Fala pessoal,
Já falei um tempo atrás sobre o "verdadeiro salário dos jogadores de futebol".
Basicamente, tentei mostrar por meio de números como um jogador "top" ganha muito menos do que imaginamos quando dividimos seus salários por sua expectativa de vida - o cara ganha dinheiro dos 20 aos 35, mas vive até os 75...
Encontrei aqui um vídeo da série "30 for 30" feita pela ESPN Americana (da qual também já falamos) que fala sobre a mesma questão. Claro que o trabalho deles é muito mais minucioso, e conta com um elemento precioso: o depoimento dos próprios jogadores.
Entre outras questões associadas à falência financeira dos atletas, o filme aponta os gastos médicos "pós-carreira" e os gastos com divórcios e pensões alimentícias com que muitos atletas arcam.
Fica a dica de mais um filme sensacional.
http://www.youtube.com/watch?v=Vh79Cz6SNiM
Abraços
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
A culpa da Diretoria na queda do Palmeiras
Fala pessoal,
A queda do Palmeiras está sendo creditada por muitos na conta da Diretoria do clube.
Eu tenho uma opinião um pouco diferente.
Todo mundo criticando o Presidente por ser omisso, por estar na praia no dia seguinte ao rebaixamento, etc.
Mas eu fico pensando aqui: afinal, qual é o papel dos diretores e de um presidente de clube de futebol, e quais as responsabilidades deles?
A principal responsabilidade dos cartolas, na minha opinião, é pagar os salários em dia para os jogadores e para a comissão técnica. E nisso, até onde sei, o Palmeiras não pecou.
Aí vem um pessoal dizendo que o presidente foi omisso, que faltou pulso firme. Ora, é curioso que esse mesmo pessoal critique quando o presidente escala o time, ou quando dá ordens ao treinador, como costuma acontecer no São Paulo com o Juvenal Juvência, por exemplo.
Uai, o presidente tem que interferir ou não?
A minha opinião é clara. O presidente não tem que interferir! Quem tem que mandar dentro de campo é quem o clube contratou pra mandar dentro de campo: o técnico e a comissão técnica. Se fosse o contrário, qual seria o papel do treinador e de seus auxiliares.
Acho que falta um "organograma" para os clubes de futebol. Isso evitaria atribuirem culpas a torto e a direito sob os interessor do emissor da mensagem. Com as funções bem definidas previamente, ninguém poderia falar "o presidente foi omisso" se o organograma dissesse que a ele não cabe dar ordens ao "intra campo".
O que eu acho que pode ser atribuído ao presidente são as más contratações e a falta de uma estratégia sólida de geração de receitas para o clube, pois isso sim está dentro de suas atribuições.
O resto, sinto muito, tenho muita dificuldade em atribuir à cartolagem.
Abraços!
A queda do Palmeiras está sendo creditada por muitos na conta da Diretoria do clube.
Eu tenho uma opinião um pouco diferente.
Todo mundo criticando o Presidente por ser omisso, por estar na praia no dia seguinte ao rebaixamento, etc.
Mas eu fico pensando aqui: afinal, qual é o papel dos diretores e de um presidente de clube de futebol, e quais as responsabilidades deles?
A principal responsabilidade dos cartolas, na minha opinião, é pagar os salários em dia para os jogadores e para a comissão técnica. E nisso, até onde sei, o Palmeiras não pecou.
Aí vem um pessoal dizendo que o presidente foi omisso, que faltou pulso firme. Ora, é curioso que esse mesmo pessoal critique quando o presidente escala o time, ou quando dá ordens ao treinador, como costuma acontecer no São Paulo com o Juvenal Juvência, por exemplo.
Uai, o presidente tem que interferir ou não?
A minha opinião é clara. O presidente não tem que interferir! Quem tem que mandar dentro de campo é quem o clube contratou pra mandar dentro de campo: o técnico e a comissão técnica. Se fosse o contrário, qual seria o papel do treinador e de seus auxiliares.
