Pessoal,
Mais um filme animal da coletânea "30 for 30" passou na ESPN ontem.
O nome: Role Tide War Eagle, sobre a rivalidade no futebol americano entre as Universidades da Alabama e Auburn.
Simplesmente sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=0ROiJGvKiP8
Abraços
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
As grandes contratações do futebol
Fala pessoal,
Faz um tempo que não escrevo por aqui, então peço desculpas.
Seguinte, já podemos perceber que o Campeonato Brasileiro deste ano estará rechado de craques, apesar de algumas saídas de peso (Vagner Love, por exemplo).
O que eu fico pensando aqui é no real valor que as grandes contratações trazem aos clubes.
Eu acho que o maior ganho, na verdade, é uma expectativa apenas: o valor da venda futura (como é o caso do Ganso no São Paulo, na minha opinião).
Está generalizada a crença de que o "marketing" envolvido na contratação dos jogadores caros compensa. Não sei se é bem assim viu.
Temos o "case" do Ronaldo. Esse foi fenômeno, claro. Não tem discussão.
Porém acho que o retorno que ele trouxe em marketing está muito mais ligado a um aspecto que vai além das suas qualidades técnicas, que é o que realmente move o torcedor: a emoção envolvida no esporte.
Na minha opinião, não há muito valor de marketing em trazer nomes como Pato, Vargas ou Montillo. E explico.
Ronaldo, Robinho e Luis Fabianos, por exemplo, trazem ao torcedor algo que não é medido em gols, assistênciasou potencial dentro de campo. Eles estão diretamente conectados ao sentimento do torcedor, e sua relação com as sensações que o futebol já lhe proporcionou. Veja, Ronaldo foi o grande ídolo da seleção por mais de uma década. Robinho é o símbolo do ressurgimento do Santos e o seu futebol alegre. Luis Fabiano foi o jogador "top" numa época não muito vitoriosa do São Paulo.
Enxergo nesses jogadores um potencial bem grande para atrair torcedores, justamente porque "falam" ao torcedor de uma maneira única, praticamente inexplicável por argumentos matématicos (apesar de ser mensuráveis em termos mercadológicos).
Agora, pensando nos outros casos, como Pato, Vargas e Montillo, vejo um potencial muito maior dos caras pra trazer pontos, vitórias e títulos do que receitas de marketing. Não estou ignorando que títulos trazem mais visibilidade ao clube, mas acho que deu pra entender que o argumento "compensa no marketing" não seria aplicável, mas sim o argumento "compensa no campo, e quem sabe, com isso, compensará com a visibilidade".
Não?
Abraços!
Faz um tempo que não escrevo por aqui, então peço desculpas.
Seguinte, já podemos perceber que o Campeonato Brasileiro deste ano estará rechado de craques, apesar de algumas saídas de peso (Vagner Love, por exemplo).
O que eu fico pensando aqui é no real valor que as grandes contratações trazem aos clubes.
Eu acho que o maior ganho, na verdade, é uma expectativa apenas: o valor da venda futura (como é o caso do Ganso no São Paulo, na minha opinião).
Está generalizada a crença de que o "marketing" envolvido na contratação dos jogadores caros compensa. Não sei se é bem assim viu.
Temos o "case" do Ronaldo. Esse foi fenômeno, claro. Não tem discussão.
Porém acho que o retorno que ele trouxe em marketing está muito mais ligado a um aspecto que vai além das suas qualidades técnicas, que é o que realmente move o torcedor: a emoção envolvida no esporte.
Na minha opinião, não há muito valor de marketing em trazer nomes como Pato, Vargas ou Montillo. E explico.
Ronaldo, Robinho e Luis Fabianos, por exemplo, trazem ao torcedor algo que não é medido em gols, assistênciasou potencial dentro de campo. Eles estão diretamente conectados ao sentimento do torcedor, e sua relação com as sensações que o futebol já lhe proporcionou. Veja, Ronaldo foi o grande ídolo da seleção por mais de uma década. Robinho é o símbolo do ressurgimento do Santos e o seu futebol alegre. Luis Fabiano foi o jogador "top" numa época não muito vitoriosa do São Paulo.
