Fala pessoal,
O Bellucci venceu hoje no torneio de Gstaad, mas o curioso é que os fãs de tênis não ficaram felizes.
Isso porque a ESPN comunicou que transmitiria a partida e todo mundo entendeu que isso significava que a transmissão seria "ao vivo".
O Fininho falou literalmente em seu blog: "A partir de sexta feira estaremos ao vivo comentando". Não foi.
As reclamações do público estão no site da própria ESPN, vejam nos comentários:
http://espn.estadao.com.br/noticia/269855_bellucci-supera-outra-pedra-no-sapato-e-vai-a-semifinal-em-gstaad-na-suica
http://espn.estadao.com.br/post/269725_rafael-nadal-fora-dos-jogos-que-triste-o-tenis-perde-muito#
Isso me lembrou o Galvão Bueno no UFC... o porém é que ESPN é ESPN, poxa! Todo mundo quer ver o jogo ao vivo, né? Poderiam ter feito uma forcinha pra encaixar o jogo durante a transmissão do Aberto de Golfe.
Abraços!
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
A maré do Bellucci
Fala pessoal,
Quem tá acompanhando o tênis nas duas últimas semanas sabe que o Bellucci, além de ter ganhado bastantes jogos, está jogando um tênis bacana de ver.
Fico aqui me perguntando o que aconteceu para que ele melhorasse substancialmente.
Digo "substancialmente" porque, pessoalmente, acho que o Bellucci realmente evoluiu nessas últimas semanas, não foi apenas um golpe de sorte ele ter ganhado. Acho mesmo que ele mudou algumas coisas em seu jogo que fizeram ele aumentar seu aproveitamento de pontos dentro da partida.
Entre as mudanças que eu notei (e eu não sei se isso foi intencional da parte dele... nem estou dizendo aqui que isso é uma verdade, é só uma impressão que eu tive), acho que a que mais se destaca é que ele começou a colocar mais a bola na quadra em mais pontos.
O brasileiro tem um forehand pesadíssimo, e usa muito bem este golpe. No entanto, na minha visão, ele arriscava muito ao longo do jogo, tanto com seu bom forehand quanto com seu backhand, o que tinha um impacto significativo no percentual de pontos que ele ganhava.
Basicamente, acho que ele determinava seus jogos. Ou ele ganhava os pontos, ou ele perdia os pontos. Assim, ele não deixava muitas chances para o adversário tomar a frente do ponto, e, de repente, cometer alguns erros não forçados. Enfim, ou o Bellucci ganhava, ou o Bellucci perdia... dificilmente o resultado da partida podia ser atribuído ao desempenho do outro jogador.
(Essa análise que fiz serve mais para os jogadores de ranking parecido ao dele... no caso do Nadal não foi bem assim. De qualquer jeito, via assim os jogos dele).
Nas últimas semanas, no entanto, vi o Bellucci trocar um pouco mais de bolas do fundo da quadra, esperando um pouco mais para definir os pontos, especialmente em bolas no seu backhand. Muitas vezes ele arriscava esse golpe de forma desnecessária. Claro, muitas vezes ele acertava belíssimas bolas na paralela, mas muitas vezes também ele errava um backhand no meio de uma troca de bolas "tranquila".
Especialmente no jogo contra o Tipsarevic, que o brasileiro perdeu, achei que ele ponderou muito bom os momentos de trocar um pouco mais e de arriscar mais alguns golpes. Seu backhand ainda falhou muito (para um jogo neste nível), inclusive em bolas fáceis, como devoluções de segundo serviço.
Aparentemente, o brasileiro tem esperado para arriscar, e, quando o faz, faz com seu potente forehand, que tem um índice de acerto bem maior do que seu backhand.
Mesmo diante dos problemas, acho que houve sim uma mudança estrutural no jogo do Bellucci, e torço para que isso transpareça neste segundo semestre.
Abraços!
Quem tá acompanhando o tênis nas duas últimas semanas sabe que o Bellucci, além de ter ganhado bastantes jogos, está jogando um tênis bacana de ver.
Fico aqui me perguntando o que aconteceu para que ele melhorasse substancialmente.
Digo "substancialmente" porque, pessoalmente, acho que o Bellucci realmente evoluiu nessas últimas semanas, não foi apenas um golpe de sorte ele ter ganhado. Acho mesmo que ele mudou algumas coisas em seu jogo que fizeram ele aumentar seu aproveitamento de pontos dentro da partida.
Entre as mudanças que eu notei (e eu não sei se isso foi intencional da parte dele... nem estou dizendo aqui que isso é uma verdade, é só uma impressão que eu tive), acho que a que mais se destaca é que ele começou a colocar mais a bola na quadra em mais pontos.
O brasileiro tem um forehand pesadíssimo, e usa muito bem este golpe. No entanto, na minha visão, ele arriscava muito ao longo do jogo, tanto com seu bom forehand quanto com seu backhand, o que tinha um impacto significativo no percentual de pontos que ele ganhava.
Basicamente, acho que ele determinava seus jogos. Ou ele ganhava os pontos, ou ele perdia os pontos. Assim, ele não deixava muitas chances para o adversário tomar a frente do ponto, e, de repente, cometer alguns erros não forçados. Enfim, ou o Bellucci ganhava, ou o Bellucci perdia... dificilmente o resultado da partida podia ser atribuído ao desempenho do outro jogador.
(Essa análise que fiz serve mais para os jogadores de ranking parecido ao dele... no caso do Nadal não foi bem assim. De qualquer jeito, via assim os jogos dele).