Acho que falta um "organograma" para os clubes de futebol. Isso evitaria atribuirem culpas a torto e a direito sob os interessor do emissor da mensagem. Com as funções bem definidas previamente, ninguém poderia falar "o presidente foi omisso" se o organograma dissesse que a ele não cabe dar ordens ao "intra campo".
O que eu acho que pode ser atribuído ao presidente são as más contratações e a falta de uma estratégia sólida de geração de receitas para o clube, pois isso sim está dentro de suas atribuições.
O resto, sinto muito, tenho muita dificuldade em atribuir à cartolagem.
Abraços!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O absurdo da ambulância
Fala pessoal,
Inacreditável o episódio da ambulância no jogo entre Santos e Atlético-MG de ontem.
Imaginem o que aconteceria se fosse o Neymar que precisasse de um atendimento e tivesse sequelas em razão da demora da ambulância pra entrar em campo?
Isso é mais um daqueles eventos que provam a tese que defendemos por aqui, de que quase tudo no esporte nacional é feito no improviso.
Como acreditar que existe um planejamento financeiro e esportivo a longo prazo se o clube não consegue cumprir uma norma de segurança extremamente básica? Cadê o "planejamento" nessas horas?
Os dirigentes não entendem que, neste mundo moderno, em que o futebol é um negócio de proporções gigantescas, toda forma de "contato" com a marca Santos mostra sua história e seus valores. Não precisa nem dizer o que um fiasco televisionado como esse diz da marca, né?
O estádio, a pista, o ginásio, enfim, o local de exposição do clube é uma das principais ferramentas de marketing e de renda para um clube. Hoje todo mundo fala em "arenas", pra simbolizar que o evento esportivo deve ser a ponta do iceberg no que diz respeito ao uso do espaço de um estádio... mas esse conceito parece não ter sido bem digerido pelas bandas de cá, não é verdade?
Infelizmente, o clube que tem um dos jogadores mais brilhantes que eu já vi jogar parece estar deixando a desejar. Eu digo "parece" porque é isso que transparece de fatos como o de ontem...
Abraços!
Inacreditável o episódio da ambulância no jogo entre Santos e Atlético-MG de ontem.
Imaginem o que aconteceria se fosse o Neymar que precisasse de um atendimento e tivesse sequelas em razão da demora da ambulância pra entrar em campo?
Isso é mais um daqueles eventos que provam a tese que defendemos por aqui, de que quase tudo no esporte nacional é feito no improviso.
Como acreditar que existe um planejamento financeiro e esportivo a longo prazo se o clube não consegue cumprir uma norma de segurança extremamente básica? Cadê o "planejamento" nessas horas?
Os dirigentes não entendem que, neste mundo moderno, em que o futebol é um negócio de proporções gigantescas, toda forma de "contato" com a marca Santos mostra sua história e seus valores. Não precisa nem dizer o que um fiasco televisionado como esse diz da marca, né?
O estádio, a pista, o ginásio, enfim, o local de exposição do clube é uma das principais ferramentas de marketing e de renda para um clube. Hoje todo mundo fala em "arenas", pra simbolizar que o evento esportivo deve ser a ponta do iceberg no que diz respeito ao uso do espaço de um estádio... mas esse conceito parece não ter sido bem digerido pelas bandas de cá, não é verdade?
Infelizmente, o clube que tem um dos jogadores mais brilhantes que eu já vi jogar parece estar deixando a desejar. Eu digo "parece" porque é isso que transparece de fatos como o de ontem...
Abraços!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
A apagão no Brasil x Argentina
Fala pessoal,
Todo mundo sabe qual foi o fiasco da noite de ontem.
Achei muito engraçado, no entanto, que várias vozes tenham se erguido contra a intromissão da política argentina no futebol em razão desse fato.
Claro, existem várias (várias mesmo) críticas a se fazer pelo aproveitamento político do futebol. Eu sou bem contra, pra deixar claro.
O problema é querer associar o apagão a isso.
Claro, é verdade que o jogo foi marcado num estádio sem a devida estrutura por causa dos interesses políticos nacionais daquele país, não discordo. A questão é que um apagão poderia ter ocorrido em qualquer estádio! Simplesmente porque não foi algo previsível. Se acontecesse o mesmo na Bombonera ou no Morumbi ninguém falaria nada...