Enxergo nesses jogadores um potencial bem grande para atrair torcedores, justamente porque "falam" ao torcedor de uma maneira única, praticamente inexplicável por argumentos matématicos (apesar de ser mensuráveis em termos mercadológicos).
Agora, pensando nos outros casos, como Pato, Vargas e Montillo, vejo um potencial muito maior dos caras pra trazer pontos, vitórias e títulos do que receitas de marketing. Não estou ignorando que títulos trazem mais visibilidade ao clube, mas acho que deu pra entender que o argumento "compensa no marketing" não seria aplicável, mas sim o argumento "compensa no campo, e quem sabe, com isso, compensará com a visibilidade".
Não?
Abraços!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Contratações do Palmeiras
Fala pessoal,
Com a queda do Palmeiras para a Série B muito vem se falando da montagem do time para o ano que vem.
A maioria das opiniões que eu tenho lido na mídia é a de que o Palmeiras tem que "tomar cuidado", pois tem que balancear o elenco com jogadores "para Libertadores" e "jogadores para a Série B".
Nunca entendi esse papo.
Os comentaristas sempre surgem com o argumento de que jogar Série B é diferente. E que jogar Libertadores é diferente também. E que jogar Campeonato Paulista é diferente também, e Copa do Brasil e Brasileirão...
Minha opinião não é essa. Um time de futebol precisa de jogador bom, ponto final. Não existe essa história de "jogador de Série B". Acho que se o cara é bom pra jogar Libertadores, obviamente ele vai ser bom pra jogar Série B... qual seria a lógica de dizer o contrário? É a mesma coisa que dizer: "olha, o cara é bom pra ser jogador da Seleção Brasileira, mas ele não pode ser titular do Ituano" (com todo respeito ao time de Itu).
Colocando um extremo, só pra exemplificar. Imagina que o Palmeiras tivesse muita grana. Aí resolvesse trazer Montillo, Fred, Dedé, Paulinho, etc. Vc iria dizer o quê? Que esses caras não servem pra jogar Série B?
Gostaria muito de entender a lógica, mas é bem difícil.
Pra não dizer impossível.
Abraços
Com a queda do Palmeiras para a Série B muito vem se falando da montagem do time para o ano que vem.
A maioria das opiniões que eu tenho lido na mídia é a de que o Palmeiras tem que "tomar cuidado", pois tem que balancear o elenco com jogadores "para Libertadores" e "jogadores para a Série B".
Nunca entendi esse papo.
Os comentaristas sempre surgem com o argumento de que jogar Série B é diferente. E que jogar Libertadores é diferente também. E que jogar Campeonato Paulista é diferente também, e Copa do Brasil e Brasileirão...
Minha opinião não é essa. Um time de futebol precisa de jogador bom, ponto final. Não existe essa história de "jogador de Série B". Acho que se o cara é bom pra jogar Libertadores, obviamente ele vai ser bom pra jogar Série B... qual seria a lógica de dizer o contrário? É a mesma coisa que dizer: "olha, o cara é bom pra ser jogador da Seleção Brasileira, mas ele não pode ser titular do Ituano" (com todo respeito ao time de Itu).
Colocando um extremo, só pra exemplificar. Imagina que o Palmeiras tivesse muita grana. Aí resolvesse trazer Montillo, Fred, Dedé, Paulinho, etc. Vc iria dizer o quê? Que esses caras não servem pra jogar Série B?
Gostaria muito de entender a lógica, mas é bem difícil.
Pra não dizer impossível.
Abraços
Quebrados
Fala pessoal,
Já falei um tempo atrás sobre o "verdadeiro salário dos jogadores de futebol".
Basicamente, tentei mostrar por meio de números como um jogador "top" ganha muito menos do que imaginamos quando dividimos seus salários por sua expectativa de vida - o cara ganha dinheiro dos 20 aos 35, mas vive até os 75...
