitamento de pontos dentro da partida.

Entre as mudanças que eu notei (e eu não sei se isso foi intencional da parte dele... nem estou dizendo aqui que isso é uma verdade, é só uma impressão que eu tive), acho que a que mais se destaca é que ele começou a colocar mais a bola na quadra em mais pontos.

O brasileiro tem um forehand pesadíssimo, e usa muito bem este golpe. No entanto, na minha visão, ele arriscava muito ao longo do jogo, tanto com seu bom forehand quanto com seu backhand, o que tinha um impacto significativo no percentual de pontos que ele ganhava.

Basicamente, acho que ele determinava seus jogos. Ou ele ganhava os pontos, ou ele perdia os pontos. Assim, ele não deixava muitas chances para o adversário tomar a frente do ponto, e, de repente, cometer alguns erros não forçados. Enfim, ou o Bellucci ganhava, ou o Bellucci perdia... dificilmente o resultado da partida podia ser atribuído ao desempenho do outro jogador.

(Essa análise que fiz serve mais para os jogadores de ranking parecido ao dele... no caso do Nadal não foi bem assim. De qualquer jeito, via assim os jogos dele).

Nas últimas semanas, no entanto, vi o Bellucci trocar um pouco mais de bolas do fundo da quadra, esperando um pouco mais para definir os pontos, especialmente em bolas no seu backhand. Muitas vezes ele arriscava esse golpe de forma desnecessária. Claro, muitas vezes ele acertava belíssimas bolas na paralela, mas muitas vezes também ele errava um backhand no meio de uma troca de bolas "tranquila".

Especialmente no jogo contra o Tipsarevic, que o brasileiro perdeu, achei que ele ponderou muito bom os momentos de trocar um pouco mais e de arriscar mais alguns golpes. Seu backhand ainda falhou muito (para um jogo neste nível), inclusive em bolas fáceis, como devoluções de segundo serviço.

Aparentemente, o brasileiro tem esperado para arriscar, e, quando o faz, faz com seu potente forehand, que tem um índice de acerto bem maior do que seu backhand.

Mesmo diante dos problemas, acho que houve sim uma mudança estrutural no jogo do Bellucci, e torço para que isso transpareça neste segundo semestre.

Abraços!

Brasil x EUA - Masculino

Fala pessoal,

Para quem começou a noite mal com a derrota da seleção feminina, a boa notícia foi o bom desempenho do time masculino contra os EUA.

Pessoalmente, gostei bastante do jogo, e, diferentemente do que aconteceu com o time feminino, o Brasil não perdeu por jogar mal, por escolher mal as jogadas ou por não estar preparado. Perdeu pois a qualidade do time americano é maior.

Claro que vimos alguns erros inaceitáveis em uma partida "pra valer", como aquele erro do Nenê na saída de bola no final do jogo, que resultou numa bola de três pontos do Lebron. Mas, no geral, acho que todos os torcedores ficaram satisfeitos com o jogo do time.

Contribuiram para isso, na minha opinião, a grande qualidade do armador Marcelinho Huertas na armação das jogadas (sempre tranquilo, e com uma habilidade indiscutível), e o bom trabalho de defesa durante a partida inteira, especialmente dentro do garrafão.

Vale lembrar que esta seleção americana tem a tradição de sempre passar dos 100 pontos, mas ficaram longe desta vez - o que afundou o time brasileiro foi o pífio resultado no ataque no segundo quarto da partida, quando marcou apenas 5 pontos.

Vendo a partida de fora tive a impressão de que algumas coisas ainda podem melhorar.

Na minha opinião, o trabalho defensivo do Marcelinho Huertas ainda não se compara ao que ele faz no ataque. Sempre que sofre o corta-luz do pivô na cabeça do garrafão, acaba dando muito espaço para o armador adversário trabalhar, o que complica o trabalho de toda a linha defensiva, especialmente de quem está marcando os alas. Quando o time adversário tem um pivô ágil (dentro do possível) e um armador muito rápido, o cenário é pior, porque tanto a troca de marcação, quanto a recuperação da jogada pelo Marcelinho são complicados.

Outro ponto que achei um pouco destoante foi o "handle" da bola pelos pivôs. Nos EUA eles falam bastante desta característica dos jogadores em outro esporte, o Futebol Americano, mas acho que vale neste caso.

O "handle" seria o manuseio, a habilidade manual do atleta com a bola.