Claro, essa é a minha posição diante dos fatos que conhecemos! Se amanhã surgir uma informação de que o estádio não recebia manutenção há anos, ou que compraram os geradores mais baratos para a realização do jogo naquela localidade, ok, darei o braço a torcer.
Mas o fato do apagão não justifica, por si só, as críticas que tem sido feitas, na minha opinião.
Abraços
Todo mundo sabe qual foi o fiasco da noite de ontem.
Achei muito engraçado, no entanto, que várias vozes tenham se erguido contra a intromissão da política argentina no futebol em razão desse fato.
Claro, existem várias (várias mesmo) críticas a se fazer pelo aproveitamento político do futebol. Eu sou bem contra, pra deixar claro.
O problema é querer associar o apagão a isso.
Claro, é verdade que o jogo foi marcado num estádio sem a devida estrutura por causa dos interesses políticos nacionais daquele país, não discordo. A questão é que um apagão poderia ter ocorrido em qualquer estádio! Simplesmente porque não foi algo previsível. Se acontecesse o mesmo na Bombonera ou no Morumbi ninguém falaria nada...
Claro, essa é a minha posição diante dos fatos que conhecemos! Se amanhã surgir uma informação de que o estádio não recebia manutenção há anos, ou que compraram os geradores mais baratos para a realização do jogo naquela localidade, ok, darei o braço a torcer.
Mas o fato do apagão não justifica, por si só, as críticas que tem sido feitas, na minha opinião.
Abraços
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Aposentadoria
Fala pessoal,
Aproveitando o gancho do ultimo post do Blog do Fininho (http://espn.estadao.com.br/post/285026_hoje-o-papo-e-sobre-aposentadoria-ate-quando-jogar), pensei em falar sobre aposentadoria dos atletas.
Quem já passou por aqui sabe que tenho um olhar bem pessoal sobre a vida de atletas no que diz respeito ao cuidado com as suas finanças pessoais.
E é aqui que já fixo um ponto diferente do que sempre leio por aí.
Estamos acostumados a ler que um atleta deve parar "por cima" ou "enquanto ainda está no auge". Eu pessoalmente, acho que esse conselho não tem nada a ver, na maioria dos casos, e me explico.
Na minha opinião, o que o atleta tem que levar em condideração na hora de parar é sua vida financeira pós-quadra/campo/pista.
Veja só.
Para o atleta que vive seu auge aos 30 e poucos anos, talvez realmente valha a pena parar enquanto está bem, mas por um motivo claro: a imagem de fixada no fim de carreira pode lhe render mais frutos do que a decisão de jogar 1 ou 2 anos a mais - ele pode ganhar uma boa grana em torneios nesses 2 anos, ou nem tanto, mas correr o risco de se aposentar sem uma imagem tão bacana; se decidir parar, no entanto, pode virar comentarista por 10 anos, ser contratado como garoto propaganda de alguma marca, virar técnico, etc.
Na maioria das vezes, no entanto, o conselho de "parar enquanto está bem" não valeria a pena, na minha opinião. Uso como exemplo o caso do tenista. Na minha opinião, o cara não podia parar justamente quando estava bem, porque sua vida financeira dependia daquela boa fase. Infelizmente, por motivos ainda não muito claros para mim, o cara não tinha uma grande repercussão de mídia, patrocinadores, etc.
Como você vai chegar num cara desse e falar: "olha, aposente-se agora que você está ganhando uma grana legal, para enquanto está por cima"??
São casos e casos. Para o Federer, por exemplo, não seria tão mau negócio parar agora. Mesmo inativo, o cara com certeza manteria uma porrada de patrocinadores, viajaria o mundo com tudo pago, receberia inúmeros convites para eventos, etc.
São casos e casos. O problema é que a grande mídia geralmente pega os caras absurdos (Ronaldo, Guga, etc) e fala generalizando "tem que parar quando está por cima".
O negócio não é bem assim...
Abraços!