Encontrei aqui um vídeo da série "30 for 30" feita pela ESPN Americana (da qual também já falamos) que fala sobre a mesma questão. Claro que o trabalho deles é muito mais minucioso, e conta com um elemento precioso: o depoimento dos próprios jogadores.
Entre outras questões associadas à falência financeira dos atletas, o filme aponta os gastos médicos "pós-carreira" e os gastos com divórcios e pensões alimentícias com que muitos atletas arcam.
Fica a dica de mais um filme sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=Vh79Cz6SNiM
Abraços
Já falei um tempo atrás sobre o "verdadeiro salário dos jogadores de futebol".
Basicamente, tentei mostrar por meio de números como um jogador "top" ganha muito menos do que imaginamos quando dividimos seus salários por sua expectativa de vida - o cara ganha dinheiro dos 20 aos 35, mas vive até os 75...
Encontrei aqui um vídeo da série "30 for 30" feita pela ESPN Americana (da qual também já falamos) que fala sobre a mesma questão. Claro que o trabalho deles é muito mais minucioso, e conta com um elemento precioso: o depoimento dos próprios jogadores.
Entre outras questões associadas à falência financeira dos atletas, o filme aponta os gastos médicos "pós-carreira" e os gastos com divórcios e pensões alimentícias com que muitos atletas arcam.
Fica a dica de mais um filme sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=Vh79Cz6SNiM
Abraços
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
A culpa da Diretoria na queda do Palmeiras
Fala pessoal,
A queda do Palmeiras está sendo creditada por muitos na conta da Diretoria do clube.
Eu tenho uma opinião um pouco diferente.
Todo mundo criticando o Presidente por ser omisso, por estar na praia no dia seguinte ao rebaixamento, etc.
Mas eu fico pensando aqui: afinal, qual é o papel dos diretores e de um presidente de clube de futebol, e quais as responsabilidades deles?
A principal responsabilidade dos cartolas, na minha opinião, é pagar os salários em dia para os jogadores e para a comissão técnica. E nisso, até onde sei, o Palmeiras não pecou.
Aí vem um pessoal dizendo que o presidente foi omisso, que faltou pulso firme. Ora, é curioso que esse mesmo pessoal critique quando o presidente escala o time, ou quando dá ordens ao treinador, como costuma acontecer no São Paulo com o Juvenal Juvência, por exemplo.
Uai, o presidente tem que interferir ou não?
A minha opinião é clara. O presidente não tem que interferir! Quem tem que mandar dentro de campo é quem o clube contratou pra mandar dentro de campo: o técnico e a comissão técnica. Se fosse o contrário, qual seria o papel do treinador e de seus auxiliares.
Acho que falta um "organograma" para os clubes de futebol. Isso evitaria atribuirem culpas a torto e a direito sob os interessor do emissor da mensagem. Com as funções bem definidas previamente, ninguém poderia falar "o presidente foi omisso" se o organograma dissesse que a ele não cabe dar ordens ao "intra campo".
O que eu acho que pode ser atribuído ao presidente são as más contratações e a falta de uma estratégia sólida de geração de receitas para o clube, pois isso sim está dentro de suas atribuições.
O resto, sinto muito, tenho muita dificuldade em atribuir à cartolagem.
Abraços!
A queda do Palmeiras está sendo creditada por muitos na conta da Diretoria do clube.
Eu tenho uma opinião um pouco diferente.
Todo mundo criticando o Presidente por ser omisso, por estar na praia no dia seguinte ao rebaixamento, etc.
Mas eu fico pensando aqui: afinal, qual é o papel dos diretores e de um presidente de clube de futebol, e quais as responsabilidades deles?
A principal responsabilidade dos cartolas, na minha opinião, é pagar os salários em dia para os jogadores e para a comissão técnica. E nisso, até onde sei, o Palmeiras não pecou.
Aí vem um pessoal dizendo que o presidente foi omisso, que faltou pulso firme. Ora, é curioso que esse mesmo pessoal critique quando o presidente escala o time, ou quando dá ordens ao treinador, como costuma acontecer no São Paulo com o Juvenal Juvência, por exemplo.
