sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sharapova

Fala pessoal,

Como não escrevi nada sobre o final do torneio em Paris, faço um breve post sobre uma coisa que me deixou um pouco indignado.

Um dia após a vitória da Sharapova, vi alguns jornais falando que a russa, com a sua vitória, colocava seu nome na história do tênis, implicitamente deixando no ar que seu nome não estava na história antes de "fechar" o Grand Slam.

Li e reli algumas vezes um desses jornais, pra não ser injusto, mas posso garantir que era esse o espírito da reportagem.

Sério, quem acha que ela só entrou para a história com esse título tá viajando.

Eu não estou querendo dizer que ela é uma das maiores jogadoras da história, muito longe disso.

Mas pera lá! A mulher já tinha ganhado outroSSS torneios de Grand Slam!!

Na minha humilde opinião, qualquer tenista que ganha um "mísero" Grand Slam já fez história, ou não? Até parece que é fácil.

Vai você falar pra qualquer tenista por aí que é fácil, vai...

Abraço

Sobre as punições na Euro

Fala pessoal,

Com certeza muita gente anda acompanhando a Eurocopa.

Times sensacionais, partidas incríveis e torcida... bom, torcida nem tanto...

Além das brigas absurdas, que nada tem a ver com esporte, vimos nessa Euro alguns casos de racismo, o que é muito triste num ambiente esportivo.

Para qualquer um que já teve a oportunidade de estar pessoalmente num evento esportivo bem organizado (obs: eu, pessoalmente não considero o Campeonato Brasileiro organizado), em que tudo o que é feito tem o público como foco, sabe que esses acontecimento quebram o tesão de estar ali.

Não obstante, queria colocar um posição pessoal um pouco diferente do que a imprensa vem dizendo sobre a exemplar punição dos envolvidos.

Neste momento, estão alardeando por aí que todos os envolvidos já foram julgados e condenados pelos seus atos, sendo, inclusive banidos dos estádios (não sei por quanto tempo). Usam deste argumento para dizer "viram como o modelo brasileiro é um lixo? Aqui a justiça não pune ninguém".

Vejam, não vou dizer que os responsáveis não tem que ser punidos. Longe disso. Mas, numa boa, que tá falando isso está deixando de ver muita coisa...

Primeiramente, minha opinião pessoal é que somente a criminalização dos responsáveis não vai resolver problema nenhum. Vejam, eu disse "somente".

Claro, se o cara arrumar confusão ele tem que ser punido, e o afastamento dos estádios é uma medida bem plausível (apesar de eu não achar a melhor, ela é muito adequada, de fato).

Creio que antes de punir o cara, é preciso analisar o que levou o cara a sair na porrada perto/dentro do estádio, porque o cara acha ok brigar num evento festivo como é o evento esportivo, etc.

Tudo isso exigiria uma reflexão muito maior sobre a prevenção, o que, evidentemente, a polícia não tem tempo de fazer, portanto acaba resolvendo da forma que sabe: prendendo.

Vejo esses casos de torcida organizada e até mesmo de hooligans como um caso claro de subcultura delinquente, tipicamente vândala (pra quem tiver interesse no assunto eu posso recomendar um livro muito bom, chamado Delinquent Boys, de Albert Cohen), o que não deveria ter como solução o "mero" encarceramento.

A prevenção, no caso, seria um remédio muito mais eficiente para o problema. Pra quem pensa racionalmente: seria possível diminuir os gastos com polícia, com repressão, com segurança privada, etc.

Em segundo lugar, preciso perguntar: sou só eu que me assusto com a rapidez tão grande para o julgamento?

Eu sei que nessas horas dá uma puta raiva dos baderneiros, mas fico pensando como foi o julgamento...

Por fim, fico pensando se as pessoas que criticam a "Justiça" brasileira sabe como ela funciona atualmente nos casos de brigas de torcida, ou algo parecido.

Você sabe? Sabe mesmo?