Aproveitando o gancho do ultimo post do Blog do Fininho (http://espn.estadao.com.br/post/285026_hoje-o-papo-e-sobre-aposentadoria-ate-quando-jogar), pensei em falar sobre aposentadoria dos atletas.
Quem já passou por aqui sabe que tenho um olhar bem pessoal sobre a vida de atletas no que diz respeito ao cuidado com as suas finanças pessoais.
E é aqui que já fixo um ponto diferente do que sempre leio por aí.
Estamos acostumados a ler que um atleta deve parar "por cima" ou "enquanto ainda está no auge". Eu pessoalmente, acho que esse conselho não tem nada a ver, na maioria dos casos, e me explico.
Na minha opinião, o que o atleta tem que levar em condideração na hora de parar é sua vida financeira pós-quadra/campo/pista.
Veja só.
Para o atleta que vive seu auge aos 30 e poucos anos, talvez realmente valha a pena parar enquanto está bem, mas por um motivo claro: a imagem de fixada no fim de carreira pode lhe render mais frutos do que a decisão de jogar 1 ou 2 anos a mais - ele pode ganhar uma boa grana em torneios nesses 2 anos, ou nem tanto, mas correr o risco de se aposentar sem uma imagem tão bacana; se decidir parar, no entanto, pode virar comentarista por 10 anos, ser contratado como garoto propaganda de alguma marca, virar técnico, etc.
Na maioria das vezes, no entanto, o conselho de "parar enquanto está bem" não valeria a pena, na minha opinião. Uso como exemplo o caso do tenista. Na minha opinião, o cara não podia parar justamente quando estava bem, porque sua vida financeira dependia daquela boa fase. Infelizmente, por motivos ainda não muito claros para mim, o cara não tinha uma grande repercussão de mídia, patrocinadores, etc.
Como você vai chegar num cara desse e falar: "olha, aposente-se agora que você está ganhando uma grana legal, para enquanto está por cima"??
São casos e casos. Para o Federer, por exemplo, não seria tão mau negócio parar agora. Mesmo inativo, o cara com certeza manteria uma porrada de patrocinadores, viajaria o mundo com tudo pago, receberia inúmeros convites para eventos, etc.
São casos e casos. O problema é que a grande mídia geralmente pega os caras absurdos (Ronaldo, Guga, etc) e fala generalizando "tem que parar quando está por cima".
O negócio não é bem assim...
Abraços!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Sobre os pontos corridos
Fala pessoal,
Uma coisa que me deixa incomodado faz tempo é a falta de percepção da mídia com as peculiaridades dos campeonatos disputados em pontos corridos.
Basta um time perder duas partidas seguidas que já dizem que o rendimento do time caiu, que o time amarelou, etc.
Eu não estou dizendo que isso não pode acontecer, mas na maioria das vezes os caras que falam isso "apagam" uma coisa essencial: esse campeonato é jogado no sistema "todos contra todos"!
E o que isso tem a ver?
Imagina só. O Newcastle, time médio na Inglaterra, começa o campenato com 4 derrotas. Isso significa um mal começo? Não necessariamente!
Isso porque os 4 primeiros jogos do time podem ter sido contra Manchester, Arsenal, Liverpool e City. Dentro desse contexto, é previsível e "esperável" que tenha 4 derrotas.
A coisa muda se as 4 primeiras partidas forem contra times pequenos. Neste caso, se sucederem 4 derrotas poderia se falar em uma crise, ou um mal começo.
No Brasil, no entanto, basta o time perder 2 partidas que já vem bomba. A análise, no meu ponto de vista, tem que levar em conta quem são os adversários!!
É o caso do Palmeiras, na atual fase. Era previsível que o time poderia dar uma afundada nas últimas semanas, porque pegou times mais fortes. Da mesma forma, era previsível que ganhasse mais pontos quando enfrentasse times mais fracos. Ocorre que muitos jornalistas fecham os olhos para as peculiaridades dessas "ondas" de jogos difíceis/jogos fáceis, e seguem o caminho da crítica mais à mão.
Pena.
abraços!
Uma coisa que me deixa incomodado faz tempo é a falta de percepção da mídia com as peculiaridades dos campeonatos disputados em pontos corridos.