Uai, o presidente tem que interferir ou não?
A minha opinião é clara. O presidente não tem que interferir! Quem tem que mandar dentro de campo é quem o clube contratou pra mandar dentro de campo: o técnico e a comissão técnica. Se fosse o contrário, qual seria o papel do treinador e de seus auxiliares.
Acho que falta um "organograma" para os clubes de futebol. Isso evitaria atribuirem culpas a torto e a direito sob os interessor do emissor da mensagem. Com as funções bem definidas previamente, ninguém poderia falar "o presidente foi omisso" se o organograma dissesse que a ele não cabe dar ordens ao "intra campo".
O que eu acho que pode ser atribuído ao presidente são as más contratações e a falta de uma estratégia sólida de geração de receitas para o clube, pois isso sim está dentro de suas atribuições.
O resto, sinto muito, tenho muita dificuldade em atribuir à cartolagem.
Abraços!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O absurdo da ambulância
Fala pessoal,
Inacreditável o episódio da ambulância no jogo entre Santos e Atlético-MG de ontem.
Imaginem o que aconteceria se fosse o Neymar que precisasse de um atendimento e tivesse sequelas em razão da demora da ambulância pra entrar em campo?
Isso é mais um daqueles eventos que provam a tese que defendemos por aqui, de que quase tudo no esporte nacional é feito no improviso.
Como acreditar que existe um planejamento financeiro e esportivo a longo prazo se o clube não consegue cumprir uma norma de segurança extremamente básica? Cadê o "planejamento" nessas horas?
Os dirigentes não entendem que, neste mundo moderno, em que o futebol é um negócio de proporções gigantescas, toda forma de "contato" com a marca Santos mostra sua história e seus valores. Não precisa nem dizer o que um fiasco televisionado como esse diz da marca, né?
O estádio, a pista, o ginásio, enfim, o local de exposição do clube é uma das principais ferramentas de marketing e de renda para um clube. Hoje todo mundo fala em "arenas", pra simbolizar que o evento esportivo deve ser a ponta do iceberg no que diz respeito ao uso do espaço de um estádio... mas esse conceito parece não ter sido bem digerido pelas bandas de cá, não é verdade?
Infelizmente, o clube que tem um dos jogadores mais brilhantes que eu já vi jogar parece estar deixando a desejar. Eu digo "parece" porque é isso que transparece de fatos como o de ontem...
Abraços!
Inacreditável o episódio da ambulância no jogo entre Santos e Atlético-MG de ontem.
Imaginem o que aconteceria se fosse o Neymar que precisasse de um atendimento e tivesse sequelas em razão da demora da ambulância pra entrar em campo?
Isso é mais um daqueles eventos que provam a tese que defendemos por aqui, de que quase tudo no esporte nacional é feito no improviso.
Como acreditar que existe um planejamento financeiro e esportivo a longo prazo se o clube não consegue cumprir uma norma de segurança extremamente básica? Cadê o "planejamento" nessas horas?
Os dirigentes não entendem que, neste mundo moderno, em que o futebol é um negócio de proporções gigantescas, toda forma de "contato" com a marca Santos mostra sua história e seus valores. Não precisa nem dizer o que um fiasco televisionado como esse diz da marca, né?
O estádio, a pista, o ginásio, enfim, o local de exposição do clube é uma das principais ferramentas de marketing e de renda para um clube. Hoje todo mundo fala em "arenas", pra simbolizar que o evento esportivo deve ser a ponta do iceberg no que diz respeito ao uso do espaço de um estádio... mas esse conceito parece não ter sido bem digerido pelas bandas de cá, não é verdade?
Infelizmente, o clube que tem um dos jogadores mais brilhantes que eu já vi jogar parece estar deixando a desejar. Eu digo "parece" porque é isso que transparece de fatos como o de ontem...
Abraços!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
A apagão no Brasil x Argentina
Fala pessoal,
Todo mundo sabe qual foi o fiasco da noite de ontem.