Hoje, para quem não sabe, o Estatuto do Torcedor, junto com a Lei dos Juizados Especiais, traz uma série de medidas "não prisionais" (e prisionais, quando necessário, por exemplo a "reclusão") para estes casos.

Veja só.

Antes, era muito comum dizerem que o cara que se envolvia em uma briga no estádio pagava um "lanche" (cesta básica) pro Estado e ficava tranquilão.

Hoje não é mais assim. A coisa ficou bem mais pentelha pro baderneiro.

Entre as possíveis medidas, existe, por exemplo, uma previsão de que o torcedor responsável tenha que se afastar do local do evento esportivo por até 3 anos.

Mas uma outra medida que eu acho sensacional é aquela que impõe ao briguento a obrigação de ter que comparecer 2 horas antes dos jogos do seu time, e ficar até 2 horas depois do jogo em um local determinado pela Justiça. Não o fazendo, ele pode ser preso.

Isso faz a diferença. Porque isso pentelha o cara.

Imagina só, um corintiano/santista ter que chegar na quarta-feira que vem numa delegacia duas horas antes de semi-final da libertadores e só poder sair duas horas depois (02:00 da manhã, por exemplo).

Pior, imagina ter que fazer isso um tempão, toda quarta-feira e domingo!!!

Além de tudo isso, muita coisa é jogada nas costas da "Justiça", quando a parcela do problema está, na verdade, com os organizadores do evento e com a polícia.

Dou um exemplo.

Já existe tecnologia suficiente para identificar os brigões dentro e fora dos estádios, mas por algum motivo ainda não vemos nada aplicado nos estádios nacionais.

Resumindo, acho que o problema da violência nos estádios é muito mais profundo do que aquilo que é geralmente retratado na mídia, e muito disso se dá por desconhecimento daqueles envolvidos na questão, sejam jornalistas, dirigentes, e torcedores.

Não estou dizendo que eu sou um expert, longe disso, mas pelo menos eu consigo admitir que isso tudo aí vai muito além do que alcança minha vã filosofia.

Abraço!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A "promoção" do MMA

Fala pessoal,

Não sei vocês, mas eu curto muito MMA.

Sim, eu sei que muita gente diz que isso não é esporte, que é pura violência, etc, etc. Bom, com todo respeito, eu discordo.

Sem entrar muito no mérito, acho que o esporte ali vai muito além dos 15 minutos em cima do octógono, o problema é que a popularidade alcançada apenas recentemente não permite ao grande público conhecer as origens da modalidade.

Bom, a depeito disso, gostaria de falar sobre essa história dos atletas ficarem se xingando antes da luta e, logo depois do combate virem a público dizendo que estavam apenas promovendo o evento.

Numa boa, acho que para pessoas como eu, que sou fã desse esporte há muuito tempo (sem nunca ter nem lutado nada) isso não pega bem. Sem contar as contradições que vemos por aí.

Desconheço uma arte marcial em que esse comportamento é ensinado, ou mesmo tolerado! Ok, tem a questão do "marketing", mas o problema é que esse tipo de "marketing" atrai justamente a percepção que todos os atletas/dirigentes sempre tentam avitar, a de que aquilo ali não é briga, é luta.

Sobre as contradições.

Marketing nenhum explica, por exemplo, essa discussão sem sentido entre Belfort e Wand. Se eles não vão mais lutar, o que essa discussão na mídia está promovendo??

Por isso eu sou do team "Dos Santos". Dá-lhe Cigano! O cara até pediu desculpas logo depois de mandar um espontâneo "É Brasil, porra!!" ao vivo na sua última luta!

Abraços!

Marcelinho Huertas

Fala pessoal,

Não sei se vocês já viram o lance incrível do Marcelinho Huertas no jogo Barcelona x Real Madrid.

Faltando 6 segundos para acabar o jogo a bola estava na mão do Real, que tinha 2 pontos de vantagem. Sim, eles conseguiram perder.

Digo conseguiram perder porque eles podiam fazer a coisa mais simples do mundo: segurar a bola até o fim do seu tempo de posse (faltariam aí 3 segundos pro jogo terminar) e arremessar a bola em direção ao teto do ginásio (seria impossível a bola subir, descer, e algum jogador acertar um arremesso no tempo faltante).