Basta um time perder duas partidas seguidas que já dizem que o rendimento do time caiu, que o time amarelou, etc.
Eu não estou dizendo que isso não pode acontecer, mas na maioria das vezes os caras que falam isso "apagam" uma coisa essencial: esse campeonato é jogado no sistema "todos contra todos"!
E o que isso tem a ver?
Imagina só. O Newcastle, time médio na Inglaterra, começa o campenato com 4 derrotas. Isso significa um mal começo? Não necessariamente!
Isso porque os 4 primeiros jogos do time podem ter sido contra Manchester, Arsenal, Liverpool e City. Dentro desse contexto, é previsível e "esperável" que tenha 4 derrotas.
A coisa muda se as 4 primeiras partidas forem contra times pequenos. Neste caso, se sucederem 4 derrotas poderia se falar em uma crise, ou um mal começo.
No Brasil, no entanto, basta o time perder 2 partidas que já vem bomba. A análise, no meu ponto de vista, tem que levar em conta quem são os adversários!!
É o caso do Palmeiras, na atual fase. Era previsível que o time poderia dar uma afundada nas últimas semanas, porque pegou times mais fortes. Da mesma forma, era previsível que ganhasse mais pontos quando enfrentasse times mais fracos. Ocorre que muitos jornalistas fecham os olhos para as peculiaridades dessas "ondas" de jogos difíceis/jogos fáceis, e seguem o caminho da crítica mais à mão.
Pena.
abraços!
Fim de semana
Fala pessoal,
Não é novidade pra ninguém que esse final de semana foi lamentável nos campos de futebol do país.
Pra mim, os dois fatos mais marcantes foram a "piração" do juiz que mandou retirarem a faixa que protestava contra a arbitragem (http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2012/10/01/arbitro-relata-protesto-e-atraso-nos-aflitos-mas-nao-explica-pedido-para-retirar-faixa.htm), e a confusão com a menina que queria a camisa do Lucas em Curitiba (http://www.espbr.com/noticias/lucas-lamenta-briga-causa-camisa).
O primeiro gera tristeza não só pelo aspecto esportivo da coisa. Quer dizer, nem muito de esporte tem essa polêmica.
Uma pessoa resolveu abrir uma faixa como protesto, e escolheu o estádio de futebol para isso. O árbitro de futebol (!!!) manda recolherem a faixa e os policiais obedecem.
Não sei o que é mais absurdo. Um árbitro achando que tem esse poder, os policiais obedecendo a uma ordem manifestamente ilegal (ao invés de "garantir a ordem", como sempre fazem - que neste caso seria assegurar o direito da pessoa que leveou a faixa), ou, mais absurdo ainda de acreditar: uma pessoa fazendo um protesto bacana num estádio! Rs, isso foi uma piada, ok, só pra deixar claro.
No segundo caso, a pretexto de impedir a entrada de um objeto são-paulino na torcida do Coxa, os torcedores quase violentaram uma garota de 13 anos e seu pai.
Isso diz muito sobre o que as pessoas vão fazer no estádio... poxa, se o cara estivesse ali pra se divertir será que compraria uma briga tão estúpida quanto esta? Fico me perguntando o que aconteceria se o Lucas perguntasse a um dos agitadinhos: "meu amigo, por que esse nervosismo? Você veio aqui se divertir? Acho que vir ao estádio está fazendo mal a você e a sua saúde". Infelizmente ele não foi sagaz no momento em que estava sob cusparadas.
Concluindo.
Nada disso que aconteceu foi novo. Toda semana vemos coisas que "gritam" que o esporte em geral não é encarado como deveria por torcedores, atletas e dirigentes.
O que achei bom nestes casos foi a atenção dada à inércia e incompetência das autoridades para lidar com o problema, nos casos em particular, a polícia.
Longe de mim ser extremista e chamar a polícia de fascista, etc, etc, como fazem alguns. O que é indiscutível, no entanto, é a pura incompetência nos casos.
Poxa, um árbitro dá uma ordem para retirar uma faixa e os caras obedecem? Isso não é má-fé do policial, é incompetência de não saber o que diz a leí.