Achei muito engraçado, no entanto, que várias vozes tenham se erguido contra a intromissão da política argentina no futebol em razão desse fato.
Claro, existem várias (várias mesmo) críticas a se fazer pelo aproveitamento político do futebol. Eu sou bem contra, pra deixar claro.
O problema é querer associar o apagão a isso.
Claro, é verdade que o jogo foi marcado num estádio sem a devida estrutura por causa dos interesses políticos nacionais daquele país, não discordo. A questão é que um apagão poderia ter ocorrido em qualquer estádio! Simplesmente porque não foi algo previsível. Se acontecesse o mesmo na Bombonera ou no Morumbi ninguém falaria nada...
Claro, essa é a minha posição diante dos fatos que conhecemos! Se amanhã surgir uma informação de que o estádio não recebia manutenção há anos, ou que compraram os geradores mais baratos para a realização do jogo naquela localidade, ok, darei o braço a torcer.
Mas o fato do apagão não justifica, por si só, as críticas que tem sido feitas, na minha opinião.
Abraços
Todo mundo sabe qual foi o fiasco da noite de ontem.
Achei muito engraçado, no entanto, que várias vozes tenham se erguido contra a intromissão da política argentina no futebol em razão desse fato.
Claro, existem várias (várias mesmo) críticas a se fazer pelo aproveitamento político do futebol. Eu sou bem contra, pra deixar claro.
O problema é querer associar o apagão a isso.
Claro, é verdade que o jogo foi marcado num estádio sem a devida estrutura por causa dos interesses políticos nacionais daquele país, não discordo. A questão é que um apagão poderia ter ocorrido em qualquer estádio! Simplesmente porque não foi algo previsível. Se acontecesse o mesmo na Bombonera ou no Morumbi ninguém falaria nada...
Claro, essa é a minha posição diante dos fatos que conhecemos! Se amanhã surgir uma informação de que o estádio não recebia manutenção há anos, ou que compraram os geradores mais baratos para a realização do jogo naquela localidade, ok, darei o braço a torcer.
Mas o fato do apagão não justifica, por si só, as críticas que tem sido feitas, na minha opinião.
Abraços
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Aposentadoria
Fala pessoal,
Aproveitando o gancho do ultimo post do Blog do Fininho (http://espn.estadao.com.br/post/285026_hoje-o-papo-e-sobre-aposentadoria-ate-quando-jogar), pensei em falar sobre aposentadoria dos atletas.
Quem já passou por aqui sabe que tenho um olhar bem pessoal sobre a vida de atletas no que diz respeito ao cuidado com as suas finanças pessoais.
E é aqui que já fixo um ponto diferente do que sempre leio por aí.
Estamos acostumados a ler que um atleta deve parar "por cima" ou "enquanto ainda está no auge". Eu pessoalmente, acho que esse conselho não tem nada a ver, na maioria dos casos, e me explico.
Na minha opinião, o que o atleta tem que levar em condideração na hora de parar é sua vida financeira pós-quadra/campo/pista.
Veja só.
Para o atleta que vive seu auge aos 30 e poucos anos, talvez realmente valha a pena parar enquanto está bem, mas por um motivo claro: a imagem de fixada no fim de carreira pode lhe render mais frutos do que a decisão de jogar 1 ou 2 anos a mais - ele pode ganhar uma boa grana em torneios nesses 2 anos, ou nem tanto, mas correr o risco de se aposentar sem uma imagem tão bacana; se decidir parar, no entanto, pode virar comentarista por 10 anos, ser contratado como garoto propaganda de alguma marca, virar técnico, etc.
Na maioria das vezes, no entanto, o conselho de "parar enquanto está bem" não valeria a pena, na minha opinião. Uso como exemplo o caso do tenista. Na minha opinião, o cara não podia parar justamente quando estava bem, porque sua vida financeira dependia daquela boa fase. Infelizmente, por motivos ainda não muito claros para mim, o cara não tinha uma grande repercussão de mídia, patrocinadores, etc.
Como você vai chegar num cara desse e falar: "olha, aposente-se agora que você está ganhando uma grana legal, para enquanto está por cima"??