Acho que os pivôs brasileiros pecaram um pouco nisso durante a partida. Algumas vezes parecia que havia certa dificuldade do trio Splitter/Nenê/Varejão e manusear a bola, ou assegurar sua posse no ataque brasileiro, e tomamos alguns "turn overs" por causa disso.

No geral, é isso!

Abraços!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Brasil x EUA - Feminino

Fala pessoal,

Nesta segunda-feira a seleção feminina de basquete jogou contra os EUA, em partida amistosa preparatória para os jogos olímpicos.

A derrota por 99x67 foi mais do que justa, na minha opinião. Achei o time brasileiro surpreendentemente inferior ao americano. Claro, favoritismo sempre haverá, mas achei que o time brasileiro foi atropelado "demais".

Desde o começo do jogo o Brasil sentiu demais a marcação pressão feita na quadra inteira pelas americanas. Mas, numa boa, time profissional tomar sufoco em marcação pressão é dureza. Parecia que o time tinha sido surpeendido com a postura defensiva americana, o que não é tolerável jamais.

Para deixar bem claro, o que não acho tolerável é a surpresa, não a derrota. Acredito que um time que quer vencer, especialmente num ano olímpico, deve estar preparado pra tudo.

Fora isso, vi algumas coisas que eu, pessoalmente, não gostei, e dou alguns exemplos.

Mesmo com a dificuldade de levar a bola até a quadra de ataque, não vi nenhuma vez uma pivô "escoltar" a armadora para o ataque, quando esta estava sendo marcada individualmente. E isso é a coisa mais básica do basquete! Uma pivô, no mínimo, tem que fazer uma sombra sobre a armadora adversária para ajudar a nossa armadora a chegar no ataque.

Também não gostei de não ter visto corta-luz algum fora da linha dos três na nossa ofensiva. Vi sim muitos corta-luzes feitos lá embaixo, no garrafão, com o intuito principal de propiciar às nossas alas receberem a bola com mais espaço, mas não vi nenhum feito para ajudar nossa armadora a trabalhar a bola menos abafada na região da cabeça do garrafão.

Detalhes como esse, na minha opinião, fizeram com que cada vez mais as jogadores chutassem desequilibradas, o que, obviamente, aumenta o percentual de erros.

Por último, destaco a "pressa" do time.

O ritmo imposto em jogos nesse nível é muito rápido, e a transição defesa-ataque dos dois times geralmente é muito forte. Mas o time não pode confundir a velocidade com a pressa! Uma vez que temos a bola na quadra de ataque, é tarefa da jogadora definir de forma equilibrada, seja antes dos 10 segundos de posse de bola (contra-ataque), seja perto dos 24 segundos.

Exemplo do que disse no último parágrafo foi uma jogada da Iziane no primeiro quarto, quando, num contra-ataque em que tinha duas companheiras livres, ou a opção de ir para a bandeja no 1x1, ela fez uma "parada brusca" e chutou da cabeça do garrafão. Errou.

Sobre esse jogo era o que tinha a dizer. Agora vou voltar ao jogo masculino, liderado, por enquanto pelo Brasil.

Toma essa, Obama!

Abraços

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Brasil x Argentina

Fala pessoal,

Estou aqui vendo o jogo Brasil x Argentina de Basquete no Sportv, e houve um início de confusão na quadra.

Em primeiro lugar, posso estar bem enganado, mas se alguém está vendo pode me corrigir: os dois pontos da bandeja do Huertas que antecederam a confusão não foram computados!!! O placar manteve-se parado em 31 pontos pro Brasil!

Mudando o foco, falo do motivo que me fez vir para o computador.

Já deixo bem claro que sou contra qualquer tipo de violência ou agressão no esporte, e quem já frequentou esse blog sabe disso.

O início de briga na quadra teve grande participação do Nenê, que chegou empurrando todo mundo que estava no caminho entre ele e o Marcelinho Machado.

Apesar de ser uma atitude clara de violência, a atitude do Nenê pode render bons frutos dentro do grupo brasileiro, na minha opinião.

Nenê foi um jogador sobre o qual pairaram dúvidas na preparação para os jogos olímpicos, pelo fato de não ter feito parte da trajetória do time "em tempo integral". Em suma, a vaga olímpica foi conquistada em sua ausência, por motivos alheio ao esporte em si.

A atitude reprovável do ponto de vista esportivo, pelo bem ou pelo mal, pode trazer bons resultados dentro do grupo que se forma para o campeonato olímpico, pois posso assegurar que dentro de uma equipe esportiva, independentemente de juízo de "atitude certa/atitude errada", a atitude do Nenê sempre vai ser vista como uma atitude "de grupo", pois o cara saiu em defesa do seu companheiro.