Torcedores furiosos ameaçam uma garota de 13 anos por causa de uma camisa e os policiais não se movimentam? Isso não é má-fé, é incompetência de não conhecer o dever funcional que lhes cabe.
Enfim, e assim vai caminhando o esporte nacional.
E "esse é o país que vai receber...."
abraços!
Não é novidade pra ninguém que esse final de semana foi lamentável nos campos de futebol do país.
Pra mim, os dois fatos mais marcantes foram a "piração" do juiz que mandou retirarem a faixa que protestava contra a arbitragem (http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2012/10/01/arbitro-relata-protesto-e-atraso-nos-aflitos-mas-nao-explica-pedido-para-retirar-faixa.htm), e a confusão com a menina que queria a camisa do Lucas em Curitiba (http://www.espbr.com/noticias/lucas-lamenta-briga-causa-camisa).
O primeiro gera tristeza não só pelo aspecto esportivo da coisa. Quer dizer, nem muito de esporte tem essa polêmica.
Uma pessoa resolveu abrir uma faixa como protesto, e escolheu o estádio de futebol para isso. O árbitro de futebol (!!!) manda recolherem a faixa e os policiais obedecem.
Não sei o que é mais absurdo. Um árbitro achando que tem esse poder, os policiais obedecendo a uma ordem manifestamente ilegal (ao invés de "garantir a ordem", como sempre fazem - que neste caso seria assegurar o direito da pessoa que leveou a faixa), ou, mais absurdo ainda de acreditar: uma pessoa fazendo um protesto bacana num estádio! Rs, isso foi uma piada, ok, só pra deixar claro.
No segundo caso, a pretexto de impedir a entrada de um objeto são-paulino na torcida do Coxa, os torcedores quase violentaram uma garota de 13 anos e seu pai.
Isso diz muito sobre o que as pessoas vão fazer no estádio... poxa, se o cara estivesse ali pra se divertir será que compraria uma briga tão estúpida quanto esta? Fico me perguntando o que aconteceria se o Lucas perguntasse a um dos agitadinhos: "meu amigo, por que esse nervosismo? Você veio aqui se divertir? Acho que vir ao estádio está fazendo mal a você e a sua saúde". Infelizmente ele não foi sagaz no momento em que estava sob cusparadas.
Concluindo.
Nada disso que aconteceu foi novo. Toda semana vemos coisas que "gritam" que o esporte em geral não é encarado como deveria por torcedores, atletas e dirigentes.
O que achei bom nestes casos foi a atenção dada à inércia e incompetência das autoridades para lidar com o problema, nos casos em particular, a polícia.
Longe de mim ser extremista e chamar a polícia de fascista, etc, etc, como fazem alguns. O que é indiscutível, no entanto, é a pura incompetência nos casos.
Poxa, um árbitro dá uma ordem para retirar uma faixa e os caras obedecem? Isso não é má-fé do policial, é incompetência de não saber o que diz a leí.
Torcedores furiosos ameaçam uma garota de 13 anos por causa de uma camisa e os policiais não se movimentam? Isso não é má-fé, é incompetência de não conhecer o dever funcional que lhes cabe.
Enfim, e assim vai caminhando o esporte nacional.
E "esse é o país que vai receber...."
abraços!
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Sobre o Lance Armstrong
Fala galera,
Ainda não escrevi sobre minha opinião sobre o caso, então aqui vai, brevemente.
Não tenho nem idéia se o cara competiu dopado ou não. Acho, realmente, muito difícil que sejam coletadas provas conclusivas a respeito disso... o que existe, até onde sei, são depoimentos prestados por diversas pessoas próximas a ele, que teriam o poder de incriminá-lo.
Outra coisa bem diferente é achar justo ou não a cassação dos títulos dele. Isso sim, eu acho justo, e me explico.
Todo mundo sabe que o doping é uma das coisas mais perversas que existe no mundo do esporte. É a maior trapaça imaginável, na minha opinião - maior até que o suborno de árbitros, na minha opinião, porque o doping atenta contra o espírito do esporte, e não apenas da competição esportiva.