São casos e casos. Para o Federer, por exemplo, não seria tão mau negócio parar agora. Mesmo inativo, o cara com certeza manteria uma porrada de patrocinadores, viajaria o mundo com tudo pago, receberia inúmeros convites para eventos, etc.
São casos e casos. O problema é que a grande mídia geralmente pega os caras absurdos (Ronaldo, Guga, etc) e fala generalizando "tem que parar quando está por cima".
O negócio não é bem assim...
Abraços!
Aproveitando o gancho do ultimo post do Blog do Fininho (http://espn.estadao.com.br/post/285026_hoje-o-papo-e-sobre-aposentadoria-ate-quando-jogar), pensei em falar sobre aposentadoria dos atletas.
Quem já passou por aqui sabe que tenho um olhar bem pessoal sobre a vida de atletas no que diz respeito ao cuidado com as suas finanças pessoais.
E é aqui que já fixo um ponto diferente do que sempre leio por aí.
Estamos acostumados a ler que um atleta deve parar "por cima" ou "enquanto ainda está no auge". Eu pessoalmente, acho que esse conselho não tem nada a ver, na maioria dos casos, e me explico.
Na minha opinião, o que o atleta tem que levar em condideração na hora de parar é sua vida financeira pós-quadra/campo/pista.
Veja só.
Para o atleta que vive seu auge aos 30 e poucos anos, talvez realmente valha a pena parar enquanto está bem, mas por um motivo claro: a imagem de fixada no fim de carreira pode lhe render mais frutos do que a decisão de jogar 1 ou 2 anos a mais - ele pode ganhar uma boa grana em torneios nesses 2 anos, ou nem tanto, mas correr o risco de se aposentar sem uma imagem tão bacana; se decidir parar, no entanto, pode virar comentarista por 10 anos, ser contratado como garoto propaganda de alguma marca, virar técnico, etc.
Na maioria das vezes, no entanto, o conselho de "parar enquanto está bem" não valeria a pena, na minha opinião. Uso como exemplo o caso do tenista. Na minha opinião, o cara não podia parar justamente quando estava bem, porque sua vida financeira dependia daquela boa fase. Infelizmente, por motivos ainda não muito claros para mim, o cara não tinha uma grande repercussão de mídia, patrocinadores, etc.
Como você vai chegar num cara desse e falar: "olha, aposente-se agora que você está ganhando uma grana legal, para enquanto está por cima"??
São casos e casos. Para o Federer, por exemplo, não seria tão mau negócio parar agora. Mesmo inativo, o cara com certeza manteria uma porrada de patrocinadores, viajaria o mundo com tudo pago, receberia inúmeros convites para eventos, etc.
São casos e casos. O problema é que a grande mídia geralmente pega os caras absurdos (Ronaldo, Guga, etc) e fala generalizando "tem que parar quando está por cima".
O negócio não é bem assim...
Abraços!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Sobre os pontos corridos
Fala pessoal,
Uma coisa que me deixa incomodado faz tempo é a falta de percepção da mídia com as peculiaridades dos campeonatos disputados em pontos corridos.
Basta um time perder duas partidas seguidas que já dizem que o rendimento do time caiu, que o time amarelou, etc.
Eu não estou dizendo que isso não pode acontecer, mas na maioria das vezes os caras que falam isso "apagam" uma coisa essencial: esse campeonato é jogado no sistema "todos contra todos"!
E o que isso tem a ver?
Imagina só. O Newcastle, time médio na Inglaterra, começa o campenato com 4 derrotas. Isso significa um mal começo? Não necessariamente!
Isso porque os 4 primeiros jogos do time podem ter sido contra Manchester, Arsenal, Liverpool e City. Dentro desse contexto, é previsível e "esperável" que tenha 4 derrotas.
A coisa muda se as 4 primeiras partidas forem contra times pequenos. Neste caso, se sucederem 4 derrotas poderia se falar em uma crise, ou um mal começo.