Nas últimas semanas, no entanto, vi o Bellucci trocar um pouco mais de bolas do fundo da quadra, esperando um pouco mais para definir os pontos, especialmente em bolas no seu backhand. Muitas vezes ele arriscava esse golpe de forma desnecessária. Claro, muitas vezes ele acertava belíssimas bolas na paralela, mas muitas vezes também ele errava um backhand no meio de uma troca de bolas "tranquila".
Especialmente no jogo contra o Tipsarevic, que o brasileiro perdeu, achei que ele ponderou muito bom os momentos de trocar um pouco mais e de arriscar mais alguns golpes. Seu backhand ainda falhou muito (para um jogo neste nível), inclusive em bolas fáceis, como devoluções de segundo serviço.
Aparentemente, o brasileiro tem esperado para arriscar, e, quando o faz, faz com seu potente forehand, que tem um índice de acerto bem maior do que seu backhand.
Mesmo diante dos problemas, acho que houve sim uma mudança estrutural no jogo do Bellucci, e torço para que isso transpareça neste segundo semestre.
Abraços!
domingo, 17 de junho de 2012
O piti do Nalbandian
Fala pessoal!
Pra quem não viu, o tenista argentino David Nalbandian foi desclassificado na final do torneio de Queen´s após dar uma bica numa placa que acertou a canela do juiz de linha, fazendo-o sangrar na hora.
Pois é, o cara perdeu a final por conta disso.
Na hora, a tocida parece que reprovou a desclassificação. Claro, eles queriam ver mais tênis.
Eu reprovo absurdamente esse tipo de comportamento por parte de qualquer atleta, porque pra mim essa é uma daquelas situações em que o cara colocou na cabeça dele que é "tudo bem" perder um ponto e dar um chute numa placa...
É meio que um comportamento de frustração que é tolerado durante anos, até chegar nesse ponto (como é quebrar uma raquete, isolar uma bolinha, etc).
Não é "tudo bem". É um comportamento a ser combatido, porque nada tem a ver com a prática esportiva.
Vejam, o problema é que desde os 12 anos, o garoto que joga torneios de federação, assistindo os mais velhos jogarem, começam a gritar em quadra, bater a raquete no chão, e coisas afins. E ninguém faz nada.
Claro, quando chega aos 30 anos, esse garoto, que pode ser um profissional, como o Nalbandian, vai achar que é normal esse comportamento que teve por muitos anos.
Bom, voltando ao caso do Nalbandian.
Depois de ter a certeza da justiça da desclassificação do argentino, fiquei tendo minhas dúvidas...
Será que ele deveria ter sido eliminado mesmo?
Fiquei um pouco com a pulga atrás da orelha pensando nos torcedores. Poxa, eles pagaram ingresso (provavelmente caro) e receberam um produto "pela metade".
Em nenhum momento eu acho que a punição deve ser esquecida, ou que o episódio passe em branco... mas será que não seria melhor algum outro tipo de sanção, a fim de não prejudicar o próprio espetáculo, o esporte e o futuro dos eventos esportivos?
Não sei, ACHO que talvez fosse melhor aplicar um gancho de alguns meses, uma multa pesada (tipo a perda de toda a premiação naquele torneio mais alguma coisa). Assim aqueles que foram assistir o jogo não se frustariam, e o argentino receberia uma lição, ao mesmo tempo.
Mas juro que não cheguei em uma conclusão pessoal ainda.
Abraços!
Pra quem não viu, o tenista argentino David Nalbandian foi desclassificado na final do torneio de Queen´s após dar uma bica numa placa que acertou a canela do juiz de linha, fazendo-o sangrar na hora.
Pois é, o cara perdeu a final por conta disso.
Na hora, a tocida parece que reprovou a desclassificação. Claro, eles queriam ver mais tênis.
Eu reprovo absurdamente esse tipo de comportamento por parte de qualquer atleta, porque pra mim essa é uma daquelas situações em que o cara colocou na cabeça dele que é "tudo bem" perder um ponto e dar um chute numa placa...
É meio que um comportamento de frustração que é tolerado durante anos, até chegar nesse ponto (como é quebrar uma raquete, isolar uma bolinha, etc).
Não é "tudo bem". É um comportamento a ser combatido, porque nada tem a ver com a prática esportiva.
Vejam, o problema é que desde os 12 anos, o garoto que joga torneios de federação, assistindo os mais velhos jogarem, começam a gritar em quadra, bater a raquete no chão, e coisas afins. E ninguém faz nada.
Claro, quando chega aos 30 anos, esse garoto, que pode ser um profissional, como o Nalbandian, vai achar que é normal esse comportamento que teve por muitos anos.
Bom, voltando ao caso do Nalbandian.
Depois de ter a certeza da justiça da desclassificação do argentino, fiquei tendo minhas dúvidas...
Será que ele deveria ter sido eliminado mesmo?
Fiquei um pouco com a pulga atrás da orelha pensando nos torcedores. Poxa, eles pagaram ingresso (provavelmente caro) e receberam um produto "pela metade".
Em nenhum momento eu acho que a punição deve ser esquecida, ou que o episódio passe em branco... mas será que não seria melhor algum outro tipo de sanção, a fim de não prejudicar o próprio espetáculo, o esporte e o futuro dos eventos esportivos?
Não sei, ACHO que talvez fosse melhor aplicar um gancho de alguns meses, uma multa pesada (tipo a perda de toda a premiação naquele torneio mais alguma coisa). Assim aqueles que foram assistir o jogo não se frustariam, e o argentino receberia uma lição, ao mesmo tempo.
Mas juro que não cheguei em uma conclusão pessoal ainda.
Abraços!
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