Por este motivo, na minha opinião, todos os esforços para combater o doping são válidos e necessário, uma vez que o esporte de ponta é muito propício à propagação da cultura do doping.
A atitude de Lance Armstrong de nem apresentar defesa foi a última gota do escândalo em que ele se envolveu (involuntariamente).
Vejam, a decisão baseou-se numa presunção, a de que os fatos que foram imputados contra ele são verdadeiros. Pra quem é do mundo do direito, isso é muito comum. Vamos dizer que alguém entra com um processo contra você, e você não responde às alegações do cara. O que é uma coisa chamada "revelia", que na maioria das vezes tem um efeito: presumem-se verdadeiros os fatos que você não contestou. Isso é uma técnica legal, que ajuda o juiz a decidir.
No caso do Lance foi mais ou menos isso que aconteceu... ele não contestou, e então presumiram verdadeiros os fatos alegados contra ele. Daí a realmente acreditar que ele se dopou são outros 500, mas pela lógica do processo o resultado é muito justo.
Isso é feito com um próposito bem claro: evitar que quem compete dopado tenha uma porta de saída!
Abraços!
Ainda não escrevi sobre minha opinião sobre o caso, então aqui vai, brevemente.
Não tenho nem idéia se o cara competiu dopado ou não. Acho, realmente, muito difícil que sejam coletadas provas conclusivas a respeito disso... o que existe, até onde sei, são depoimentos prestados por diversas pessoas próximas a ele, que teriam o poder de incriminá-lo.
Outra coisa bem diferente é achar justo ou não a cassação dos títulos dele. Isso sim, eu acho justo, e me explico.
Todo mundo sabe que o doping é uma das coisas mais perversas que existe no mundo do esporte. É a maior trapaça imaginável, na minha opinião - maior até que o suborno de árbitros, na minha opinião, porque o doping atenta contra o espírito do esporte, e não apenas da competição esportiva.
Por este motivo, na minha opinião, todos os esforços para combater o doping são válidos e necessário, uma vez que o esporte de ponta é muito propício à propagação da cultura do doping.
A atitude de Lance Armstrong de nem apresentar defesa foi a última gota do escândalo em que ele se envolveu (involuntariamente).
Vejam, a decisão baseou-se numa presunção, a de que os fatos que foram imputados contra ele são verdadeiros. Pra quem é do mundo do direito, isso é muito comum. Vamos dizer que alguém entra com um processo contra você, e você não responde às alegações do cara. O que é uma coisa chamada "revelia", que na maioria das vezes tem um efeito: presumem-se verdadeiros os fatos que você não contestou. Isso é uma técnica legal, que ajuda o juiz a decidir.
No caso do Lance foi mais ou menos isso que aconteceu... ele não contestou, e então presumiram verdadeiros os fatos alegados contra ele. Daí a realmente acreditar que ele se dopou são outros 500, mas pela lógica do processo o resultado é muito justo.
Isso é feito com um próposito bem claro: evitar que quem compete dopado tenha uma porta de saída!
Abraços!
De volta, com Roddick
Fala pessoal,
Depois de um longo período longe do blog, estamos de volta.
Volto para falar de um dos assuntos mais comentados do dia: a aposentadoria do Andy Roddick.
O tenista anunciou no US Open sua despedida, em entrevista coletiva: http://www.youtube.com/watch?v=HWSIvhDDdYA .
Sem dúvida nenhuma, o tênis tem bastante a perder com o fim da carreira desse cara, que assombrou o esporte quando apareceu sacando a mais de 230 km/h. Lembro de uma entrevista dada pelo Guga na época em que os dois se enfrentavam, em que o brasileiro disse que o problema maior não era nem o primeiro serviço, já que muitos jogadores tinham canhões nos braços, mas o segundo serviço, visto que o saque do americano mantinha uma velocidade altíssima na segunda tentativa.
Roddick, como todos sabem, foi o último americano a liderar o ranking mundial,e pode-se dizer até que representou o início do fim da dinastia americana no esporte (que vinha de Sampras, Agassi, Courier, Chang, Martin, entre muitos outros).