No Brasil, no entanto, basta o time perder 2 partidas que já vem bomba. A análise, no meu ponto de vista, tem que levar em conta quem são os adversários!!
É o caso do Palmeiras, na atual fase. Era previsível que o time poderia dar uma afundada nas últimas semanas, porque pegou times mais fortes. Da mesma forma, era previsível que ganhasse mais pontos quando enfrentasse times mais fracos. Ocorre que muitos jornalistas fecham os olhos para as peculiaridades dessas "ondas" de jogos difíceis/jogos fáceis, e seguem o caminho da crítica mais à mão.
Pena.
abraços!
Uma coisa que me deixa incomodado faz tempo é a falta de percepção da mídia com as peculiaridades dos campeonatos disputados em pontos corridos.
Basta um time perder duas partidas seguidas que já dizem que o rendimento do time caiu, que o time amarelou, etc.
Eu não estou dizendo que isso não pode acontecer, mas na maioria das vezes os caras que falam isso "apagam" uma coisa essencial: esse campeonato é jogado no sistema "todos contra todos"!
E o que isso tem a ver?
Imagina só. O Newcastle, time médio na Inglaterra, começa o campenato com 4 derrotas. Isso significa um mal começo? Não necessariamente!
Isso porque os 4 primeiros jogos do time podem ter sido contra Manchester, Arsenal, Liverpool e City. Dentro desse contexto, é previsível e "esperável" que tenha 4 derrotas.
A coisa muda se as 4 primeiras partidas forem contra times pequenos. Neste caso, se sucederem 4 derrotas poderia se falar em uma crise, ou um mal começo.
No Brasil, no entanto, basta o time perder 2 partidas que já vem bomba. A análise, no meu ponto de vista, tem que levar em conta quem são os adversários!!
É o caso do Palmeiras, na atual fase. Era previsível que o time poderia dar uma afundada nas últimas semanas, porque pegou times mais fortes. Da mesma forma, era previsível que ganhasse mais pontos quando enfrentasse times mais fracos. Ocorre que muitos jornalistas fecham os olhos para as peculiaridades dessas "ondas" de jogos difíceis/jogos fáceis, e seguem o caminho da crítica mais à mão.
Pena.
abraços!
Fim de semana
Fala pessoal,
Não é novidade pra ninguém que esse final de semana foi lamentável nos campos de futebol do país.
Pra mim, os dois fatos mais marcantes foram a "piração" do juiz que mandou retirarem a faixa que protestava contra a arbitragem (http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2012/10/01/arbitro-relata-protesto-e-atraso-nos-aflitos-mas-nao-explica-pedido-para-retirar-faixa.htm), e a confusão com a menina que queria a camisa do Lucas em Curitiba (http://www.espbr.com/noticias/lucas-lamenta-briga-causa-camisa).
O primeiro gera tristeza não só pelo aspecto esportivo da coisa. Quer dizer, nem muito de esporte tem essa polêmica.
Uma pessoa resolveu abrir uma faixa como protesto, e escolheu o estádio de futebol para isso. O árbitro de futebol (!!!) manda recolherem a faixa e os policiais obedecem.
Não sei o que é mais absurdo. Um árbitro achando que tem esse poder, os policiais obedecendo a uma ordem manifestamente ilegal (ao invés de "garantir a ordem", como sempre fazem - que neste caso seria assegurar o direito da pessoa que leveou a faixa), ou, mais absurdo ainda de acreditar: uma pessoa fazendo um protesto bacana num estádio! Rs, isso foi uma piada, ok, só pra deixar claro.
No segundo caso, a pretexto de impedir a entrada de um objeto são-paulino na torcida do Coxa, os torcedores quase violentaram uma garota de 13 anos e seu pai.
Isso diz muito sobre o que as pessoas vão fazer no estádio... poxa, se o cara estivesse ali pra se divertir será que compraria uma briga tão estúpida quanto esta? Fico me perguntando o que aconteceria se o Lucas perguntasse a um dos agitadinhos: "meu amigo, por que esse nervosismo? Você veio aqui se divertir? Acho que vir ao estádio está fazendo mal a você e a sua saúde". Infelizmente ele não foi sagaz no momento em que estava sob cusparadas.