Coisas dos esportes coletivos, que quem já praticou pode referendar!

Abraços!

Newport Casino

Fala pessoal,

Como os amantes do tênis bem sabem, Guga vai ser homenageado essa semana, entrando para o Hall da Fama do tênis.

Ao invés de ficar falando e falando por aqui, vou recomendar pra quem quiser o blog do Alexandre Cossenza, que é o melhor blog de tênis que eu conheço.

O cara começou muito bem as matérias feitas diretamente de lá, com uns detalhes incríveis do lugar.

Vale muito a pena visitar o blog, especialmente nessa semana.

http://globoesporte.globo.com/platb/saqueevoleio/

Abraços!

terça-feira, 3 de julho de 2012

X-Games

Fala pessoal,

Nos últimos dias fomos premiados com uma ampla transmissão dos X-Games pela ESPN.

Acompanho esse evento há muito tempo, e gosto muito de como eles promovem os atletas, as marcas e, principalmente os esportes.

Pessoalmente, acho que os X-Games são um produto mercadológico exemplar dos anos 2000. Pra quem já teve curiosidade de ler um pouco da Biblia do Kotler deve concordar (mix de marketing, marketing 360º, etc).

Os caras conseguiram transformar esportes bem marginalizados em tendência mundial, aumentando o lucro dos atletas, das marcas patrocinadores e das cotas de televisão, por exemplo.

Como esse aqui é um blog esportivo, vejamos pelo lado esportivo.

O crescimento vertiginoso dos esportes ali envolvidos contou com uma série de fatores, que não acho que possam ser listados cronologicamente. Muita coisa ajudou, desde o começo das transmissões mundiais do evento, passando pelo sucesso dos jogos de videogame (Tony Hawk marcou uma geração jovem, com certeza), pelo carisma inerente de algumas figuras históricas do evento (Pastrana, Bob, irmãos Yasutoko), e até mesmo pela mudança da cultura da moda jovem.

Com tudo isso, claro, o valor de tudo envolvido no evento aumenta, e isso beneficia demais o esporte.

Como?

Antes de tudo, na minha opinião, pela grana.

Com o dinheiro circulando mais nesse mercado, todo mundo ganhou, inclusive os atletas. Isso permite que eles sejam, de fato, atletas. Cada vez mais é possível viver do skate ou da bike, por exemplo. Assim, o foco da vida do cara pode ser seu preparo físico e técnico nas 24 horas do dia, que é o que um atleta de ponta realmente precisa.

Com mais dinheiro, portanto, o próprio nível do esporte melhora, afinal quem está competindo ou tentando virar atleta profissional vai conseguir elevar seu desempenho diariamente, o que é sensacional.

Fora isso, com o interesse crescente de pessoas e marcas, os esportes conseguem ganhar mais estrutura para crescer. Explico.

Uma marca/empresa somente investe num mercado em que pensa lucrar. Assim, com mais pessoas querendo trucks, rodas ou skates, mais empresas vão querer vender esses produtos. Como vende mais quem tem o produto melhor e mais barato, os skatistas terão cada vez mais skates melhores por um preço menor.

Não obstante, os esportes dos X-Games foram sendo mais aceitos socialmente, o que é ótimo para qualquer esporte, e para qualquer pessoa que acredite no esporte como instrumento de formação social. A velha idéia do "esporte tira a criança das drogas" é um clichê que pode ser aplicado neste caso, especialmente pelo perfil social historicamente associado aos skatistas no Brasil (infelizmente).

No lado ruim, achei um pouco confusa a transmissão da ESPN em alguns momentos, como no Bike Big Air, em que os comentaristas falavam ao mesmo tempo, sem uma apresentação um pouco mais linear do evento.

Abraços!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Devvarman X Isner e a lógica no esporte

Fala pessoal,

Essa história é antiga, mas eu não conhecia, mesmo como grande fã do tênis.

Vocês acreditariam se eu dissesse que Somdev Devvarman já ganhou título em cima do John Isner?

Alguns devem estar se perguntando quem é Somdev Devvarman, outros devem duvidar que um cara como esse já ganhou um título, ainda mais em cima do Isner.

A história desse jogador é bem curiosa, e resolvi explorá-la um pouco mais por guardar uma relação direta com o esporte universitário americano, do qual já falamos por aqui.