Como bem disse o Alexandre Cossenza no seu blog, o cara pode não ser um mito do esporte, mas o que dizer de um jogador que terminou 9 temporadas consecutivas no Top 10?
Fora isso, impossível dizer que ele não trazia um brilho a mais no "extra" quadra. Basta ver as entrevistas dele. Eu gosto muito dos caras que fogem do padrão nas respostas, e o Roddick é um gênio nesse aspecto. Deem uma olhada aí:
http://www.youtube.com/watch?v=wF_C7x78o8U
Abraços!
Obs: na sua última coletiva o cara mandou umas pérolas do tipo "obrigado pela pergunta, eu não queria terminar sem respoder algo sobre a comparação direta com o Roger"
Depois de um longo período longe do blog, estamos de volta.
Volto para falar de um dos assuntos mais comentados do dia: a aposentadoria do Andy Roddick.
O tenista anunciou no US Open sua despedida, em entrevista coletiva: http://www.youtube.com/watch?v=HWSIvhDDdYA .
Sem dúvida nenhuma, o tênis tem bastante a perder com o fim da carreira desse cara, que assombrou o esporte quando apareceu sacando a mais de 230 km/h. Lembro de uma entrevista dada pelo Guga na época em que os dois se enfrentavam, em que o brasileiro disse que o problema maior não era nem o primeiro serviço, já que muitos jogadores tinham canhões nos braços, mas o segundo serviço, visto que o saque do americano mantinha uma velocidade altíssima na segunda tentativa.
Roddick, como todos sabem, foi o último americano a liderar o ranking mundial,e pode-se dizer até que representou o início do fim da dinastia americana no esporte (que vinha de Sampras, Agassi, Courier, Chang, Martin, entre muitos outros).
Como bem disse o Alexandre Cossenza no seu blog, o cara pode não ser um mito do esporte, mas o que dizer de um jogador que terminou 9 temporadas consecutivas no Top 10?
Fora isso, impossível dizer que ele não trazia um brilho a mais no "extra" quadra. Basta ver as entrevistas dele. Eu gosto muito dos caras que fogem do padrão nas respostas, e o Roddick é um gênio nesse aspecto. Deem uma olhada aí:
http://www.youtube.com/watch?v=wF_C7x78o8U
Abraços!
Obs: na sua última coletiva o cara mandou umas pérolas do tipo "obrigado pela pergunta, eu não queria terminar sem respoder algo sobre a comparação direta com o Roger"
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Tiago Camilo
Fala pessoal,
Fiquei muito triste com a derrota do Tiago Camilo no dia de hoje. Acompanho a carreira desse cara há muito tempo, e inclusive troquei uma idéia com ele quando ele teve uma grave lesão no joelho (deve fazer mais de dez anos!).
Porém, neste caso, a minha tristeza foi um pouco menor porque achei que o Tiago não mereceu medalha pelo que apresentou no tatame.
Não quero de forma nenhuma ser desrespeitoso, por isso que digo que a falta de merecimento se refere apenas ao que aconteceu dentro do tatame.
Nas suas duas últimas lutas (semi-final e respescagem pelo bronze), Tiago não tentou um golpe. Ok, para não ser injusto tentou um golpe no começo da segunda luta.
Assim fica difícil sair vencedor...
Abraços!
Fiquei muito triste com a derrota do Tiago Camilo no dia de hoje. Acompanho a carreira desse cara há muito tempo, e inclusive troquei uma idéia com ele quando ele teve uma grave lesão no joelho (deve fazer mais de dez anos!).
Porém, neste caso, a minha tristeza foi um pouco menor porque achei que o Tiago não mereceu medalha pelo que apresentou no tatame.
Não quero de forma nenhuma ser desrespeitoso, por isso que digo que a falta de merecimento se refere apenas ao que aconteceu dentro do tatame.
Nas suas duas últimas lutas (semi-final e respescagem pelo bronze), Tiago não tentou um golpe. Ok, para não ser injusto tentou um golpe no começo da segunda luta.
Assim fica difícil sair vencedor...
Abraços!
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