Concluindo.
Nada disso que aconteceu foi novo. Toda semana vemos coisas que "gritam" que o esporte em geral não é encarado como deveria por torcedores, atletas e dirigentes.
O que achei bom nestes casos foi a atenção dada à inércia e incompetência das autoridades para lidar com o problema, nos casos em particular, a polícia.
Longe de mim ser extremista e chamar a polícia de fascista, etc, etc, como fazem alguns. O que é indiscutível, no entanto, é a pura incompetência nos casos.
Poxa, um árbitro dá uma ordem para retirar uma faixa e os caras obedecem? Isso não é má-fé do policial, é incompetência de não saber o que diz a leí.
Torcedores furiosos ameaçam uma garota de 13 anos por causa de uma camisa e os policiais não se movimentam? Isso não é má-fé, é incompetência de não conhecer o dever funcional que lhes cabe.
Enfim, e assim vai caminhando o esporte nacional.
E "esse é o país que vai receber...."
abraços!
Não é novidade pra ninguém que esse final de semana foi lamentável nos campos de futebol do país.
Pra mim, os dois fatos mais marcantes foram a "piração" do juiz que mandou retirarem a faixa que protestava contra a arbitragem (http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2012/10/01/arbitro-relata-protesto-e-atraso-nos-aflitos-mas-nao-explica-pedido-para-retirar-faixa.htm), e a confusão com a menina que queria a camisa do Lucas em Curitiba (http://www.espbr.com/noticias/lucas-lamenta-briga-causa-camisa).
O primeiro gera tristeza não só pelo aspecto esportivo da coisa. Quer dizer, nem muito de esporte tem essa polêmica.
Uma pessoa resolveu abrir uma faixa como protesto, e escolheu o estádio de futebol para isso. O árbitro de futebol (!!!) manda recolherem a faixa e os policiais obedecem.
Não sei o que é mais absurdo. Um árbitro achando que tem esse poder, os policiais obedecendo a uma ordem manifestamente ilegal (ao invés de "garantir a ordem", como sempre fazem - que neste caso seria assegurar o direito da pessoa que leveou a faixa), ou, mais absurdo ainda de acreditar: uma pessoa fazendo um protesto bacana num estádio! Rs, isso foi uma piada, ok, só pra deixar claro.
No segundo caso, a pretexto de impedir a entrada de um objeto são-paulino na torcida do Coxa, os torcedores quase violentaram uma garota de 13 anos e seu pai.
Isso diz muito sobre o que as pessoas vão fazer no estádio... poxa, se o cara estivesse ali pra se divertir será que compraria uma briga tão estúpida quanto esta? Fico me perguntando o que aconteceria se o Lucas perguntasse a um dos agitadinhos: "meu amigo, por que esse nervosismo? Você veio aqui se divertir? Acho que vir ao estádio está fazendo mal a você e a sua saúde". Infelizmente ele não foi sagaz no momento em que estava sob cusparadas.
Concluindo.
Nada disso que aconteceu foi novo. Toda semana vemos coisas que "gritam" que o esporte em geral não é encarado como deveria por torcedores, atletas e dirigentes.
O que achei bom nestes casos foi a atenção dada à inércia e incompetência das autoridades para lidar com o problema, nos casos em particular, a polícia.
Longe de mim ser extremista e chamar a polícia de fascista, etc, etc, como fazem alguns. O que é indiscutível, no entanto, é a pura incompetência nos casos.
Poxa, um árbitro dá uma ordem para retirar uma faixa e os caras obedecem? Isso não é má-fé do policial, é incompetência de não saber o que diz a leí.
Torcedores furiosos ameaçam uma garota de 13 anos por causa de uma camisa e os policiais não se movimentam? Isso não é má-fé, é incompetência de não conhecer o dever funcional que lhes cabe.
Enfim, e assim vai caminhando o esporte nacional.
E "esse é o país que vai receber...."
abraços!
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