Somdev, pra quem não sabe, é o atual nº 259 do ranking da ATP (seu melhor foi nº 62).

Sua firme empreitada no tênis começou quando o técnico da Universidade de Virginia viajou para buscá-lo na Índia. O cara veio a se tornar bi-campeão do forte campenato universitário americano (2007 e 2008), e, na primeira das finais sua vítima foi justamente o John Isner.

Para uma melhor visualização: http://www.youtube.com/watch?v=fWGrkb_t0BI&feature=related .

O que eu achei curioso nessa história foi a diferença na carreira dos dois dali pra frente, e como essa breve observação pode revelar que muitas das coisas que ouvimos dos especialistas por aí podem ser balela.

Poxa, pensem bem.

Isner e Devvarman sairam praticamente do mesmo lugar, com a diferença de que o Isner perdeu pro indiano, ou seja, o "momento" do cara era melhor.

Os dois se profissionalizaram praticamente ao mesmo tempo, e observando o ranking, vemos que o desempenho do Isner piorou de 2007 para 2008 (terminou 2007 como nº 106, e 2008 como nº 144), enquanto o Devvarman teve uma subida meteórica no mesmo período (terminou 2007 como nº 1033, e 2008 como nº 202).

Hoje Isner é top 10, e Devvarman nº 259. O que explica?

Eu tenho na ponta da língua as respostas que ouvimos todos os dias por aí, e que com certeza você já pensou também: Isner deve treinar mais duro, Isner tinha mais a crescer, Isner tinha mais coração, Isner tinha mais preparo físico, Isner tinha mais força mental, etc, etc...

Mas será que é isso mesmo?

Os caras sairam da mesma situação, qual seja, uma final da NCAA! Será que naquela época o Isner treinava menos do que o Devvarman, então? Será que naquela época o Isner tinha menos força mental?  Porque, pela lógica, se isto explica ele ser melhor que o indiano hoje, também pode explicar ele ser pior do que o indiano em 2007...

Pessoalmente, não tenho uma opinião formada sobre os motivos. Quer dizer, tenho apenas uma opinião "negativa", a de que esse lugares comuns propalados por aí não são a folha de respostas para explicar muita coisa não.

Mudando um pouco o tema, mas com base na mesma situção, lembro de um debate que muitas vezes surge no tênis brasileiro, que é o da dificuldade na transição dos atletas juvenis para o profissional.

Vejam o mesmo exemplo do Isner com o Devvarman. Os dois caras tiveram a base de formação no mesmo contexto (tênis universitário americano), porém o período turbulento de transição aparentemente teve um "outcome" bem distinto para os dois, afinal o americano deslanchou de vez, enquanto o indiano parece ter encontrado uma parede em sua evolução.

Fico aqui pensando numa coisa que ouvi um comentarista de futebol falando uma vez: será que naturalmente não existem os caras que tem potencial para ser nº 1 e outros que tem que aceitar a limitação natural de seu potencial para nº 50 (por exemplo).

É engraçado, porque somos condicionados a acreditar que trabalhando mais duro, fazendo uma alimentação melhor, cultivando uma "força mental", ou fazendo outras coisas mais podemos sempre superar a parede.

Mas será que podemos mesmo? Será que o atleta não tem que aceitar seu limite?

Em princípio, parece que esse conformismo faria um mal danado. Poxa, então o cara tem que se contentar em ser "só" o nº 50? Soa estranho pensar que um atleta pode se conformar...

Por outro lado, será que aceitando seus próprios limites, o atleta não conseguiria, de fato, chegar mais próximo deles?

Dou um exemplo prático.

Imaginem o tenista indo para uma bola na cruzada na corrida, com seu adversário se aproximando da rede. Ele pode se achar o Pete Sampras, e tentar fazer a passada outside-in; ele pode se achar o Hewitt e tentar o lob com top spin; ou então ele pode aceitar suas limitação, e tentar uma passada simples, ou uma bola no pé.

Vejam, no primeiro caso, tentando "se superar", o cara dificilmente ganharia o ponto (erro provável). No segundo caso, aceitando seus limites, o cara ainda permaneceria no ponto (acerto possível).

O mesmo se dá com um jogador de futebol tentando um cruzamento de primeira ao invés de dominar antes a bola, um jogador de basquete que chuta caindo para trás ao invés de trabalhar a bola.

Olhando a "big picture", as chances do cara que aceitou seus limites não melhoraram?

Talvez...

Abraços!

*erros corrigidos