O Madrid arremessou faltando 6 segundos. O Barcelona pegou o rebote e Marcelinho fez isso:

http://www.youtube.com/watch?v=4qlbam2u9gU

Posso dizer que já vi o Marcelinho jogar muito. Por um acaso, eu acabei vendo muitos de seus jogos quando ele ainda era juvenil.

Mesmo naquela época ele era diferente.

Lembro de uma final de campeonato paulista, há mais de 10 anos, salvo engano Paulistano x Hebraica (ou Espéria, não me lembro ao certo), em que quase todos os pontos do último quarto foram dele.

Por estar na frente, o adversário do Paulistano usou a estratégia de forçar arremesssos livres, e, juro, acho que o Huertas deve ter feito uns 12 sem errar nenhum. Isso numa final de campeonato paulista, com a pressão de ginásio cheio.

Parece história de pescador, mas até já bati uma bolinha com ele. Na época, eu também disputava torneios de federação, e, eu e um amigo acabamos fazendo uma rachão 2 x 1 contra o Marcelinho, numa quadrinha em cima do ginásio do clube Paulistano, que tinha uma "redinha" de ferro (eu era convidado, não sócio). Tomamos uma aula!

Em uma breve análise de seu jogo, acho bem justo dizer que esse cara tem uma habilidade manual e de controle da bola impressionante, talvez sem igual no basquete brasileiro nos últimos 20 anos. Alguns caras, na minha opinião, podem até se aproximar (Alex, Ratto, Nezinho), mas acho mesmo ele o mais habilidoso.

Fora isso, vejo-o se destacando como um líder desde os tempos de Paulistano, tanto pela naturalidade da liderança que um armador exerce, quanto por suas colocações "exteriores", para a mídia e torcedores.

A carreira desse cara é vitoriosa há muito tempo. Torço muito para que sua caminhada nos dê a alegria de ser coroada em Londres.

Abraços!

Shaq x Barkley

Pra descontrair:

http://www.youtube.com/watch?v=PW0t0O84Mzk&feature=related

Por que nunca vemos algo assim entre jogadores de futebol?

Abraços

terça-feira, 5 de junho de 2012

O fator casa

Fala pessoal,

Muitas vezes já me peguei pensando se o "fator casa"realmente faz diferença no resultado do jogo.

E nunca consegui chegar à uma conclusão para o sim ou para o não.

Explico.

Todo mundo sempre diz que é melhor jogar dentro de casa por jogar ao lado da torcida, por exemplo.

Mas nesse argumento eu nunca acreditei, porque duvido que o jogador ouça o torcedor gritando alguma coisa específica, e, barulho por barulho, os jogadores dos dois times ouvem a mesma coisa.

Todo mundo também sempre diz que é melhor jogar no campo/quadra em que se está acostumado a jogar.

Bom, esse argumento só é válido a depender da situação, no meu ponto de vista.

Se o time treina no campo/quadra em que joga, tudo bem, faz diferença, pois está acostumado às dimensões do tal campo/quadra.

Mas o problema é que na maioria das vezes o time treina num centro de treinamento e joga em um estádio, ou seja, o "conhecimento"do campo não é tão alto assim pra gerar uma diferença.

Fora isso, especialmente quando falamos de uma quadra, as dimensões são sempre as mesmas! Então qual efeito poderiam ter no desemprenho dos atletas?

Um argumento bem forte em defesa do "fator casa˜, por outro lado, é indiscutível: os times que tem o mando, estatisticamente, ganham mais.

Infelizmente não consegui achar o número, mas os playoffs da NBA mostram isso claramente: o time que tem o mando de quadra, estatisticamente, tem uma grande vantagem no histórico.

Qual será a resposta afinal?

Abraço!

Jornalistas juristas

Fala pessoal,

Nos últimos tempos várias notícias esportivas estiveram umbilicalmente ligadas à vida forense, entre elas a briga entre Flamengo e Ronaldinho e o caso Oscar.

Evidentemente, tais fatos são dignos de repercussão pelos meios midiáticos, entretanto, o que chama a atenção é a forma e a desenvoltura (ou falta dela) com que jornalistas discorrem sobre o mundo das leis.

No caso Ronaldinho, o único que vi procurar informações de especialistas foi o Lucio Costa, da ESPN Brasil. O PVC também usou algum argumento embasado.

No entanto, na maioria das vezes, o que se vê é um monte de jornalistas expressando suas opiniões como se fossem uma resposta de mérito dada por um juiz de direito.

Da minha parte, posso dizer que tento ao máximo expor a opinião técnica que obtenho, de preferência, dos próprios advogados envolvidos no caso. Na questão do Oscar, o seu advogado preferiu não se pronunciar a respeito do caso; no caso do Ronaldinho, ainda aguardo uma manifestação de sua advogada.

Por isso, julgo estar momentaneamente impedido de expor um "desfecho"do caso, até porque essa tarefa cabe exclusivamente ao juiz competente para julgá-lo.

Claro, algumas informações podem ser dadas, como por exemplo o fato de a decisão no caso ser liminar, ou seja, poder ser alterada a qualquer momento pelo juiz, em vista de novos fatos.

O problema maior é fazer qualquer ouvinte/telespectador/leitor acreditar que o fato de o Ronaldinho ter dito X, ou de o Flamengo ter dito Y signifique que o caso está ganho para um ou outro lado.

Isso não existe.

Abraços!


O fim do caso Oscar


Fala pessoal, 

Como o blog estava bloqueado não pude comentar sobre o desfecho do caso Oscar, mas acho que todo mundo pode ver que não foi muito diferente daquilo que falamos por aqui. 

Pessoalmente achei um baita negócio para o Inter, que levou um possível camisa 10 da seleção e promessa nacional por um preço que equivale a uma proposta mínima de um time do exterior. 

Se o Inter não lucrar com o negócio, pelo menos vai ficar no "zero a zero"na minha opinião. 

Abraços! 

Garros

Fala pessoal,

Quem viu o jogo Federer/Del Potro hoje pode ver um nível altíssimo de tênis. Para mim foi absurdo o que os caras jogaram no final do segundo set (o JuanMa enfiou um tiro de direita incrível num ponto, e nem se esticando inteiro o Federer chegou).

Achei interessante também ver o Federer descontrolado no fim deste mesmo segundo set quando um torcedor gritou no meio de um ponto, achando que um slice defensivo dele ia pra fora. Na continuação do ponto, o suiço jogou a bola na rede, e berrou um "Shut up!"pesaaado.

Isso mostra que o cara não é de gelo!

Bacana também foi o jogo do Djoko com o Tsonga. Os dois começaram o jogo a 2 por hora, na minha opinião. Mas o Tsonga deu um jeito de voltar pra partida no segundo set, quando estava uma quebra abaixo, e fez ferver a quadra parisiense durante o resto do jogo.

Por último, um comentário pessoal sobre os comentários pessoais que sempre vejo quando o Federer e o Nadal jogam: cara, eles são bons sim, talvez os melhores da história do tênis; mas parece que os seus adversários são uns juvenis do outro lado da quadra na visão de uma galera!

Fico indignado quando vejo umas frases do tipo ˜O Delpo não tem medo do Federer", ou ö Delpo não soube aproveitar a chance contra um cara como o Federer". Poxa, estamos falando de um top 10, que já liderou o ranking de entrada, e não um moleque qualquer que tá indo bater uma bolinha sonhando com uma chance! Ele é fera também!

Abraço!

Blog Bloqueado

Fala pessoal,

O Blog ficou um tempão inativo, mas por uma boa justificativa: foi bloqueado em razão de um suposto ˜conteúdo ofensivo˜ (!!).

Bom, eu não sei o que pode ter desencadeado esse tipo de controle, mas, enfim, estamos de volta.

Abraço!